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Dezembro verde: por menos abandono de animais

Dezembro verde: por menos abandono de animais

O mês de dezembro chega com aquela sensação de dever cumprido, trazendo com ele, tantas situações e lembranças boas como o verão, as festas de final de ano e o início das férias.

Entretanto, dezembro traz também, um triste dado relacionado aos animais. É justamente nessa época do ano que as pessoas mais abandonam cães e gatos.

Então, neste mês a nossa entrevista é com quem sempre faz as nossas entrevistas, a jornalista e acadêmica de medicina veterinária, Pauline Machado, que também é voluntária na ONG Beco da Esperança, em Curitiba que hoje abriga em torno de 450 a 500 gatos.

Ela fala um pouco sobre a importância da Campanha Dezembro Verde que visa a prevenção e a conscientização das pessoas sobre o tema.

Acompanhe!

PetMed – Qual é a importância da Campanha Dezembro Verde?

Pauline Machado – Apesar de para algumas pessoas o não abandono ser evidente, para muitos, ainda é um hábito natural – infelizmente. A casa não comporta mais o pet, vou me mudar, vou mudar de país, o dia a dia não tem mais tempo para o pet, um filho vem chegando e não posso mais conviver com animais, principalmente com gatos, entre tantas e tantas outras justificativas, torna-se necessária que ainda hoje, em praticamente em pleno 2022, tenhamos que evidenciar que, além de ser crime, o quanto o abandono é um ato cruel, desumano e, sobretudo que deixa rastros nocivos não apenas à saúde dos animais, mas, também à nós humanos. Por todos esses e muitos outros motivos, a campanha Dezembro Verde é fundamental.

PetMed – É possível nos dar uma estimativa de quantos por cento aumentam os números de casos de abandono de animais nesta época do ano?

Pauline Machado – Não tenho esse porcentual específico, mas, o fato é que a conta nunca fecha. Para se ter uma ideia, na ONG em que atuo, comemoramos a adoção de dois gatinhos num dia, mas, logo em seguida, recebemos três ou quatro, muitas vezes no mesmo dia, fora os pedidos de acolhimento que não conseguimos atender. O desequilíbrio é absurdamente alto.

PetMed –  Diante desses números, quais são os maiores desafios para as ONGs que acolhem animais?

Pauline Machado – Embora não tenhamos apoio financeiro de nenhuma instituição e contarmos somente com a ajuda das doações que os seguidores das nossas redes sociais, dos eventos que fazemos e do projeto de apadrinhamento, o maior desafio, pra mim, é ter que dizer não, que não podemos acolher mais por estarmos superlotados. Em abril, na última contagem que fizemos, estávamos com cerca de 360 gatos. Hoje, temos em torno de 450 gatinhos sob os nossos cuidados.

PetMed – Que medidas podem ser adotadas para minimizar o número do abandono e mudar essa realidade?

Pauline Machado – Campanhas atrás de campanhas, eventos informativos, programas ou chamadas na TV, no rádio, nas redes sociais sobre essa questão. É importante dar visibilidade aos danos psicológicos e comportamentais que acometem os animais quando abandonados.

Hoje contamos com a tecnologia e temos que usufruir dessas mídias ao nosso dispor, muitas vezes até de forma gratuita. Acredito que tendo como base a tríade informação + educação + tecnologia, a longo prazo, essa realidade pode começar a mudar efetivamente.

Há muitas matérias sobre pets nos telejornais, mas, pouca informação relevante sobre adoção responsável, o que dá margem ao aumento do número de casos de abandono ou de violência contra cães e gatos, já que essas situações se dão, na maioria das vezes pelo

desconhecimento das pessoas sobre o que comporta o viver com um pet.

É como sempre digo: quanto mais bem informado as pessoas estiverem, mais bem cuidados serão os seus pets.

PetMed – E quanto a prevenção? O que pode ser feito a fim de que haja mais conscientização da população de modo geral?

Pauline Machado – As sugestões que citei acima, associadas à campanhas de castração, eu arriscaria dizer que seria o mundo ideal, pois, se pelo menos as pessoas castrassem os seus animais, não deixassem ter acesso às ruas, procurassem mais informação, não adotassem ou comprassem animais por impulso, ou entendo eles como não descartáveis, já teríamos algumas respostas positivas neste aspecto, embora ainda não fosse o suficiente.

É fundamental haver uma forte e efetiva campanha de conscientização em rede nacional, na mesma proporção da campanha feita para o uso de máscaras, fique em casa e use álcool em gel, agora pela pandemia. É preciso algo de peso, que alcance a grande massa, as classes mais altas e, sobretudo, as pessoas que não têm nem quase como se manter, que dirá condições de manter um animal. Há de haver ainda ações de políticas públicas para que os cães e gatos dessas pessoas possam ser atendidos gratuitamente. A informação tem que chegar a todos, sem distinção.

PetMed – Por fim, diante deste cenário, qual é o papel das ONGs, dos médicos veterinários, do poder público e da sociedade?

Pauline Machado – Das ONGs: acolher os casos mais graves, tratar, ressocializar e doar os animais. Aos futuros adotantes e pessoas de modo geral, orientar sobre a adoção responsável;

Dos médicos veterinários: informar a população que chega até ele em seu consultório sobre o que é adoção ou compra responsável. Explicar que os animais não são descartáveis e mostrar os malefícios do abandono tanto para o animal, quanto para os seres humanos, tendo como base os conceitos de saúde única;

Do poder público: investir em campanhas educativas e informativas, ressaltando que abandonar e/ou maltratar um animal é crime e também, os malefícios do abandono tanto para o animal quanto para a sociedade. Investir em campanhas de conscientização e prevenção em rede nacional.

Da sociedade: usufruir das oportunidades de ter acesso a esse tipo de informação para que seus pets sejam mais bem cuidados e, assim, se poder se tornar um multiplicador desse conhecimento para que chegue cada vez a mais pessoas.

Cuidado com as plantas tóxicas aos animais

Cuidado com as plantas tóxicas aos animais

Por Pauline Machado

Os dias de outono são muito agradáveis. As casas, os jardins e parques permanecem floridos, e nos dias de sol, cheios de gente fazendo exercícios ou caminhando com seus pets.

É aí que temos que ter atenção, afinal, sabemos que os cães gostam de cheirar os matinhos e acabam por morder as plantinhas, assim como os gatos com as plantas de casa.

Mas, como saber quais plantas podem fazer mal à saúde dos pets?

Para nos orientar sobre essa questão, conversamos com a Médica Veterinária, Carol Machado, portadora do CRMV/RJ 11074, clínica geral, hematologista e coordenadora do setor de Terapia Intensiva da Animália Clínica Veterinária no Rio de Janeiro.

Acompanhe!

Como saber se a planta é tóxica ou não ao pet?

Apenas olhando para a planta não temos como saber se é tóxica ou não. Por isso, não é indicado permitir que seu pet coma nem uma planta durante o passeio ou em casa.

Plantas comuns nos jardins podem ser potencialmente tóxicas, tanto as flores, as folhas ou os seus caules.

O que fazer se o animal comer uma plantinha na rua ou em casa?

É indicado levar ao veterinário para que ele oriente quanto a possíveis alterações de acordo com a planta ingerida. Podem gerar desde alterações gastrointestinais como vômito e diarréia, distúrbios de coagulação e insuficiência renal, entre outras patologias.

E se ele tiver comido sem o tutor tiver visto, como perceber que o cão ou gato comeu uma planta tóxica?

É necessário fazer uma inspeção no ambiente para ver se tem folhas ou flores com partes faltando, e verificar se na parte interna da boca do animal tem resquícios de folhas ou flores ou cheiro de plantas na cavidade oral.

Que dicas poderia dar para evitar que os pets comam as plantinhas de casa ou durante um passeio na rua?

Em casa mantenha as plantas em locais altos e no passeio mantenha seu pet na coleira para que tenha a possibilidade de intervir caso ele queira comer uma plantinha

Para finalizar, por favor, cite cinco plantas tóxicas aos cães, e que comumente façam parte do dia a dia da decoração das casas das pessoas, e explique quais são os malefícios causados aos cães e gatos.

Dama da noite – pode levar a vômitos, diarreia, alterações neurológicas como alucinações.

Lírio – alterações renais agudas graves, salivação, vômitos, dor abdominal. Muito comum nos felinos.

Bico de papagaio – pode causar lesão em mucosa, vômito, prurido no corpo, queimação, edema de lábios e língua

Comigo ninguém pode – irritação de mucosa, edema, cólicas, vômitos, fotofobia e lacrimejamento

Hortência – letargia, sonolência, dor abdominal, vômito, convulsão, coma.

Samambaia – lesão hepática, lesão no intestino, diarreia com sangue, febre, sangramento na urina e emagrecimento.

Por fim, é importante saber que não é normal o seu pet querer comer plantas porque está com cólicas. Ressalto porque esse relato é comum no dia a dia da clínica: “Deixei ele comer para se sentir melhor”.

Os animais não sabem por instinto quais são as plantas que são tóxicas ou não, por isso nunca deixe ele comer nem um tipo de planta nem em casa nem no passeio. Temos plantas que são compradas em pet e cultivadas em casa para esse fim. Consulte seu veterinário para saber qual é a mais recomendada para o seu pet.

Acompanhe mais artigos em nosso Blog e no Instagram.

Cuide da saúde de seu pet

Cuide da saúde de seu pet

Assim como nós, os animais de estimação
também precisam passar por check-ups
periódicos com médico-veterinários
para manter a saúde em dia

Profissionais de suma importância para a saúde e bem-estar de nossos animais de estimação, os veterinários têm um dia especial para celebrar essa profissão: 9 de setembro! E para oferecerem sempre as melhores alternativas de tratamentos para os animais, esses profissionais dedicam suas vidas aos estudos e especializações. E a Associação Brasileira dos Hospitais de Veterinários (ABHV) tem papel importante na constante atualização dos profissionais.

“O papel da ABHV é o de incentivar e viabilizar a educação como ferramenta contínua de aprimoramento para as instituições associadas, utilizando uma comunicação clara e concisa, para que essas se tornem referência em seu campo de atuação”, explica o médico-veterinário João Abel Buck, presidente da ABHV e sócio-proprietário do Hospital Veterinário Santa Inês.“ O objetivo primordial das nossas ações será o de gerar valor e credibilidade para clínicas, centros de diagnóstico e hospitais veterinários perante a sociedade e, consequentemente elevar o nível da medicina veterinária brasileira, o bem-estar dos animais e seus
tutores”, complementa o médico-veterinário João Abel Buck.
A ABHV – que tem parceria com a empresa Pet Med, especializada em roupas pós-cirúrgicas e protetores para os pets – oferece treinamentos e conhecimento compartilhado aos associados.

Outubro Rosa


O câncer de mama em animais é um dos assuntos mais relevantes na medicina veterinária, por isso ele recebe foco total durante o mês de outubro para conscientizar os tutores de pets sobre a importância de prevenir tal doença nas fêmeas.


“A melhor forma de prevenção é através da castração. Segundo o último consenso brasileiro de neoplasias mamárias, foi definido como período ideal para castração o momento entre o primeiro e o segundo
cio”

Dr. Julielton de Souza Barata

alerta o médico-veterinário Julielton de Souza Barata, mestre em Cirurgia Veterinária com ênfase em Cirurgia Oncológica e Reconstrutiva.

O câncer de mama é uma doença extremamente frequente em cadelas e gatas. Quando detectado, o seu principal tratamento é a remoção cirúrgica seguida de, quando necessárias, sessões de quimioterapia. Após a cirurgia, o pet deve usar roupas que protejam a área operada, como as fabricadas pela Pet Med, que possuem tecnologia antimicrobiana física e U.V 50+.
“Para prevenir o surgimento do câncer de mama, recomenda-se que o pet tenha uma alimentação saudável, realize atividades física regularmente, não fique estressado, mantenha-se dentro do peso adequado e seja minimamente exposto a toxinas”, finaliza o médico-veterinário Renato Campello Costa, diretor-técnico
da ABHV.

Entrevista publicada na Revista Go Where, Número 139 – 2021

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Saúde dos gatos

Saúde dos gatos

Por Pauline Machado

Os gatos são seres apaixonantes, tanto que temos duas datas para comemorar a sua presença neste mundo. No Brasil, comemoramos no dia 17 de fevereiro, e em 8 de agosto comemora-se o Dia Internacional do Gato.

Para compreendermos alguns aspectos fundamentais antes de levarmos um gatinho para casa, conversamos com a Médica Veterinária Mestre em Ciência Animal, especializada em medicina Felina e proprietária da empresa Dra.Gatos – Atendimento Domiciliar exclusivo ao paciente felino, Dra. Luana Ballardin (CRMV/PR:16560), atualmente responsável pelo setor de Medicina Felina do Hospital veterinário Santa Mônica, em Curitiba, no Paraná.

De acordo com ela, ao pensar na possibilidade de levar um gatinho para casa, a primeira coisa a ser levada em consideração é se a família está preparada mentalmente e financeiramente para receber uma nova vida em casa. “Ter um gato como companhia de vida é maravilhoso, mas, devemos lembrar de que é sim necessário um bom planejamento, pois ele será um novo membro na família”, afirma.

Sendo assim, a Médica Veterinária lista os quatro principais cuidados que considera importante a família ter antes de adotar um gatinho:

  1. Ambiente preparado, ou seja, a casa deve ser telada e ter um bom enriquecimento com arranhadores, prateleiras, tocas e brinquedos para que o gato possa ser inserido de maneira saudável na convivência com a família. Esse processo é chamado de “gatificação” da casa/apartamento. 
  2. Consulta veterinária para excluir doenças escondidas como imunodeficiência felina (Fiv), leucemia viral felina (FelV), doenças que possam a vir passar para a família como a dermatofitose que é uma doença zoonótica causada por fungo, como diversas outras situações ou até mesmo um bom check up para prevenir doenças futuras.
  3. Protocolo vacinal de acordo com a indicação veterinária logo após a realização do teste de Fiv e FelV.
  4. Castração, que de maneira geral, serve como medidas de prevenção e diminuição dos índices de câncer de mama nas fêmeas e conflitos territoriais e impulsividade nos machos.

Vacinação

Antes de iniciar o protocolo vacinal nos gatos, é importante frisar que os pequenos felinos só devem ser vacinados se estiverem saudáveis, ou seja, após consulta veterinária.

Ballardin explica que, geralmente entre o 2° e o 3° mês de vida é quando se inicia o protocolo vacinal, que pode variar conforme a exposição do animal a doenças, sendo composta basicamente por uma vacina múltipla, mais uma vacina antirrábica, de uso nacional obrigatório. “As vacinas múltiplas atualmente são: Tríplice, que protege contra o vírus da rinotraqueíte, a calicivirose e a Panleucopenia, a vacina Quádrupla que protege contra todas as doenças anteriores, além da Clamidiose (Clamydia psittaci), e por fim a Quíntupla, que protege contra todas as doenças da vacina quádrupla mais o vírus da leucemia felina”, detalha.

O intervalo entre doses costuma ser entre 21 a 28 dias para um protocolo inicial e o número de doses e a frequência de manutenção das vacinas podem variar e deve ser planejada junto com seu veterinário de confiança.

Importância da vacinação mesmo para os gatos que vivem sem acesso a rua

Essa é outra dúvida muito comum. Via de regra todos os gatos que moram em apartamentos ou casas teladas já vieram de algum lugar e na maioria das vezes os gatos são adotados diretamente da rua ou de ONGs que resgataram da rua. Os que foram comprados, também, em sua grande maioria, vem de gatis com moderada ou intensa quantidade de gatos. Portanto, em ambos os cenários esses animais têm contato direto com diversos gatos e podem já estar contaminados com herpesvírus felino, causador da rinotraqueíte por exemplo, que é um dos vírus mais comuns em gatinhos, transmitido facilmente por via nasal, oral ou conjuntival e uma vez contaminado o gato se torna portador para o resto da vida. Por isso, mantendo os gatos vacinados você auxilia na manutenção de uma boa imunidade ao longo da vida, por estimular a produção de anticorpos e diminuir a transmissão de doenças entre os gatinhos que vivem em casa. A imunização para cada paciente e situação variam, por isso, sempre consulte um médico veterinário para escolha do protocolo vacinal”, orienta.

Vermífugos

Esse é um dos temas mais falados durante as consultas de gatos, sobretudo quando são filhotes, afirma a especialista que reforça a sua importância para esses pets. “Os gatos possuem contato direto com o ambiente em que defeca, a caixa de areia, ou no caso dos gatos de vida livre a terra/areia da rua mesmo. Então, vamos pensar nos dois cenários, se o paciente mora em ambiente domiciliar, mas é positivo para algum parasito, ele vai continuar se infectando sempre que entrar em contato com a própria areia, além de passar para os animais e humanos em contato com a mesma areia. Se o gato tiver acesso a rua, terá contato direto com o ambiente que completa o ciclo das parasitoses, ou seja, a terra/areia e outros animais através da caça e ingestão dos mesmos. Sem contar, é claro, todo o mal que o parasitismo causa para esse paciente, a exemplo da ancilostomíase, giardíase e platinossomose. Todos esses causam uma debilitação específica”, atesta a Médica Veterinária que acrescenta. “O ancylostoma vai causar a espoliação e em grandes infecções pode causar anemia e o paciente vir a óbito. A giárdia, que é de difícil controle, se não tratada pode deixar o paciente sem nutrientes devido a intensa diarreia, enquanto o platynosomum acarreta em problemas graves ao fígado. Logo, apenas com esses três exemplos, já temos bons motivos para manter a vermifugação em dia”, garante.

De acordo com ela, a partir da sexta semana de vida até completar seis meses de vida é o período recomendado para vermifugar os gatos, pois é o período em que ficam mais susceptíveis a adquirirem doenças ou podem já virem contaminados de onde estão. 

Dra. Luana ressalta ainda que, as gatas amamentando devem ser tratadas ao mesmo tempo que os filhotes e, assim como na vacinação, os adultos precisam ser avaliados quanto a saúde, convívio com outros animais e ambiente antes de serem vermifugados. “Eu considero muito importante a realização de um exame de fezes ou seriados periódicos para reavaliar a necessidade ou não da manutenção de vermifugar”, avalia.

Doença Renal Crônica – DRC

Na natureza, os gatos se alimentavam estritamente de carne fresca, e com isso supriam a maior parte das suas necessidades de água, uma vez que a carne possui 80% de água em suas células. Outra maneira de ingestão de água eram as quedas de água ou fontes frescas, que de maneira esporádica eram também usadas para suprir essa necessidade hídrica.

O gato doméstico ainda possui a genética comportamental dos seus antepassados e algumas características ainda foram mantidas. Com a ingestão apenas de ração seca fornecida pelos tutores eles acabam tendo uma maior tendência à doença renal crônica – DRC. “Além de todos esses fatores ambientais e alimentares, o fator anatômico do gato é de extrema importância para a predisposição à doença, pois ele possui apenas 200 mil Néfrons, que é a unidade funcional dos rins, em comparação com o cão que possui 400 mil néfrons. Com isso, a recomendação unânime entre os veterinários de felinos domésticos é dar alimento úmido, sachês, todos os dias e utilizar fonte de água corrente em casa como estímulo visual e comportamental, bem como diversos potinhos de água espalhados pela casa”, recomenda.

Outro fator que os tutores devem ficar atentos é que, geralmente os gatos não apresentam nenhum sinal clínico durante a fase inicial da Doença Renal Crônica, o que está diretamente relacionado com seus hábitos de presa na natureza, na qual o gato não deve demonstrar sinais de doença ou fraqueza para não ser uma presa fácil em seu ambiente cheio de predadores. No entanto, em casos mais avançados os sinais clínicos mais comuns são: aumento da quantidade de urina e consequentemente aumento da ingestão de água, náusea, episódios de vômitos esporádicos ou frequentes, apatia, falta de apetite e perda de massa muscular corpórea.

O tratamento para esses pacientes renais é basicamente dar suporte e controlar os sinais clínicos, pois, infelizmente não há cura para a doença renal crônica. Usa-se medicações que controlam sinais comentados anteriormente, como antinauesantes, estimulantes de apetite, hidratação intensa do paciente através da fluidoterapia, que é o soro, controlada por bomba de infusão em ambiente de internação ou subcutânea em casa

Ainda de acordo com ela a Médica Veterinária, o paciente renal costuma ter desequilíbrios eletrolíticos como a baixa de potássio e o aumento de sódio, então,  geralmente é preciso repor potássio via oral ou intravenosa e usar medicações que ajudem a quelar o fósforo ou usar rações específicas que possuam pouca quantidade em sua composição. “Outras opções de terapia que variam conforme o caso e têm sido usadas com bastante frequência no hospital onde trabalho, junto com a Nefrologista da equipe,  são as hemodiálises, principalmente a Diálise peritoneal, que consiste na inserção de uma sonda de diálise flexível e indolor na cavidade abdominal do paciente, onde é inserida uma solução de diálise que permanece por um determinado tempo na cavidade peritoneal e depois é drenada. A função dessa solução é entrar em contato com o sangue e retirar a ureia e a creatinina, compostos que são tóxicos ao organismo, e que o rim não está conseguindo remover pela sua função debilitada. Isso ajuda a restabelecer o paciente por um período legal, mas nem sempre responde nas primeiras 24 horas, o que dificulta e encarece o tratamento para o tutor. Por isso, dentre outros, definitivamente vale muito a pena pensar na prevenção de doenças renais, pois todo tratamento apesar de ser efetivo para o controle da doença, nunca será curativo e é muito mais caro para o cliente tratar do que prevenir”, garante.

Outras doenças que acometem os gatos

PIF – Peritonite infecciosa felina

O que é?

 A Peritonite infecciosa felina (PIF) é uma doença imunomediada causada pela infecção do coronavírus felino (FCoV) variante. “Não sabemos exatamente o motivo pelo qual o vírus se torna a PIF, porém, sabemos que uma baixa de imunidade causada por estresse imunológico pode desencadeá-la”.

Como é transmitida

O FCoV é transmitido entre gatos pela via feco-oral e não é transmitido para outros animais, incluindo humanos. “É importante lembrar que quando já há sinais de PIF o vírus não está em sua forma infectante, portanto, não irá transmitir para outros gatos não sendo necessário manter esse paciente em ambiente de isolamento hospitalar ou domiciliar”.

Sintomas

 O evento patogênico chave para o desenvolvimento da PIF no gato é a replicação viral maciça do FCoV em macrófagos que, quando o gato falha em eliminá-los no início da infecção, desenvolvem uma reação imunomediada, causando lesões granulomatosas em órgãos alvos como sistema nervoso central, olhos, órgãos parenquimatosos e vasculites, que por sua vez, podem causar redistribuição de líquido em cavidades como consequente efusões torácicas e abdominais. Os gatinhos com a doença podem ter diversos sinais clínicos como: apatia, vômitos, diarreia, gengivas mais claras (mucosas hipocoradas) falta de ar, andar cambaleante, desequilíbrio, diferença entre uma pupila e outra (anisocoria) e aumento de volume abdominal. A doença é grave e o prognóstico é ruim quando não tratado rapidamente.

Formas de tratamento

Felizmente hoje, já existe tratamento curativo para a doença, coisa que não existia há alguns anos. Porém, é causa de grande polêmica entre os tutores e veterinários, pois a única medicação curativa para a doença não tem aprovação da Anvisa, o que deixa a medicação proibida para prescrição do médico veterinário e limita muitas possibilidades. “O que resta para o veterinário é o suporte clínico ao paciente que se dá em controlar tudo que a doença vem causando, como citei anteriormente. Nos casos  em que acompanhei o suporte mais frequente foi de internação para Fluidoterapia medicações antinauseantes, controle de dor e transfusões sanguíneas devido a anemia grave, controle dos sinais neurológicos, e suporte para manutenção de temperatura e pressão arterial sistêmica”.

FIV –  Imunodeficiência Viral Felina

O que é?

A FIV ” imunodeficiência viral felina” é uma doença causada por um retrovírus que leva a uma disfunção progressiva do sistema imune, o que deixa o gato susceptível a contaminações concomitantes por bactérias, fungos e até mesmo outros vírus.

Como é transmitida

É transmitida pela saliva de animais contaminados através da inoculação por mordidas ou em saliva. Mais raramente o vírus pode ser passado da mãe para o filhote durante a gestação em ambiente natural.

Os fatores de riscos associados à doença são acesso à rua, aglomeração de animais não testados que possam entrar em conflitos, como em ONG ou casas de acumuladores, temperamento instável e má socialização, que podem gerar comportamento agressivo, tornando-os mais susceptíveis a adquirir e transmitir a doença através de brigas.

Sintomas

Após a contaminação pelo vírus da imunodeficiência felina, os gatos passam por uma fase aguda na qual pode causar febre, anorexia e linfadenomegalia. “Após essa fase os gatos entram em um longo estágio assintomático que pode durar muitos anos e por isso pode passar despercebida por seus donos. Mesmo assim, durante esse estágio o sistema imune pode vir sendo afetado progressivamente”.

Formas de tratamento

Não há um tratamento curativo para a doença atualmente. “Por isso, a detecção precoce da doença através do famoso teste de Fiv-FelV, aquele teste que detecta o vírus da AIDS e da leucemial felina devem ser realizados em todo e qualquer gato, assim prevenirmos o risco de disseminação da doença para outros animais”.

 O tratamento de suporte consiste em auxiliar o sistema imune e tratar a doenças concomitantes causadas por bactérias, fungos e outros vírus que se instalaram devido a falha no sistema imune e dependerá de cada doença.

FELV – Vírus da Leucemia Felina

O que é?

É um vírus chamado de “vírus da leucemia felina”. Apesar do nome, nem sempre se manifesta como uma leucemia. Pode ter outras maneiras de manifestação, como neurológica afetando a medula espinhal, hematológica, afetando a medula óssea e células sanguíneas, neoplásicas desenvolvendo tumores pelo corpo, como em tórax e intestino, e outras manifestações menos comuns. “Após o contato do felino com o vírus, podem ter três possibilidades de resposta do corpo. São elas a abortiva, quando o sistema imune é eficaz e elimina o vírus; a regressiva, que o vírus se esconde dentro do material genético (DNA) das células do felino – até o momento sem evidências significativas de que causa algum mal enquanto nessa situação, porém em situações de desafio imunológico, pode sair  da célula e voltar a circulação; e a progressiva, que o vírus fica circulante, causando a doença em órgãos específicos e sendo eliminado por secreções corporais”.

Como é transmitida

Ele é transmitido por contato direto com secreções de gatos infectados e com a doença ativa, como saliva, fezes e urina. Lambedura, compartilhamento de potes de comida e água, caixa sanitária, brinquedos que contenham saliva.

Sintomas

Os sintomas vão depender do sistema afetado, podendo ser inespecíficos como apatia, febre e anorexia, ou mais avançados como anemia, alteração respiratória, alteração locomotora e neurológica.

Formas de tratamento

Infelizmente, até o momento não temos uma cura realmente eficaz para a FeLV. “Muitos estudos estão sendo realizados e estamos otimistas com os resultados, e torcemos que num futuro breve ela esteja disponível para nossos companheiros felinos. O tratamento em si envolve o suporte necessário para evitar que a doença progrida, como manter hábitos saudáveis com alimentação nutritiva, exercícios físicos, livre de estresses e com visitas periódicas ao veterinário para acompanhamento de perto com avaliação física, exames de sangue e de imagem. Esse acompanhamento é obrigatório para gatos positivos, a fim de tentar encontrar possíveis alterações antes que elas venham a piorar. Também pode ser feito conforme as manifestações mais graves, transfusões em casos de anemia severa, quimioterapia em casos neoplásicos, entre outros. Os casos devem ser avaliados e tratados por um Médico Veterinário de maneira individual”.

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O Médico Veterinário que Desejamos Ser – Mês do Médico Veterinário

O Médico Veterinário que Desejamos Ser – Mês do Médico Veterinário

Em homenagem ao mês do veterinário, a Pet Med conversou com o médico veterinário Marcelus N. Sanson, CRMV Pr/1153, graduado pela Universidade Federal do Paraná, com mais de 40 anos de profissão. Acompanhe essa entrevista sobre sua carreira e um pouco do dia a dia de quem segue essa profissão tão bela.

Jornalista Responsável: Pauline Machado

1– Como foi a sua convivência com os animais ao longo da sua infância e adolescência?

Como toda criança, o relacionamento com os animais foi muito saudável e de muito ensinamento. O entendimento do benefício que eles traziam para o equilíbrio de nossas vidas, mesmo nos momentos mais difíceis e conturbados a presença deles era um alento e uma fuga em nossas vidas.

2 – Por qual motivo você decidiu ser Médico Veterinário?

Sempre gostei muito da Ciência Médica e observava o abismo que existia entre a Medicina aplicada aos humanos em relação a Medicina aplicada aos animais e aliado ao fato deste carinho e respeito que sempre tive por estas criaturas, resolvi fazer, praticar e procurar encontrar o caminho para fazer melhorar esta distância e acho que estamos muito melhores hoje.

3Como você via a profissão antes de entrar na faculdade?

Era tudo muito precário, muito igual e a régua era muito baixa, pouca ciência e muito improviso, pouca informação, pouca tecnologia e acesso difícil a ela.

4 – E ao terminar a graduação, como você vê a importância da profissão para a sociedade como um todo?

Vejo dois cenários no sentido da importância de nossa profissão:

  1. A cada vez mais relevante e necessária presença no médico veterinário como agente de Saúde Única em todos os diversos campos de atuação e como promotor da Saúde Animal em especial com relevância no bem-estar e equilíbrio da relação homem-animal.
  2. Preocupa o fato de estarmos perdendo a qualidade dos egressos das mais de 500 “faculdades” de Veterinária no Brasil. Saem totalmente desqualificados em sua esmagadora maioria, despreparados para o mercado e assumir uma carreira.

5 – Quais são os maiores desafios no dia a dia do Médico Veterinário atualmente?

Na minha opinião o maior desafio é sua qualificação e preparo para uma longa jornada de muito trabalho, desafios, alegrias e frustrações e acho que aí pode residir o problema do despreparo de um significativo número de profissionais

6 – E as maiores gratificações da profissão?

Uma das maiores sensações é saber que somos úteis e promotores deste maravilhoso equilíbrio entre o homem e os animais, também como geradores de empregos, receita e riquezas para nosso País. Hoje representamos um segmento onde temos uma participação significativa no PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil.

7 – Qual é ou quais são as suas especializações?

Tenho a formação como médico veterinário e Mestrado em Ciências Veterinária, mas hoje me dedico quase que exclusivamente a gestão de meu hospital, sou vice-presidente da ABHV (Associação Brasileira dos Hospitais Veterinário).

8 – Por quais motivos você escolheu essas áreas de atuação?

Como gestor foi pelo fato do crescimento do nosso hospital, onde temos sob responsabilidade mais de 100 pessoas e também pelo gosto desta nova, importante  e crescente modalidade na medicina veterinária que é a Gestão.

9 – De modo geral, como é o seu dia a dia como médico veterinário?

É a de um gestor de um grande time. Estar atento a tudo, acompanhar todos os processos e protocolos do hospital, me reunir com as demais lideranças, buscar estratégias de crescimento, avaliar desempenhos, acompanhar andamento dos atendimentos do hospital, entre tantas outras funções.

10 – O que você diria às pessoas que querem ser Médicos Veterinários?

Primeiro lugar, aliem a paixão pelos animais com o gosto pela medicina, pela ciência. Preparem-se e treinem muito suas habilidades em comunicação, relacionamentos e tolerância, pois penso que este é um dos principais desafios que enfrentamos em nossas vidas e carreiras. Estudem muito e sejam sempre muito disponíveis. E parafraseando o Dado Scheneider “O Mundo Mudou Bem na Minha Hora”.

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Junho inclusivo e doenças neurológicas nos pets

Junho inclusivo e doenças neurológicas nos pets

Doenças Neurológicas nos Pets : Sinais e Sintomas

por Pauline Machado

Hoje nós trouxemos uma entrevista sobre Doenças Neurológicas nos pets.
A entrevistada é a Médica Veterinária Raquel do Amaral Nunes Souto- CRMV RJ 11577 – Graduada em Medicina Veterinária pela UFRRJ, com Extensão em Neurologia Veterinária pelo Instituto Bioethicus Botucatu –SP, Pós Graduada em Neurologia Veterinária pela ANCLIVEPA –SP e Certificada pelo Brain Camp 2018 Veterinary Neuroscience Advanced Course.

Acompanhe mais sobre esse assunto abaixo:

O que podemos compreender como problemas neurológicos nos pets?

São todos os sinais clínicos oriundos do acometimento do sistema nervoso central, que engloba encéfalo e medula espinhal ou sistema nervoso periférico, que compreende nervos e músculos.

Neste aspecto, quais são as principais doenças neurológicas que acometem cães e gatos?

A nível encefálico, a epilepsia é a doença neurológica mais comum, já a nível medular a doença do disco intervertebral (“hérnia de disco”) se destaca em relação aos demais causas.

Já as doenças do sistema nervoso periférico são menos presentes na rotina neurológica, quando comparadas com as patologias centrais.

E, os sintomas? Como no dia a dia os tutores podem identificar se seus pets estão começando a ter ou já tem algum problema neurológico?

Referente as doenças encefálicas os principais sintomas inicialmente vistos são alterações do comportamento, como andar compulsivo, trocar dia pela noite, agressividade, ficar preso em cantos, vocalização e convulsão.

Além das alterações comportamentais, em quadros encefálicos podemos notar alterações do equilíbrio, de simetria de cabeça e tremores.

Quanto as alterações do sistema nervoso periférico e medulares, os sintomas serão principalmente relacionados a marcha, como fraqueza e incoordenação, além de quadro de dor, resultando em relutância de exercício, letargia, inapetências e diminuição das atividades como um todo.

Quais são as medidas de prevenção aos problemas neurológicos?

Uma vez que problemas neurológicos podem se iniciar com alterações brandas de comportamento, cabe aos tutores fazerem acompanhamento clínico de seus animais tão logo as mudanças sejam observadas, para que se previna uma evolução do quadro neurológico em questão.

Em muitos casos, como em doenças da senilidade, por exemplo, alterações de comportamento e letargia são atribuídas a idade, mas na verdade já podem ser indicio clínico de algum quadro neurológico que necessite acompanhamento, com isso, a melhor prevenção é dar a devida importância ao inicio de sintomas.

Além disso, pacientes com históricos de problema em coluna, sabendo que em hérnias de disco há fator genético predisponentes, para que se tente evitar novos quadros é válido se evitar os exercícios de impacto, como pular de cama e sofá em casa.

Quais são as opções de tratamentos e as terapias que existem, hoje, na medicina veterinária?

Os tratamentos irão variar com a doença em questão, alguns havendo cura e outros apenas o controle, como as epilepsias. Ainda dentro dessas, sabe-se que há epilepsia primária e secundária. Quando elas são sintomáticas, deve-se tratar além da epilepsia a causa primária, como tumores, doenças inflamatórias/infecciosas, acidentes vasculares e outras causas estruturais encefálicas.

Quanto as patologias de coluna, o tratamento pode ser clínico ou cirúrgico, dependendo da causa base e da resposta do paciente ao tratamento medicamentoso. Há ainda terapias alternativas como acupuntura e fisioterapia, que auxiliam na dor e recuperação da marcha

Em casos de neoplasias em sistema nervoso central, além do tratamento cirúrgico e clínico, há também a alternativa da radioterapia.

Quais são as consequências para o pet se tais problemas não forem tratados?

Quando os casos neurológicos não são tratados as consequências podem ser irreversíveis.

Em convulsões sem acompanhamento, a frequência pode se tornar significativa ao ponto de deixar sequelas a nível cognitivo.

Em pacientes medulares, quando não acompanhados precocemente, podem perder a movimentação dos membros, ficando sem andar de forma definitiva.

Nestes casos, quais são as formas de inclusão social entre a família e outros animais para o animal com problemas neurológicos?

Em pacientes com alterações comportamentais e principalmente os epiléticos, deve-se ficar atento a reação dos demais animais a esses sintomas. Não é incomum que durante uma crise o paciente seja atacado por outro animal da casa, por isso é bom que o tutor prepare o ambiente para os momentos em que esses pacientes ficam sozinhos, deixando-os também longe de locais que possam cair, como escada e piscina. O mesmo deve ser feito com pacientes que apresentem labirintite, devido à falta de equilíbrio.

Quanto aos pacientes de coluna, deve-se tomar cuidado com as brincadeiras e excesso de exercício por parte dos tutores e dos outros animais com o paciente em questão, pois além da dor, esses pacientes exigem repouso em seus períodos de tratamento.

De que forma essas medidas de inclusão podem ajudar no tratamento do pet?

O repouso é crucial e determinante para o paciente de coluna, com isso, medidas preventivas no ambiente farão parte da validação prognóstica quanto a retomada da movimentação.

Em relação ao paciente encefálico, adaptações no ambiente e melhoraria da interação entre os tutores e os pets, diminuem situações de ansiedade/estresse evitando que haja agravamento do quadro comportamental ou de equilibrio.

Para finalizar, como deve ser o dia a dia do pet e sua família para que ambos tenham uma qualidade de vida saudável para lidar com essa situação?

Evitar que animais epiléticos ou com distúrbios em equilíbrio/comportamento fiquem sozinhos por muito tempo e quando necessário for, evitar locais onde possam cair e se machucar. Assim como os pacientes de coluna devem evitar esses locais, pois doenças de coluna podem ser recidivantes e reaparecerem após exercícios.

Se considerar importante acrescentar outras informações que entenda como importantes e não tenham sido abordadas durante a entrevista, por favor, use o espaço abaixo para complementar a sua participação.

Quando falamos em doenças neurológicas no animal idoso, devemos lembrar que as alterações de comportamento não são sempre normais dentro desses animais, na maioria das vezes elas já são indicativas de uma possível Síndrome da Disfunção Cognitiva ou mesmo de outra doença como tumores encefálicos, muito presentes em animais senis. Dito isso, todo animal idoso com alteração comportamental exige um acompanhamento neurológico, por sabermos que nem sempre será uma simples característica inerente a idade.

Raquel do Amaral Nunes Souto

CRMV RJ 11577

Graduada em Medicina Veterinária pela UFRRJ

Extensão em Neurologia Veterinária pelo Instituto Bioethicus Botucatu –SP

Pós Graduada em Neurologia Veterinária pela ANCLIVEPA –SP

Certificada pelo Brain Camp 2018 Veterinary Neuroscience Advanced Course

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