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Medicina Veterinária Integrativa: conheça os benefícios e os cuidados do tratamento fitoterápico para cães e gatos

Medicina Veterinária Integrativa: conheça os benefícios e os cuidados do tratamento fitoterápico para cães e gatos

Benefícios e Cuidados do Tratamento Fitoterápico em Pets

Por Pauline Machado

Cada vez mais tutores buscam por tratamentos mais humanizados e menos invasivos, tanto para si mesmos, quanto para seus animais de estimação. Mas, ainda são poucas as pessoas que conhecem as terapêuticas integrativas, bem como seus benefícios e os cuidados ao fazer uso deste tratamento.

Por isso, hoje, a nossa convidada especial é a Médica Veterinária Ana Beatriz Hassan, especialista em Medicina Integrativa. Portadora do CRMV/RJ 12.711, Ana Beatriz atua no Rio de Janeiro na Vetchi – Medicina Veterinária com abordagem integrativa e natural.

Acompanhe!

Pet Med – O que podemos entender por Medicina Integrativa?

Ana Beatriz Hassan – É a área da saúde que integra os tratamentos da Medicina “convencional” com métodos terapêuticos considerados complementares, naturais ou ditos “alternativos”.

Na Medicina Integrativa o ser vivo é avaliado como um todo, e não só a sua patologia. Conhecer seus sistemas e desequilíbrios, assim como as suas emoções, suas inter-relações e o ambiente onde está inserido é parte importante da avaliação. A individualização do tratamento é uma das premissas dessa medicina, onde se busca a cura do paciente, quando possível, mas também a prevenção de desequilíbrios no organismo e promoção da saúde. 

Esse processo é feito principalmente impulsionando o corpo no seu caminho de reequilíbrio a partir da Medicina Integrativa, que reúne e harmoniza os recursos terapêuticos da medicina natural, como a Acupuntura, Homeopatia, Cannabis medicinal, Floral, Reiki, Nutrição, Fisioterapia, Ozonioterapia, Laserterapia, Fitoterapia, entre outras.

Cada abordagem terapêutica será escolhida de acordo com a indicação e individualização do paciente, podendo muitas vezes estar associada a uma tratamento alopático.

Pet Med – De que modo a medicina integrativa pode ser aplicada na Medicina Veterinária?

Ana Beatriz Hassan – Na Medicina Veterinária utilizamos os mesmos recursos terapêuticos da medicina humana, com suas devidas adaptações. Vou citar alguns exemplos de aplicações na minha rotina:

A homeopatia, por exemplo, é muito indicada para o tratamento de infecções urinárias, doença renal, alterações de comportamento, como ansiedade, agressividade e medos, assim como para casos de distúrbios respiratórios como asma e rinotraqueíte felina. É recomendada ainda, para distúrbios digestivos, tais como doença inflamatória intestinal, gastrite, alterações no fígado, e, também, para alergias de pele.

Já a acupuntura é bastante eficaz no tratamento de doenças articulares, distúrbios digestivos, alterações neurológicas e suporte a pacientes oncológicos.

Pet Med – Em que casos a terapia integrativa é recomendada na Medicina Veterinária?

Ana Beatriz Hassan – Essa medicina pode ser utilizada em todas as etapas da vida do paciente, seja como proposta curativa ou preventiva. No entanto, de uma forma geral essas abordagens costumam ser utilizadas em pacientes com quadro de doenças crônicas, cuidados paliativos ou onde a medicina convencional não apresentou sucesso e agravou efeitos colaterais. O que na verdade não é o mais indicado. O ideal seria ter os recursos da medicina natural no início dos primeiros sinais clínicos e utilizar as medicações convencionais nos casos mais graves onde não encontramos o resultado desejado. Dessa forma minimizaríamos muito os efeitos adversos e sobrecarga do organismo.

Neste sentido é importante destacar que tratamento convencional e o natural  não só podem como devem caminhar juntos, um não exclui o outro.

Pet Med – Quais são as terapêuticas integrativas mais usadas no dia a dia da Medicina Veterinária?

Ana Beatriz Hassan – Na minha prática clínica observo uma grande demanda pela Acupuntura, Homeopatia e Nutrição natural. Mais recentemente um avanço muito grande nas terapias com Cannabis medicinal. 

A acupuntura é uma medicina e por isso trata dos diversos sistemas do nosso corpo.  Destaco a busca pela acupuntura para os casos de alterações ortopédicas e neurológicas, como lesão em coluna, artrose, displasia coxofemoral, disfunção cognitiva e convulsões, mas essa terapêutica pode ser utilizada para qualquer patologia. Vejo uma procura grande também da Acupuntura para doenças do trato digestivo e cuidados paliativos em pacientes oncológicos. 

A Homeopatia é um sistema médico também e que pode auxiliar em diversas patologias. Aqui, observo uma grande busca devido a doenças urinárias, do trato digestivo, alergias de pele, alterações respiratórias, distúrbios  comportamentais e, mais recentemente, a parte de Oncologia com Viscum álbum.

Na nutrição há tanto uma abordagem preventiva com uso de alimentação natural para cães saudáveis, como um apoio a tratamento de patologias digestivas, dietas de exclusão para alergia alimentar, auxílio na dissolução e prevenção de cálculos urinários, dietas para pacientes Oncológicos. A alimentação natural melhora muita a saúde geral do organismo e de sua microbiota intestinal.

Pet Med – Algumas dúvidas sobre a eficácia ainda pairam sobre os tratamentos integrativos. Diante disso, por favor, nos explique o que é mito e o que é verdade e seus motivos.

Ana Beatriz Hassan – Esse é sempre um assunto polêmico, pois medicinas como Acupuntura são milenares, não se pensava em caber no roteiro do método científico atual. Existem artigos científicos sobre o tema, sobre efetividade de alguns pontos de acupuntura, por exemplo. Entretanto, o método científico não vai conseguir explicar toda a base da acupuntura, pois, essas terapias se baseiam na individualização de cada paciente. Você não trata da mesma forma, por exemplo, uma diarreia em pacientes diferentes. O tratamento e as escolhas de pontos de acupuntura são diferentes.

 O mesmo vale para Homeopatia. Terão artigos sobre determinados medicamentos, mas não vai conseguir dar conta da individualização que é premissa dessas medicinas. E por isso existe esse impasse: nem todas as terapias cabem dentro de uma caixinha de método científico tradicional, que, aliás, a ciência está em constante mudança, o pobre do ovo está aí para nos provar isso. Hora vilão, hora mocinho! (rs). De qualquer forma essas medicinas precisam ser conduzidas de forma responsável e por profissionais habilitados. 

Sobre casos agudos, há sim recursos de rápida resposta dentro da Medicina Integrativa, a exemplo dos pontos de acupuntura de “ressuscitação” ou Tratamento de pacientes agudos de infecção urinária com homeopatia.  Porém, emergências e urgências devem ser utilizadas em somatório com medicina convencional sempre. No caso de uma emergência, você pode medicar com Homeopatia, mas enquanto se encaminha para um atendimento 24 horas.

No caso do tratamento de doenças crônicas, diz se que o tempo de cura é proporcional ao tempo que a doença levou pra se desenvolver.

Logo, é importante destacar que essas terapias não atuam sem fundamento. Porém, às vezes nós mesmos nos surpreendemos com os resultados. Já reabilitei com acupuntura animais que tinham indicação de cirurgia, e não foram operados.  

Pet Med – Agora, vamos falar especificamente sobre o tratamento fitoterápico. O que podemos entender por fitoterapia?

Ana Beatriz Hassan – A fitoterapia utiliza os medicamentos cujos constituintes ativos são plantas ou derivados vegetais, o que é diferente de Homeopatia, que trabalha não só com plantas, mas elementos do reino mineral e animal, porém em formas ultra diluídas e dinamizadas.

Pet Med – Em que casos essa forma de tratamento é indicada?

Ana Beatriz Hassan – Assim como nas outras terapêuticas entra de forma complementar na forma de extratos e chás. Por exemplo, chá ou extrato de quebra pedra na dissolução de cálculos urinários. Espinheira Santa em distúrbios digestivos e gastrite. Cabelo de milho como auxiliar nas cistites.

Pet Med – E quanto às contraindicações do tratamento fitoterápico para cães e gatos? Existe algum tipo de restrição? 

Ana Beatriz Hassan – O tratamento com fitoterapia precisa ser feito com critério respeitando tempo e dosagem, além de particularidades de cada espécie. Gatos por exemplo, são mais sensíveis que os cães. Isso se deve as formas diferentes de metabolizam dos compostos presentes na planta. Nem tudo que é natural é isento de efeitos colaterais, por isso precisa ser muito bem conduzido por um Médico Veterinário que seja especialista em fitoterapia.

Pet Med – Por fim, nos conte como a fitoterapia pode ajudar na prevenção de doenças em cães e gatos.

Ana Beatriz Hassan – Por exemplo, chá ou extrato de Quebra Pedra são boas opções para a dissolução de cálculos urinários. Espinheira Santa para tratar distúrbios digestivos e gastrite, enquanto Cabelo de Milho atua como auxiliar na cistites – em todos os casos, sempre respeitando dose, tolerância de cada espécie/ indivíduo, e tempo de uso.

E também sempre que necessário, podemos associar ao tratamento da medicina convencional.

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Segurança no trânsito: como transportar seu pet em segurança no carro

Segurança no trânsito: como transportar seu pet em segurança no carro

Transporte seu pet com toda segurança.

Por Pauline Machado

O mês de maio traz ao longo dos seus dias várias campanhas de conscientização, dentre elas a Campanha Maio Amarelo que trata das ações preventivas visando a segurança no trânsito.

Neste contexto conversamos com a advogada Mércia Gomes, especialista em Trânsito e Observadora Certificada e Conselheira do Cetran – Conselho Estadual de Trânsito, sobre o que diz a legislação a respeito do transporte de cães e gatos no carro.

Em paralelo ouvimos a opinião da Médica Veterinária Monica Marchioro Milietti, portadora do CRMV/PR: 7290, que nos deu um checklist para  sair de carro com seu pet em segurança.

Acompanhe as entrevistas. Estão imperdíveis! 

Pet Med – O que é a Campanha Maio Amarelo?

Mércia Gomes – O Maio Amarelo é uma campanha internacional de conscientização para a redução de acidentes de trânsito. Ela foi criada em 2014 pela Organização das Nações Unidas (ONU), com o objetivo de chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortes e feridos no trânsito em todo o mundo. 

No Brasil, em sua 10ª edição, a campanha, criada pelo Observatório Nacional de Segurança Viária, tem como objetivo sensibilizar a sociedade para a importância da adoção de comportamentos mais seguros no trânsito.

O mês de maio foi escolhido para a campanha porque coincide com datas importantes relacionadas à segurança no trânsito, como o Dia Mundial em Memória das Vítimas de Trânsito, celebrado em 20 de maio.

Durante o Maio Amarelo, diversas ações são realizadas em todo o mundo, envolvendo governos, empresas, escolas, organizações da sociedade civil e a população em geral. Essas ações incluem palestras, campanhas educativas, blitzes educativas, distribuição de materiais informativos, entre outras atividades, todas com o objetivo de promover a conscientização sobre a importância de um trânsito mais seguro e reduzir o número de acidentes, lesões e mortes nas vias. O símbolo da campanha é um laço amarelo, que representa a vida e a atenção necessária no trânsito.

Em resumo, a Campanha busca sensibilizar as pessoas para adotarem comportamentos mais seguros no trânsito, como respeitar os limites de velocidade, usar o cinto de segurança, não dirigir sob o efeito de álcool ou outras drogas, respeitar a sinalização, entre outras atitudes que contribuem para a prevenção de acidentes.

Pet Med – Qual é a importância da Campanha Maio Amarelo no contexto dos cuidados com o transporte de cães e gatos?

Mércia Gomes – Essa campanha tem por objetivo alertar os tutores sobre a necessidade de transportar os pets adequadamente para garantir a segurança deles. Esse cuidado também evita que o animal desvie a atenção do motorista, o que poderia provocar acidentes.

A Campanha desempenha um papel significativo no contexto dos cuidados com o transporte de cães e gatos, principalmente porque visa promover a segurança no trânsito para todos os usuários das vias, incluindo animais de estimação.

A importância pode ser destacada em alguns pontos-chave:

  • Sensibilização dos tutores: A campanha ajuda a conscientizar os tutores de animais de estimação sobre a importância de transportar seus pets de forma segura durante viagens de carro. Isso pode incluir o uso de dispositivos de segurança específicos para animais, como cintos de segurança para pets, caixas de transporte adequadas ou grades de separação no veículo.
  • Redução de acidentes: Transportar animais de estimação de forma inadequada no carro pode representar um risco tanto para os próprios animais quanto para os ocupantes do veículo. Eles podem se tornar distrações para o motorista ou, em caso de acidente, sofrer ferimentos graves. A conscientização promovida pelo Maio Amarelo pode ajudar a reduzir esses riscos, incentivando práticas seguras de transporte de animais.
  • Respeito à legislação: Em muitos lugares, existe legislação específica que regula o transporte de animais de estimação em veículos. A campanha Maio Amarelo pode ajudar a aumentar a conscientização sobre essas leis e incentivar os proprietários a cumpri-las, garantindo assim a segurança de todos os ocupantes do veículo.
  • Promoção de comportamentos responsáveis: Além do transporte seguro de animais de estimação, a campanha Maio Amarelo pode promover comportamentos responsáveis entre os motoristas, como evitar dirigir sob a influência de álcool ou outras substâncias, respeitar os limites de velocidade e manter a atenção na direção.

Pet Med – E o que diz a legislação sobre o transporte de animais no carro?

Mércia Gomes – As leis e regulamentos específicos sobre o transporte de animais no carro podem variar de acordo com o país, estado ou jurisdição. No entanto, em muitos lugares, existem diretrizes gerais que os motoristas devem seguir para garantir a segurança de seus animais de estimação e dos ocupantes do veículo. Aqui estão algumas práticas comuns e recomendações que podem estar presentes na legislação ou serem amplamente recomendadas:

  •  Utilização de dispositivos de segurança: Em alguns lugares, é exigido por lei o uso de dispositivos de segurança específicos para animais, como cintos de segurança para pets, caixas de transporte ou grades de separação no veículo. Esses dispositivos são projetados para manter os animais seguros e contidos durante a viagem, reduzindo o risco de lesões em caso de acidente ou parada brusca.
  • Proibição de transporte em áreas inadequadas: É comum que a legislação proíba o transporte de animais soltos no veículo, como no colo do motorista, no banco da frente sem um dispositivo de segurança adequado ou na caçamba de uma caminhonete sem proteção. Essas práticas podem representar um perigo tanto para os animais quanto para os ocupantes do veículo em caso de colisão ou frenagem brusca.
  • Atenção à distração do motorista: Além das preocupações com a segurança dos animais, muitas leis de trânsito também abordam o risco de distração do motorista causada por animais soltos no veículo. Isso pode ser considerado uma violação das leis de direção distraída e sujeito a penalidades.
  • Proteção contra ferimentos: As leis podem exigir que os animais sejam transportados de maneira que não representem um risco de ferimentos para si mesmos ou para os ocupantes do veículo em caso de acidente. Isso pode incluir o uso de dispositivos de contenção, como cintos de segurança para pets ou caixas de transporte, para evitar que os animais sejam arremessados dentro do veículo em caso de colisão.

Pet Med – Quais são as penalidades para quem comete infrações relacionadas ao transporte de animais?

Mércia Gomes – A legislação determina também que o transporte de animais não pode ser feito na parte externa do veículo, no teto ou no capô, por exemplo, conforme estabelece o artigo 235 do CTB. Trata-se de uma infração grave e o motorista autuado recebe cinco pontos na habilitação e multa no valor e R$ 195,23.

O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) prevê em três artigos (169 235 e 252- inciso II) as regras para transporte de animais em veículos.

Segundo o artigo 169 do CTB, o motorista que conduzir animal solto dentro do veículo, ou de alguma forma que possibilite distração, comete infração leve, no valor de R$88,38, além de três pontos no prontuário de habilitação.

Levar os animais à esquerda do motorista, perto do vidro, no colo, ou entre seus braços ou pernas é uma infração média, com quatro pontos na CNH e multa no valor de R$ 130,16 segundo o artigo 252 do CTB.

Pet Med – Neste sentido, quais são as infrações mais comuns cometidas pelos condutores?

Mércia Gomes – Primeiramente vale reforçar que não é permitido o transporte de animais em motocicletas, mesmo que estejam em caixas específicas para este fim. Além disso, as infrações mais comuns são:

  1. Transporte sem dispositivos de segurança adequados: Muitos condutores transportam animais soltos no veículo, sem usar dispositivos de segurança específicos, como cintos de segurança para pets, caixas de transporte ou grades de separação. Isso pode representar um risco para o animal e para os ocupantes do veículo em caso de acidente ou parada brusca.
  1. Transporte no colo do motorista: Alguns condutores permitem que seus animais de estimação viajem no colo enquanto dirigem, o que pode ser extremamente perigoso. Além de ser uma distração para o motorista, essa prática pode impedir que o condutor tenha controle total do veículo em caso de emergência.
  1. Transporte no banco da frente sem dispositivos de segurança: Colocar um animal solto no banco da frente do carro, sem usar dispositivos de segurança adequados, pode representar um risco significativo, especialmente se o airbag estiver ativado. Em caso de acidente, o airbag pode causar lesões graves ao animal.
  1. Transporte em caçamba de caminhonetes sem proteção: Em algumas áreas, é comum ver animais sendo transportados na caçamba de caminhonetes sem qualquer tipo de proteção. Isso pode ser extremamente perigoso, pois os animais podem ser arremessada para fora do veículo em caso de colisão ou freada brusca.
  1. Deixar o animal sozinho no veículo: Deixar um animal sozinho dentro de um veículo, especialmente em dias quentes, pode representar um risco de superaquecimento e desidratação. Em muitas jurisdições, isso é considerado uma forma de crueldade animal e pode resultar em multas ou outras penalidades.

Em suma, entendo que a conscientização e educação de trânsito, são essenciais, além de lembrar que o animal é como criança, ou seja, quem transporta deve ter o mesmo cuidado, pois é uma vida que está no veículo.

Além disso, pense em seu pet e na sua viagem com leveza, onde possa conduzir o veículo em segurança para ambos, lembrando-se dos documentos obrigatórios para condutor e do pet, e, também, que a paz no trânsito começa por você.

Para finalizar, a Médica Veterinária Monica Marchioro Milietti, reforça as orientações acima, deixando um checklist para os familiares que pensam em sair de carro com seu pet, seja para consulta com o Médico Veterinário ou para uma viagem com trajeto mais longo.

Monica Milietti – Para um passeio de carro, seja ele curto ou longo, o pet deve ir dentro do veículo usando cinto de segurança acoplado a cadeirinhas próprias para pets ou dentro de caixas de transporte, também, apropriadas para cães e gatos, no tamanho que possibilite o animal a sentar e a se movimentar normalmente.

Em ambos os casos, os pets já devem estar acostumados a usar tais transportes. Para tanto, deixe esses assessórios à disposição dos pets no dia a dia deles, em casa. Assim, quando precisar usá-los no carro, eles não os verão como “um bicho de sete cabeças”, o que ajudará muito ao seu amigão se sentir mais calmo e seguro durante o trajeto.

Outro ponto crucial, no caso de viagens, é se informar previamente com o hotel, ou outro local que ficarão hospedados, se aceitam a presença de cães ou gatos, a fim de evitar surpresas desagradáveis para todos os envolvidos.

Depois, é importante que os familiares levem o pet para uma consulta com Médico Veterinário a fim de colocar o protocolo vacinal em dia, incluindo a vacina contra raiva, que é obrigatória e quando não apresentada nas fiscalizações rodoviárias, pode gerar multas. 

A ida ao médico veterinário é importante não apenas para ver se está tudo bem com a saúde dele, mas, também, para obter informações sobre o que fazer nos casos de o animal enjoar, descompensar, ou sofra qualquer imprevisto durante o percurso no carro.

Estando tudo certo e o seu amigão apto para viajar, os seus familiares devem, então, arrumar a bagagem do animal, não esquecendo de colocar na bolsa, ração seca ou úmida, sempre de acordo com a preferência dele. Lembre-se de levar os potes de água e comida, assim como tapete higiênico, toalhas, caminhas, brinquedinhos, entre outros itens que sejam importantes para deixar seu amigão mais confortável.

Vale reforçar que nunca se deve transportar os pets, seja cão ou gato, por mais dócil que seja, soltos no veículo, muito menos com o vidro da janela muito aberto, a fim de evitar qualquer tipo de imprevisto ou acidente do animal fugir, por exemplo.

Mesmo dentro da caixa de transporte ou da cadeirinha, cães e gatos devem permanecer com peitoral e guia durante todo o tempo em que estiver dentro do carro.

Para os doguinhos de porte grande, é recomendado o uso da grade de segurança, que é colocada entre os bancos traseiro e dianteiro, impedindo o animal de interagir e distrair o motorista.

Alimente seu amigo pelo menos uma hora antes de sair de carro, mas, nunca em grandes quantidades para reduzir as possibilidades de enjoos e vômitos. Assim como a ingestão de água.

O ideal é que se o percurso for longo, façam paradas para que os cães possam fazer xixi e cocô, além de esticarem as patas. Não esqueça de levar sacos de lixos para recolher as fezes do animal. Leve também um pote com água e um recipiente com desinfetante para jogar no local onde seu amigão fizer xixi.

No caso dos gatos, não é recomendado tirá-los da caixa de transporte, pois, são animais muito mais estressados, amedrontados e qualquer barulho da estrada poderá deixa-los em pânico e os familiares podem não conseguir conte-lo, resultando na perda do animal.

Para eles a recomendação é forrar a caixa de transporte com tapete higiênico e monitorar regularmente se está tudo bem com ele. Se possível ir um familiar no banco de trás ao lado dele.

Por fim, evite falas em voz alta e música com volume elevado. Mantenha a atenção se o pet está no sol, se está muito calor ou frio – devido ao uso de ar condicionado no interior do veículo, e se por ventura está vomitando.

Ao chegar no destino, ofereça comida e água e deixe sua caminha à disposição para que ele possa relaxar. É importante respeitar o tempo do animal para sair do estado de estresse devido à viagem, antes de sair com ele para passear. Assim como não recomendado deixa-lo sozinho logo que chegar no hotel, pois, ele pode entender como abandono. O ideal é chegar, esperar um pouco e depois saírem todos juntos, incluindo o seu amigão. No caso dos gatos, deixe-o no hotel com muitos brinquedos, petiscos, água, sachê e uma caminha bem aconchegante.

Na volta para casa, siga as mesmas recomendações.

Boa viagem!

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Abril Verde: como manter a segurança no trabalho na Medicina Veterinária

Abril Verde: como manter a segurança no trabalho na Medicina Veterinária

Por Pauline Machado

Abril é o mês da Campanha Abril Verde, que tem como objetivo chamar atenção para as ações voltadas à prevenção de acidentes e de doenças no ambiente de trabalho.

Mas, de que modo o Movimento Abril Verde é importante no dia a dia dos Médicos Veterinários?

Para responder essa e outras dúvidas, recebemos com muito carinho a Médica Veterinária, Claudia Binder Servaes, portadora do CRMV/SC: 3781, vice-presidente da Associação Brasileira de Gestão Técnica em Medicina Veterinária – ABGTvet, e sócia da Biomonitor: mapeamento e monitoramento de processos em estabelecimentos veterinários.

Acompanhe!

Pet Med – De que modo o Movimento Abril Verde é importante para a rotina dos Médicos Veterinários?

Claudia Binder  – Falar e prevenir acidentes é cuidar de pessoas. O Movimento Abril Verde é uma excelente oportunidade para sensibilizar nossa classe sobre formas de  garantir um ambiente de trabalho seguro e saudável.

Todos já vivenciamos na nossa rotina incidentes ou quase acidentes, muitas vezes sem danos, outras com danos materiais, ou com dano leves do(s) envolvidos, danos mais graves e afastamentos ou mesmo fatalidades.  Estes últimos raríssimas vezes são eventos surpresa.  Em geral, anteriormente, houve uma série de “avisos ou alertas sem danos ou com danos menores”, que foram ignorados ou normalizados.

O Anuário estatístico de acidentes do trabalho (AEAT) do período de 2019 a 2021 no Brasil informou que foram notificados cerca de 150 acidentes/ano para o CNAE 7500, relacionado às atividades veterinárias. Estimando que dos 150.000 veterinários registrados no Conselho Federal de Medicina Veterinária, pelo menos 50% são atuantes na área clínica/cirúrgica/diagnóstica,  logo, estamos falando de aproximadamente 150 acidentes notificados numa comunidade de aproximadamente 75.000 veterinários.

De acordo com esta estimativa, por volta de 0,2% dos profissionais médicos veterinários sofrem acidentes a cada ano durante as atividades ou no trajeto (entre 15 a 20% são acidentes de trajeto), o que nos leva a refletir sobre se este percentual é representativo da realidade que vivemos.

Comparando estes dados com dados internacionais, percebemos que a realidade é  diversa. Um estudo feito na Alemanha evidenciou pelo menos 36 acidentes com médicos veterinários a cada 1000 trabalhadores (3,6%), anualmente.  Estudos no Canadá e na Austrália, baseados em relatos/entrevistas de acidentes evidenciam que entre 15 a 30% dos médicos veterinários estiveram envolvidos em  incidentes ou acidentes durante o trabalho ao longo dos últimos 12 meses.  Se compararmos o percentual relatado aos dados notificados no Brasil, obtemos um valor 100 vezes inferior, o que nos leva a pensar: existe subnotificação no Brasil? Qual seria o motivo e as consequências disso?

Pet Med – Quais são os maiores riscos que os Veterinários estão expostos em sua rotina?

Claudia Binder  – Os riscos ocupacionais variam dependendo do tipo de trabalho e dos atendimentos realizados.  

Em serviços veterinários, os riscos estão relacionados predominantemente à:

●     lesões causadas por animais durante a contenção física

●     lesões perfurocortantes durante o manejo

●     lesões musculoesqueléticas

●     lesões causadas pela prática de necrópsia

●     infecções causadas por agentes de zoonoses

●     lesões causadas por produtos químicos

●     lesões causadas pela utilização inadequada de equipamentos

●     lesões causadas por ruídos excessivos

Riscos adicionais, menos frequentes, são por exemplo,  radiação ionizante (RX), ou mesmo situações de stress de causas diversas.

Pet Med – Pensando na segurança no trabalho, quais são os maiores cuidados que os Médicos Veterinários devem ter no dia a dia?

Claudia Binder  – Os maiores cuidados que médicos veterinários devem ter estão relacionados aos cuidados de vacinação, pré-exposição, higiene pessoal, vestuário adequado, higiene de mãos e uso de EPIs.

A higiene das superfícies complementa estas ações. O manejo dos animais deve se basear na experiência e em boas práticas de contenção.

Ao utilizar perfurocortantes, estes devem ser descartados adequadamente e nunca reencapar agulhas ou colocar as tampas na boca. Além disso, as caixas de perfurocortantes não devem ser esvaziadas para serem reutilizadas.

Medicamentos quimioterápicos devem ser manipulados em capela, de acordo com a regulamentação aplicável.

Em caso de acidentes com ferimentos deve-se sempre lavar a lesão imediatamente. Se for causado por animal, sempre avaliar o histórico vacinal de raiva do animal, e acompanhar sua saúde nos próximos 10 dias.

Pet Med – Neste cenário, por favor, nos explique o que é Responsabilidade Técnica (RT) e sua importância na Medicina Veterinária.

Claudia Binder – A Responsabilidade Técnica na medicina veterinária é exercida pelo Responsável Técnico (RT),  profissional Médico-Veterinário  habilitado, que responde técnica, ética e legalmente (administrativa, civil e penalmente) pelos seus atos profissionais e pelas atividades desenvolvidas. É quem garante, perante o tomador de serviços, a qualidade dos produtos e serviços prestados ao consumidor.

Pet Med – Podemos entender, então, que a Responsabilidade Técnica na Medicina Veterinária vai ao encontro do Movimento Abril Verde? Por quais motivos?

Claudia Binder  – Sim, a Responsabilidade Técnica na Medicina Veterinária está definitivamente alinhada com os objetivos do Movimento Abril Verde por várias razões:

●   Garantia da segurança e bem-estar dos profissionais

●   Promoção de boas práticas de funcionamento para Biossegurança

●   Ênfase na formação e treinamento

●   Identificação e prevenção de riscos ocupacionais

Em resumo, a Responsabilidade Técnica na Medicina Veterinária pode contribuir significativamente para promover a segurança e saúde ocupacional dos profissionais veterinários, o que está em sintonia com os objetivos do Movimento Abril Verde de conscientização e prevenção de acidentes de trabalho.

Pet Med – Como as normas de RT devem ser aplicadas na prática na rotina dos Médicos Veterinários?

Claudia Binder – As normas de Responsabilidade Técnica (RT) devem ser aplicadas na prática diária dos Médicos Veterinários para garantir a segurança, eficácia e conformidade da prestação dos serviços veterinários. Aqui estão algumas maneiras de aplicar as normas de RT na rotina dos Médicos Veterinários:

●   Supervisão das atividades

●       Garantia de padrões éticos e técnicos

●       Treinamento e supervisão da equipe

●       Implementação de medidas de segurança e Manutenção de registros adequados

Em resumo, as normas de Responsabilidade Técnica devem ser aplicadas na prática diária dos Médicos Veterinários para garantir a qualidade, segurança e conformidade dos serviços veterinários prestados em suas instalações. Isso é essencial para garantir o bem-estar dos animais e a segurança dos profissionais envolvidos na prestação de cuidados veterinários.

Pet Med – Como e por quem é feita a fiscalização sobre a aplicação correta das normas estabelecidas?

Claudia Binder – A fiscalização sobre a aplicação correta das normas estabelecidas ocorre primariamente através do Responsável Técnico (RT). É ele quem detém a responsabilidade final pela garantia de que os processos sejam seguidos adequadamente e que as instalações estejam em conformidade com as normas estabelecidas. O monitoramento pode ser realizado tanto pelo próprio RT quanto por órgãos reguladores e autoridades competentes, que têm o papel de assegurar que as normas sejam cumpridas e que medidas corretivas sejam tomadas quando necessário. Essa abordagem é fundamental para garantir a aplicação correta das normas e a segurança dos profissionais e do ambiente de trabalho.

Pet Med – Pensando nos objetivos do Movimento Abril Verde, o que podemos esperar de benefícios e tendências para a Medicina Veterinária?

Claudia Binder – O Movimento Abril Verde visa conscientizar sobre saúde e segurança no trabalho, o que também pode beneficiar a Medicina Veterinária, destacando riscos ocupacionais, melhorando condições de trabalho, enfatizando saúde mental, desenvolvendo políticas de saúde ocupacional e impulsionando inovação e tecnologia para reduzir riscos.

Pet Med – Por fim, se achar necessário, use o espaço abaixo para complementar a sua participação acrescentando outras informações que entenda como importantes e não tenham sido abordadas durante a entrevista.

Claudia Binder  – Desde 2021, todas as empresas estão obrigadas a elaborar o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), que substituiu o antigo Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) conforme as Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho. Com essa mudança, a responsabilidade do empresário se tornou mais proativa, exigindo que a empresa se envolva na realização do inventário de riscos e na aplicação de medidas de controle efetivas. Não há mais espaço para aceitar passivamente programas que não se adequam à realidade do local. Atualizações do PGR são necessárias, especialmente após acidentes.

Essa mudança de paradigma transforma o PGR de documento estático arquivado em uma gaveta para um instrumento dinâmico e vital para a segurança e saúde ocupacional dos trabalhadores. A atualização constante do PGR permite uma resposta rápida e eficaz às novas situações de risco, promovendo um ambiente de trabalho mais seguro e buscando o envolvimento ativo da equipe.

Com a participação no RT neste processo, o documento passa a ser a base para todo o trabalho do RT em relação à segurança ocupacional dos colaboradores no estabelecimento.

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Abril Marrom: cuidados e prevenção com a saúde ocular de cães e gatos

Abril Marrom: cuidados e prevenção com a saúde ocular de cães e gatos

⠀⠀⠀Por Pauline Machado

⠀⠀⠀No último dia 7 de abril, comemoramos o Dia Mundial da Saúde e, neste mês de abril, temos também a Campanha Abril Marrom, que fala sobre a importância da realização de exames oftalmológicos regulares, não somente pelas pessoas, mas, nos cães e gatos também.
⠀⠀⠀Para conversar sobre o assunto, convidamos a Médica Veterinária, Thayane Cristine Santos Vieira, , professora, doutora em Oftalmologia Veterinária e mestre em Ciências Veterinárias pela Universidade Federal do Paraná e portadora do CRMV: 11093/PR
⠀⠀⠀Acompanhe!

Pet Med – Qual é o significado e a importância da Campanha Abril Marrom?
⠀⠀⠀Thayane Vieira – Abril é o mês da conscientização e prevenção da cegueira tanto em humanos quanto em animais. O mês foi escolhido em função do dia 8 de abril ser comemorado o Dia Nacional do Sistema Braille e a cor marrom, por ser a cor da íris mais comum nos olhos dos brasileiros.

Pet Med – Neste cenário, quais são os problemas oculares mais comuns em cães?
⠀⠀⠀Thayane Vieira – Alterações oculares em cães são diversas, mas no grupo que pode levar a cegueira inclui doenças como catarata, glaucoma e alterações na retina.

Pet Med – E nos gatos?
⠀⠀⠀Thayane Vieira – Em gatos vemos com mais frequência o glaucoma, embora catarata e alterações de retina também possam acontecer. E diferente do cão, o gato apresenta mais glaucoma por inflamações nos olhos por diversas causas, mas principalmente lesões virais e infecciosas.

Pet Med – Pensando na predisposição de algumas raças de cães e de gatos, quais são as mais suscetíveis a terem problemas oculares?
⠀⠀⠀Thayane Vieira – Normalmente são os pets que apresentam maior exposição dos olhos, os que chamamos de Exoftálmicos, aqueles  que têm “olhos para fora”, como por exemplo os braquicefálicos. Eles apresentam alterações nas estruturas ao redor e no próprio olho. Alterações essas que podem os predispor a mais acidentes e alterações envolvendo os olhos que os demais. Então podemos citar os Persas, Pug, Bulldog Francês, Boston Terrier e Shih Tzu.

Pet Med – Por favor, detalhe como os animais podem ser acometidos por doenças oculares e quais são as possíveis formas de tratamentos mais indicadas?
⠀⠀⠀Thayane Vieira – Existe uma gama muito grande de alterações envolvendo as raças citadas acima, mas pela maior exposição, podemos pensar em traumas e acidentes que podem levar a lesões na córnea, que é a parte transparente do olho, as ceratites ulcerativas ou popularmente chamadas de “úlceras de córnea” e até proptose do olho, que é quando realmente  o olho realmente sai e fica fora da órbita.
⠀⠀⠀Para cada nível de alteração temos um nível de tratamento, desde tratamento clínico à base de colírios até correções cirúrgicas como auto enxertos e medicações sistêmicas. Tudo depende da gravidade. No caso de uma proptose do olho, por exemplo, precisamos avaliar se a estrutura está viável para reposicionar, pois, às vezes o olho está tão lesionado e infeccionado que somente sua remoção vai levar ao bem-estar novamente.

Pet Med – Quais são os sinais clínicos de um cão ou um gato com doenças oculares?
⠀⠀⠀Thayane Vieira – Os sinais dependem da alteração mas entre eles o tutor irá notar aumento ou redução do tamanho do olho, olho vermelho, pupila de tamanho diferente (dilatada ou contraída), mancha branca ou avermelhada no olho, dificuldade para localizar objetos, como os brinquedos, lacrimejamento, secreção diferente do habitual, o animal pode fugir da luz, demonstrando incômodo com ela, piscar com mais frequência ou pressionar as pálpebras com força, pressionar a face em objetos ou patinhas e até mudanças de comportamento, se escondendo, tornando-se mais agressivo ou apresentando redução do apetite, por exemplo.

Pet Med – Pensando na prevenção, quais são suas recomendações para que cães e gatos evitem desencadear tais problemas oculares?
⠀⠀⠀Thayane Vieira – Pacientes que apresentam maior exposição dos olhos têm recomendação de acompanhar desde cedo com o oftalmologista de forma anual. Existem algumas raças predispostas a cegueira desde muito jovens  pelo glaucoma (Samoyeda, Chow-Chow, Husky), também recomendamos acompanhamento desde cedo. Já os outros pets recomendamos após os seis anos de idade quando se começa o envelhecimento visitas anuais também.

Pet Med – A limpeza ocular dos cães e gatos em casa pelos seus familiares é recomendada ou não?
⠀⠀⠀Thayane Vieira – É recomendada para remoção de restos de lágrima que ficam ao redor dos olhos principalmente na presença de dobras na face, para evitar o acúmulo de lágrima ali predispondo a dermatite úmida local.

Pet Med – Se for recomendada, como deve ser feita essa limpeza, com colírio específico, com água, com soro fisiológico?
⠀⠀⠀Thayane Vieira – Depende da demanda. Existem pacientes com obstrução das vias lacrimais, portanto apresentam acúmulo de lágrima na face. Existe tratamento para isso, então, é importante conversar com o oftalmologista que acompanha seu pet.
⠀⠀⠀Por outro lado, há pacientes que apresentam “síndrome do olho seco” que tendem a acumular uma lágrima mais concentrada nas pálpebras, nessas situações recomenda-se a limpeza diária com solução fisiológica e auxílio de gaze ou algodão. Não há necessidade de colocar a solução fisiológica dentro do olho. Caso o paciente apresente alguma alteração que o oftalmologista recomende o uso de colírios diários, ele irá recomendar qual é o mais adequado e sua frequência. Não recomendo aplicar colírios, mesmo que lubrificantes sem recomendação médica. Os lubrificantes são diferentes e com objetivos diferentes, não são todos iguais.

Pet Med – Por fim, em casa, quais cuidados os tutores devem ter, no dia a dia, para manter a qualidade de vida de um cão ou gato com algum problema de visão?
⠀⠀⠀Thayane Vieira – O mais importante é acompanhar com o oftalmologista de forma anual, pois mesmo que o paciente apresente perda de visão e tiver a estrutura do olho presente, ele pode sentir dor e desconforto.
⠀⠀⠀É importante entender qual alteração o paciente apresenta para conseguir se adaptar à nova vida dele. Existem doenças que levam a cegueira que são graduais e progressivas, assim pode ser adaptada a casa de acordo com a evolução do paciente. Criar rotinas, adaptação com sons e odores diferentes também é muito importante.

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Março Azul-Marinho: cuidados e prevenção de verminoses em cães e gatos

Março Azul-Marinho: cuidados e prevenção de verminoses em cães e gatos

Por Pauline Machado
⠀⠀⠀O mês de março foi escolhido para intensificar a campanha de prevenção ao câncer de intestino, também conhecido como câncer colorretal por englobar tumores no intestino grosso e no ânus.
⠀⠀⠀Como medidas de prevenção, estão os cuidados e prevenção das verminoses em cães e gatos.
⠀⠀⠀E, para nos explicar detalhadamente todos esses pontos, conversamos com a Médica Veterinária Ana Carolina Rodrigues Benvenho, formada em 2004 pela Universidade Estadual de Londrina, portadora do CRMV/PR: 6568.
⠀⠀⠀Enquanto acadêmica, fez estágio em Endoscopia e Gastroenterologia na Texas A&M University em 2008.
⠀⠀⠀Em 2012, já como profissional, recebeu o título de Mestre em Cirurgia pela UFMVZ/USP e atualmente é idealizadora do VetPlace Coworking veterinário e proprietária do IGEV – Instituto de Gastroenterologia e Endoscopia Veterinário de 2020 até os dias atuais.
⠀⠀⠀A entrevista está imperdível! Acompanhe.

Pet Med – Qual é o significado e a importância da Campanha Março Azul – Marinho Pet? 
⠀⠀⠀Ana Carolina Benvenho – A campanha Março Azul Marinho Pet é uma iniciativa dedicada a aumentar a conscientização sobre a prevenção e o tratamento de verminoses em cães e gatos. O termo “Março Azul Marinho” faz referência à cor azul, que é associada à saúde e ao bem-estar dos animais de estimação, enquanto “Marinho” destaca a importância dos cuidados com a saúde intestinal desses animais.
⠀⠀⠀A importância dessa campanha reside na necessidade de conscientizar os tutores de animais de estimação sobre os riscos das verminoses e a importância de medidas preventivas, como a desparasitação em casos de exames positivos e a adoção de hábitos de higiene adequados. As verminoses podem afetar negativamente a saúde dos animais, causando uma série de problemas, desde desconforto gastrointestinal até complicações graves e mesmo a morte em casos mais graves.
⠀⠀⠀Além disso, ao prevenir e tratar as verminoses em cães e gatos, também estamos protegendo a saúde pública, uma vez que algumas dessas parasitoses podem ser transmitidas aos humanos. Portanto, a campanha Março Azul Marinho Pet desempenha um papel crucial na promoção da saúde e do bem-estar, tanto dos animais de estimação quanto de seus tutores, destacando a importância da prevenção e do tratamento adequado das verminoses.

Pet Med – Neste sentido, qual é o impacto da presença de verminoses para a saúde dos cães e dos gatos?
⠀⠀⠀Ana Carolina Benvenho – As verminoses têm um ciclo de vida complexo e este ciclopode causar vários impactos negativos na saúde dos cães e dos gatos, afetando seu bem-estar geral e qualidade de vida, como por exemplo:

  1. Problemas gastrointestinais: Os parasitas intestinais, como vermes e protozoários, podem causar uma variedade de problemas gastrointestinais, incluindo diarréia, vômitos, perda de apetite, dor abdominal e flatulência. Esses sintomas podem levar a desconforto e debilitação nos animais.
  2. Anemia: Em casos de infestações severas, certos tipos de vermes intestinais, como ancilostomídeos, podem se alimentar do sangue dos animais, causando anemia. A anemia resultante pode levar a fadiga, fraqueza, letargia e outros problemas de saúde.
  3. Atraso no crescimento e desenvolvimento: Em filhotes e animais jovens, a presença de verminoses pode interferir no crescimento e desenvolvimento adequados. Isso pode levar a atrasos no ganho de peso, retardo no desenvolvimento físico e até mesmo comprometimento do sistema imunológico, tornando os animais mais suscetíveis a outras doenças.
  4. Complicações graves: Em casos graves e prolongados de infestação por parasitas, os cães e gatos podem desenvolver complicações mais graves, como obstrução intestinal, perfuração intestinal, danos aos órgãos internos e até mesmo a morte, especialmente em animais mais jovens, idosos ou debilitados.
  5. Transmissão para humanos: Alguns parasitas intestinais comuns em cães e gatos, como o verme redondo (Toxocara spp.) e o ancilostomo (Ancylostoma spp.), podem ser transmitidos aos seres humanos, representando um risco à saúde pública. Isso é especialmente preocupante em lares com crianças, idosos ou pessoas imunocomprometidas.

⠀⠀⠀Portanto, é fundamental para a saúde e bem-estar dos cães e gatos a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento eficaz das verminoses. Isso inclui a desparasitação conforme orientação veterinária, a manutenção de boas práticas de higiene e o acompanhamento veterinário periódico para identificar e tratar qualquer infestação parasitária.

Pet Med – Quais são as verminoses encontradas com maior frequência em cães e gatos?
⠀⠀⠀Ana Carolina Benvenho – Existem várias verminoses que são comumente encontradas em cães e gatos. Dentre as mais frequentes estão:

  1. Verminoses intestinais:
    Ancilostomídeos (ancilostomose ou amarelão): São vermes intestinais que se alimentam de sangue, causando anemia, diarreia, perda de peso e fraqueza.
    Toxocara spp. (ascaridíase): Verme redondo que pode causar problemas gastrointestinais, além de complicações mais graves, como problemas respiratórios e até mesmo danos aos órgãos internos em casos graves.
    Trichuris spp. (tricuríase): Causa diarreia crônica, perda de peso e fraqueza.
  2. Verminoses cardíacas:
    Dirofilaria immitis (dirofilariose ou verme do coração): Um parasita transmitido por mosquitos que pode se alojar no coração e nos pulmões dos animais, causando insuficiência cardíaca, tosse, dificuldade respiratória e até mesmo a morte.
  3. Verminoses cutâneas:
    Dipylidium caninum (teníase): Uma tênia que pode infectar cães e gatos através da ingestão de pulgas contaminadas, causando coceira anal, irritação e, em casos graves, obstrução intestinal.
  4. Protozoários:
    Coccidia: Protozoários que podem causar diarreia e desidratação em filhotes e animais imunocomprometidos.
    Giardia spp. (giardíase): Protozoário que pode causar diarreia intermitente, vômitos e perda de peso.
    Tritrichomonas foetus: Protozoário que pode causar diarreia crônica em gatos.

⠀⠀⠀É importante ressaltar que a prevenção e o tratamento das verminoses devem ser realizados com orientação veterinária, incluindo exames regulares de fezes, desparasitação adequada e medidas de controle de pulgas e mosquitos para prevenir a infestação por vermes do coração.

Pet Med – De que forma é possível prevenir que cães e gatos sejam contaminados por essas verminoses?

  1. Desparasitação: É fundamental seguir um programa de desparasitação recomendado pelo veterinário, que pode incluir o uso de medicamentos antiparasitários para tratar infestações por vermes intestinais, bem como para prevenir a dirofilariose em áreas endêmicas.
  2. Higiene ambiental: Manter o ambiente onde os animais vivem limpo e higienizado pode ajudar a reduzir a contaminação por ovos e larvas de parasitas. Isso inclui a remoção regular de fezes do ambiente, a limpeza de comedouros e bebedouros, a lavagem frequente de camas e cobertores, e o controle de pulgas e carrapatos no ambiente.
  3. Controle de pulgas e carrapatos: Pulgas e carrapatos podem servir como hospedeiros intermediários para alguns parasitas, como Dipylidium caninum e Dirofilaria immitis. Portanto, é importante adotar medidas de controle de pulgas e carrapatos, como o uso de produtos antipulgas e carrapaticidas adequados e a manutenção de um ambiente limpo e livre de infestações.
  4. Alimentação segura: Evitar que os animais consumam carne crua ou caça pode ajudar a reduzir o risco de infestação por alguns parasitas, como Toxoplasma gondii em gatos. Além disso, fornecer uma alimentação balanceada e de qualidade pode fortalecer o sistema imunológico dos animais, tornando-os mais resistentes às infecções parasitárias.
  5. Evitar o contato com animais desconhecidos: Limitar o contato dos animais com animais desconhecidos ou com fezes de outros animais pode ajudar a reduzir o risco de infecção por parasitas transmitidos entre animais.
  6. Exames regulares: Realizar exames de fezes regularmente, conforme orientação veterinária, pode ajudar a detectar infestações parasitárias precocemente e permitir o tratamento adequado antes que a infestação se torne grave.

⠀⠀⠀Ao adotar essas medidas de prevenção, os tutores podem ajudar a proteger seus cães e gatos contra as verminoses e promover sua saúde e bem-estar geral.

Pet Med – E, quanto aos problemas intestinais mais comuns em cães e gatos?
⠀⠀⠀Ana Carolina Benvenho – Os problemas intestinais são comuns em cães e gatos e podem ser causados por uma variedade de fatores, incluindo infecções, dieta inadequada, intolerâncias alimentares, estresse e condições médicas subjacentes. Aqui estão alguns dos problemas intestinais mais comuns em ambas as espécies:

  1. Diarreia: A diarreia é caracterizada por fezes moles ou líquidas e pode ser causada por infecções virais, bacterianas ou parasitárias, mudanças na dieta, estresse, medicamentos, intolerâncias alimentares ou doenças gastrointestinais subjacentes.
  2. Vômitos: Os vômitos podem ser causados por uma variedade de razões, incluindo infecções, intoxicação, obstrução intestinal, doenças pancreáticas, gastrite, úlceras, doenças renais, entre outros.
  3. Constipação: A constipação ocorre quando um animal tem dificuldade em evacuar fezes, resultando em movimentos intestinais infrequentes ou difíceis. Pode ser causada por dieta pobre em fibras, desidratação, obstrução intestinal, dor, problemas neurológicos ou problemas médicos subjacentes.
  4. Síndrome do Intestino Irritável (SII): Assim como em humanos, os cães e gatos também podem desenvolver SII, uma condição crônica caracterizada por sintomas como diarreia, vômitos, dor abdominal e flatulência sem uma causa identificável.
  5. Doença Inflamatória Intestinal (DII): A DII é uma condição crônica na qual o intestino do animal fica inflamado devido a uma resposta imunológica anormal. Isso pode levar a sintomas como diarreia crônica, perda de peso, vômitos e falta de apetite.
  6. Intolerâncias alimentares: Alguns cães e gatos podem desenvolver intolerâncias ou alergias a certos ingredientes alimentares, o que pode levar a problemas intestinais como diarreia, vômitos e coceira.
  7. Parasitoses intestinais: Infestações por vermes intestinais e protozoários podem causar uma variedade de sintomas gastrointestinais, incluindo diarréia, vômitos, perda de peso e desconforto abdominal.

⠀⠀⠀É importante observar atentamente os sinais de problemas intestinais em cães e gatos e consultar um veterinário se houver preocupações. O diagnóstico e o tratamento precoce são fundamentais para garantir a saúde gastrointestinal dos animais de estimação.

Pet Med – Nesses casos, é possível afirmar que existe alguma relação da doença com a presença de verminoses? Por quais motivos?
⠀⠀⠀Ana Carolina Benvenho – Sim, em alguns casos, pode haver uma relação entre certas doenças gastrointestinais e a presença de verminoses. Aqui estão alguns exemplos de como as verminoses podem contribuir para problemas intestinais:

  1. Inflamação e irritação intestinal: Alguns parasitas intestinais, como os ancilostomídeos e os vermes redondos, podem causar danos à mucosa intestinal, resultando em inflamação e irritação. Isso pode levar a sintomas como diarreia, vômitos e dor abdominal.
  2. Obstrução intestinal: Em casos graves de infestação por vermes intestinais, pode ocorrer obstrução intestinal, especialmente em filhotes ou em animais com uma carga parasitária muito alta. A obstrução intestinal pode causar sintomas como vômitos, dor abdominal e constipação.
  3. Intolerâncias alimentares: Alguns parasitas intestinais, como Giardia spp., podem causar danos à mucosa intestinal, tornando-a mais sensível e predispondo o animal a desenvolver intolerâncias alimentares ou sensibilidades alimentares.
  4. Imunossupressão: Em casos de infestação parasitária prolongada e severa, o sistema imunológico do animal pode ser comprometido, tornando-o mais suscetível a infecções bacterianas e virais, que por sua vez podem causar problemas gastrointestinais.
  5. Interferência na absorção de nutrientes: Algumas verminoses, como a ancilostomose, podem se alimentar do sangue do animal, causando anemia e interferindo na absorção adequada de nutrientes pelo intestino. Isso pode levar a deficiências nutricionais e sintomas como fraqueza, perda de peso e falta de energia.

⠀⠀⠀No entanto, é importante ressaltar que nem todos os problemas intestinais em cães e gatos são causados por verminoses, e outras causas devem ser consideradas e investigadas pelo veterinário. No entanto, em muitos casos, a presença de verminoses pode contribuir para sintomas gastrointestinais e complicações em animais de estimação. Portanto a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento eficaz das verminoses são importantes para garantir a saúde gastrointestinal dos animais.

Pet Med – Ainda neste aspecto, qual é a importância da vermifugação dos cães e gatos na prevenção de problemas gastrointestinais e na saúde dos cães e gatos?
⠀⠀⠀Ana Carolina Benvenho – A vermifugação é essencial quando um cão ou gato é diagnosticado com parasitas intestinais. Infestações por vermes intestinais, como ancilostomídeos, Toxocara spp., Trichuris spp. e outros parasitas gastrointestinais comuns podem causar uma variedade de problemas gastrointestinais.
⠀⠀⠀É importante seguir o cronograma de vermifugação recomendado pelo veterinário e utilizar produtos antiparasitários seguros e eficazes para garantir a saúde intestinal dos animais de estimação.

Pet Med – E problemas mais graves, como o câncer colorretal, por exemplo?
⠀⠀⠀Ana Carolina Benvenho – Os problemas mais graves relacionados ao trato gastrointestinal incluem condições como câncer, infecções por bactérias resistentes, fungos, algas e inflamações mais severas.
⠀⠀⠀O câncer colorretal é um tipo de câncer que afeta o cólon (intestino grosso) e o reto. Ele se desenvolve a partir de crescimentos anormais de células no revestimento interno do cólon ou do reto.

Pet Med – De que forma este tipo de câncer pode surgir e quais são suas implicações para a saúde dos cães e dos gatos?
⠀⠀⠀Ana Carolina Benvenho – O câncer colorretal em cães e gatos é uma condição relativamente rara, mais comum em cães do que em gatos. Assim como nos seres humanos o câncer colorretal em animais pode surgir de várias maneiras. Os fatores que contribuem para o desenvolvimento do câncer colorretal em animais de estimação podem incluir predisposição genética, idade avançada, dieta e outros fatores ambientais.
⠀⠀⠀O câncer colorretal em cães e gatos pode representar uma condição séria e potencialmente fatal. A detecção precoce e o tratamento adequado são fundamentais para melhorar as chances de sucesso e para garantir o bem-estar do animal.

Pet Med – Quais são os sinais clínicos de um animal com câncer colorretal?
⠀⠀⠀Ana Carolina Benvenho – Os sinais clínicos do câncer colorretal em cães e gatos variam, mas podem incluir sinais como diarreia persistente ou constipação, presença de sangue nas fezes, dor para defecar, perda de peso inexplicada, dor abdominal, fraqueza, diminuição do apetite e mudanças nos hábitos intestinais.

Pet Med – E quanto ao diagnóstico, como é identificado?
⠀⠀⠀Ana Carolina Benvenho – O diagnóstico do câncer colorretal geralmente envolve uma combinação de exames clínicos, exames de imagem e biópsias. A colonoscopia, assim como para os seres humanos, é um exame muito importante para a detecção do câncer colorretal. Além da identificação do câncer este exame proporciona a coleta de biópsia e em alguns casos a retirada do tumor através da polipectomia.
⠀⠀⠀A confirmação do câncer se dá através da análise histopatológica obtida pela biópsia. Neste exame um patologista identifica microscopicamente células cancerígenas.

Pet Med – Quais são os possíveis tratamentos para cães e gatos diagnosticados com doença intestinal ou câncer colorretal?
⠀⠀⠀Ana Carolina Benvenho – O tratamento pode variar dependendo do estágio do câncer e das características individuais do animal, mas pode incluir cirurgia para remover o tumor, quimioterapia, radioterapia e outras terapias de suporte.
⠀⠀⠀O objetivo da cirurgia é remover completamente o tumor e quaisquer áreas circundantes afetadas, garantindo margens de segurança para reduzir o risco de recorrência.
⠀⠀⠀Já a quimioterapia envolve o uso de medicamentos anticancerígenos para destruir as células cancerosas ou impedir sua divisão e crescimento. A quimioterapia pode ser administrada antes da cirurgia (neoadjuvante) para reduzir o tamanho do tumor, após a cirurgia (adjuvante) para reduzir o risco de recorrência, ou como tratamento paliativo em casos avançados.
⠀⠀⠀Enquanto a radioterapia pode ser usada para tratar câncer colorretal em cães e gatos, especialmente em casos em que a cirurgia não é possível ou quando o tumor é inoperável. A radioterapia envolve o uso de radiação ionizante para destruir as células cancerosas ou impedir seu crescimento. Pode ser administrada antes da cirurgia para reduzir o tamanho do tumor, após a cirurgia para destruir células cancerosas remanescentes, ou como tratamento paliativo para aliviar sintomas.
⠀⠀⠀Além dos tratamentos direcionados ao câncer em si, os cães e gatos diagnosticados com doença intestinal ou câncer colorretal podem necessitar de terapia de suporte para gerenciar sintomas e manter a saúde geral. Isso pode incluir medicamentos para aliviar a dor, controlar vômitos e diarreia, promover a cicatrização e prevenir infecções. Além disso, a nutrição adequada e o suporte emocional também são importantes para o bem-estar do animal durante o tratamento.

Pet Med – Pensando no papel da família, que hábitos devem ser evitados no dia a dia com o pet, como dar comida, docinhos e até sobre a possível ingestão de corpo estranho? De que forma podem resultar em doenças do trato intestinal nos cães e nos gatos?
⠀⠀⠀Ana Carolina Benvenho – Dar alimentos inadequados aos cães e gatos, como restos de comida humana, alimentos processados, alimentos ricos em gordura, ossos cozidos, chocolate, cebola, alho e alimentos tóxicos para animais de estimação pode levar a distúrbios gastrointestinais, incluindo diarreia, vômitos e pancreatite.
⠀⠀⠀Oferecer doces, chocolates, balas ou outros alimentos açucarados aos cães e gatos pode causar problemas gastrointestinais, além de contribuir para o desenvolvimento de obesidade, diabetes e outros problemas de saúde.
⠀⠀⠀Os cães e gatos têm uma tendência natural a investigar e mastigar objetos estranhos, como pedaços de brinquedos, meias, pedras, plástico e outros itens não comestíveis. A ingestão desses objetos pode levar a obstruções intestinais graves, que podem requerer cirurgia para remoção.
⠀⠀⠀Deixar alimentos estragados ou contaminados ao alcance dos cães e gatos, ou permitir que eles consumam água estagnada ou contaminada, pode levar a infecções gastrointestinais por bactérias, vírus, parasitas ou toxinas.
⠀⠀⠀Alterações súbitas na dieta dos cães e gatos, sem uma transição adequada, podem causar distúrbios gastrointestinais, como diarreia e vômitos. É importante fazer mudanças na dieta gradualmente, ao longo de vários dias, para permitir que o sistema digestivo do animal se ajuste.

Pet Med – Que outras medidas de prevenção devem ser adotadas no dia a dia dos pets pelos seus familiares?
⠀⠀⠀Ana Carolina Benvenho – Para prevenir doenças do trato intestinal em cães e gatos, é importante fornecer uma dieta equilibrada e adequada às necessidades nutricionais do animal. Evitar oferecer alimentos ou objetos não seguros, manter a área onde o animal vive limpa e higienizada, e estar atento a quaisquer sinais de problemas gastrointestinais para buscar atendimento veterinário oportuno. Além disso, consulte regularmente um veterinário para exames de saúde preventivos e orientações sobre nutrição e cuidados adequados para seu animal de estimação.

Pet Med – Por fim, o que mais você considera importante abordar sobre o tema?
⠀⠀⠀Ana Carolina Benvenho – É importante reforçar que os vermífugos são projetados para eliminar parasitas intestinais, como vermes redondos, vermes chatos e protozoários, e geralmente são seguros quando administrados corretamente de acordo com as instruções do veterinário. No entanto, alguns vermífugos podem afetar indiretamente a flora intestinal normal do animal devido à sua ação de eliminar parasitas, o que pode causar um desequilíbrio temporário na microbiota intestinal.
⠀⠀⠀Além disso, a resposta individual dos cães e gatos aos vermífugos pode variar, e alguns animais podem ser mais suscetíveis a desenvolver disbiose intestinal como resultado do uso desses medicamentos. No entanto, é importante ressaltar que a maioria dos animais não apresentará efeitos colaterais significativos com o uso adequado de vermífugos.
⠀⠀⠀Para minimizar o risco de disbiose intestinal ao administrar vermífugos a cães e gatos, é importante seguir as recomendações do veterinário quanto à dosagem e frequência de administração, utilizar produtos antiparasitários seguros e eficazes, e considerar o uso de probióticos ou prebióticos para promover a saúde intestinal durante e após o tratamento com vermífugos, especialmente em animais sensíveis ou propensos a problemas gastrointestinais. Sempre consulte um veterinário para obter orientações específicas sobre o uso de vermífugos em seus animais de estimação.

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Dia da Felicidade: por que o convívio com os animais traz felicidade para o dia a dia das pessoas?

Dia da Felicidade: por que o convívio com os animais traz felicidade para o dia a dia das pessoas?

⠀⠀⠀Por Pauline Machado

⠀⠀⠀Dia 20 de março, data que comemora-se internacionalmente o Dia da Felicidade, trouxemos aquela velha reflexão, mas de difícil ou fácil resposta: o que é a felicidade? O que nos faz felizes?
⠀⠀⠀Dentre as mais diversas respostas, eles sempre estão presentes: os animais e o convívio com eles. Para se ter uma ideia, um recente estudo realizado pela Associação Americana de Psiquiatria revelou que 86% dos tutores sentem que seus animais de estimação têm um impacto positivo em sua saúde mental e que cerca de 90% consideram o animal como um membro da família.
⠀⠀⠀Mas, por que será que o convívio com os animais traz felicidade para o dia a dia das pessoas?
⠀⠀⠀Para responder essa e outras questões sobre a relação da felicidade com o convívio com os animais, conversamos com exclusividade com a Mirian Nauck Dei Ricardi, Psicóloga com Formação em Terapia Sistêmica e Especialização em Gestão de Pessoas.
⠀⠀⠀Portadora do CRP 08/16853, Mirian é também palestrante, professora e facilitadora de treinamentos e desenvolve trabalhos voltados à Saúde Mental e Orientação Profissional desde 2014, em parceria com empresas, instituições de ensino e em seu consultório.
⠀⠀⠀Acompanhe!

Pet Med – O que podemos entender por felicidade?
⠀⠀⠀Mirian Nauck Dei Ricardi – Gosto de dizer que a Felicidade pode ser entendida como uma “trajetória”, na qual valorizamos nossas conquistas, o que temos e o que somos. Considero arriscado atribuir à Felicidade “um fim em si”, por exemplo: “serei feliz quando eu tiver adquirido determinado carro”. É fato que alguns benefícios poderão vir com este novo bem, mas não estaremos isentos de incômodos, como problemas mecânicos ou gastos com manutenção em geral.
⠀⠀⠀O dicionário nos diz que Felicidade, entre outros significados, quer dizer “Sensação real de satisfação plena; bem-estar; estado de contentamento, de satisfação; júbilo. Condição da pessoa feliz, satisfeita, alegre, contente; alegria.”
Fato é que o que nos torna felizes é diferente para cada um de nós. Se estivéssemos num grupo com cinco pessoas e lançássemos essa pergunta, cada um poderia responder diferentemente.
⠀⠀⠀As pessoas se sentem felizes quando fazem algo que apreciam, quando recebem e demonstram afeto, quando se reúnem com outras pessoas, quando dançam ao som de uma música que gostam, quando viajam e conhecem lugares, quando assistem a um filme que aborda conteúdos agradáveis para ela.
⠀⠀⠀Circunstâncias tristes todos teremos que enfrentar, o que é diferente de viver infeliz, daí a importância de olharmos com apreço ao nosso redor.

Pet Med – Qual é a relevância em termos um dia específico para mundialmente celebrarmos a felicidade, como o dia 20 de março?
⠀⠀⠀Mirian Nauck Dei Ricardi – Acredito que é importante, pois nos convida a lançar um olhar para pensarmos e refletirmos sobre isso: felicidade.
⠀⠀⠀Atualmente, vários meses do ano recebem “cores diferentes” sobre determinado tema, o que acaba por promover ações de conscientização e cuidado.
⠀⠀⠀Sabe-se que, por exemplo, que no “Outubro Rosa” observa-se um aumento na procura pelos exames de mama, o que pode diagnosticar um câncer precocemente e, consequentemente, aumentará as chances de cura.
⠀⠀⠀Olhar para a “Felicidade” não é diferente, tem igual importância: é um convite para pararmos e pensarmos sobre o que nos faz bem, o que nos faz felizes, como temos nos sentido e como podemos nos sentir melhores.

Pet Med – E a importância da felicidade no dia a dia das pessoas?
⠀⠀⠀Mirian Nauck Dei Ricardi – No dia a dia, a felicidade poderá tornar as pessoas mais acolhidas e compreensivas – consigo mesmas e com os demais ao seu redor – em relação às dificuldades que enfrentam. Um abraço, um sorriso, uma mensagem de apoio, podem tornar o dia de uma pessoa mais feliz e isso é possível de colocarmos em prática.
⠀⠀⠀Pessoas felizes tornam o ambiente mais leve e compreendem melhor as circunstâncias da vida, transmitindo isso a quem é do seu convívio.

Mirian Nauck Dei Ricardi, Psicóloga com Formação em Terapia Sistêmica e Especialização em Gestão de Pessoas.

⠀Pet Med – Embora seja muito abstrato pontuarmos o que faz as pessoas felizes, já é comprovado cientificamente que para grande parte das pessoas o convívio ou mesmo estar na presença dos animais, ainda que momentaneamente, deixa as pessoas mais felizes. Por quais motivos isso acontece?
⠀⠀⠀Mirian Nauck Dei Ricardi – Quando estamos em contato com pessoas que convivem com seus pets, eles são unânimes em dizer que seus animais de estimação lhe proporcionam companhia e, a partir daí, uma relação de afeto é construída. 
⠀⠀⠀Já dizia a um trecho da música de Roberto Carlos “Meu cachorro me sorriu latindo”; não importa o seu humor, eles virão ao seu encontro, vão querer brincar, dar e receber atenção.
⠀⠀⠀É uma troca genuína, uma relação sem julgamento, que faz com que os animais se tornem parte integrante da família. As pessoas se sentem únicas quando estão com eles e isso faz com que elas se sintam felizes.
⠀⠀⠀Nos últimos anos, várias práticas terapêuticas passaram a inserir animais no tratamento de pacientes, o que inclui, por exemplo, desde visitas hospitalares a sessões de Equoterapia, cuidados esses que trazem resultados positivos na vida dos pacientes.

Pet Med – No comparativo, quais são os diferenciais na vida de quem vive mais feliz das pessoas que não sentem felicidade dentro de si?
⠀⠀⠀Mirian Nauck Dei Ricardi – Os motivos podem ser os mais diversos, desde perdas importantes, seja de um ente querido, perdas financeiras ou de um cargo que ocupava, até a conflitos familiares, profissionais ou conjugais, entre outros.
⠀⠀⠀As pessoas que não se sentem felizes, normalmente, demonstram pessimismo diante da vida, podem apresentar desde reclamações ou desavenças constantes a uma apatia diante das situações que a vida nos traz.

⠀Pet Med – Por fim, como psicóloga, há de se ter o hábito de observar, então, neste sentido, o que a gente consegue observar, ver de diferente, tanto na fala, no olhar, na expressão facial, no jeito de viver das pessoas que convivem com os animais e são felizes por isso?
⠀⠀⠀Mirian Nauck Dei Ricardi – Podemos observar que as pessoas que estão em convívio com animais tendem a mudar o tom de voz, seja para aproximá-los ou repreendê-los; tendem a mudar a expressão facial para interagir com eles e sorriem quando brincam ou passeiam com seus animais. Também, em casos de perda, por morte ou furtos, por exemplo, a expressão será de dor, angústia, choro e tristeza.

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