⠀⠀⠀É no mês de agosto (5) que comemoramos o Dia Nacional da Saúde. Apesar desses cuidados serem muito importantes para a qualidade de vida e longevidade das pessoas e, também para os pets, nem sempre a ida ao veterinário acontece com a frequência que deveria. ⠀⠀⠀Por isso, conversamos com a Médica Veterinária, Cintia Ghorayeb, portadora do CRMV/SP:15.282, especialista em clínica-geral do Veros Hospital Veterinário sobre como proporcionar uma boa saúde para cães e gatos. ⠀⠀⠀Acompanhe a entrevista e mantenha a saúde do seu pet sempre em dia!
⠀⠀⠀Pet Med – O que podemos entender sobre saúde dos animais? ⠀Cintia Ghorayeb – Os animais são indivíduos que, assim como nós, precisam de qualidade de saúde para viver bem. Podemos pensar que a qualidade de vida está baseada em saúde física, emocional e espiritual, e deve ser garantida pelo tutor do pet.
⠀⠀⠀Pet Med – Em particular à saúde dos cães, o que podemos entender como características de um cão saudável enquanto filhote, na vida adulta e na fase geriatra? ⠀Cintia Ghorayeb – Para todas as etapas da vida, o cão deve estar sempre com apetite adequado, atividades esportivas na rotina, qualidade de fezes e urina, e dormir bem. Em resumo, o cão deve estar sempre feliz!
⠀⠀⠀Pet Med – E quanto aos gatos? Quais são as características de um gato saudável nas respectivas: filhote, vida adulta e geriatra? ⠀Cintia Ghorayeb – Para felinos, os parâmetros são similares. Os tutores devem sempre estar atentos ao apetite, ingestão de água e peso adequado. É importante observar, também, qualidade de fezes, urina e sono. Sugerimos atividades mesmo que indoor com brincadeiras.
⠀⠀⠀Pet Med –No dia a dia com cães, quais cuidados as famílias devem ter para que tenham qualidade de vida saudável? ⠀Cintia Ghorayeb – Ofereça sempre alimentação de qualidade, mantenha atividade física duas vezes ao dia. É muito importante investir em prevenção de doenças, com vacinas anuais e protetores de pulgas, carrapatos e pernilongos.
⠀⠀⠀Pet Med –E no convívio com gatos, quais devem ser os cuidados básicos para que tenham vida saudável? ⠀Cintia Ghorayeb – Indicamos manter dietas com bastante água na rotina, como os sachês, além das rações secas de boa qualidade. As caixas sanitárias sempre limpas e o enriquecimento ambiental para o gatinho fazer atividades durante o dia, também é muito importante, assim como manter o peso ideal e prevenção de pulgas e carrapatos.
⠀⠀⠀Pet Med –Quanto ao protocolo de vacinação, quais são os pertinentes aos cães e quais são os referentes aos gatos? ⠀Cintia Ghorayeb – Para cães e gatos, é obrigatório no nosso País, a vacinação contra a raiva anualmente. ⠀Para cães: indicamos a vacina V8, que previne doenças virais graves, e a vacina contra tosse dos canis, ambas anualmente também. ⠀Para gatos, indicamos a vacina V5, que previne doenças virais graves incluindo a prevenção para Leucemia felina, que é um vírus epidêmico no Brasil e é uma doença com grande potencial de morte nos gatos. Também é necessário que seja feita a vacinação anualmente.
⠀⠀⠀Pet Med –E ao cuidado com os endo e ectoparasitas? A partir de quando devem ser feitos e de quanto em quanto tempo? ⠀Cintia Ghorayeb – O filhotinho de 15 dias de vida já precisa receber vermífugos, inclusive junto com a mãe. E a partir daí, controlamos doenças com exames de fezes regulares e indicamos vermifugação anualmente de forma preventiva para todos os animais.
⠀⠀⠀Pet Med –Quanto à saúde emocional e comportamental dos cães e gatos? O que devemos considerar como fundamental para o dia a dia de cada espécie? ⠀Cintia Ghorayeb – De forma geral, passeios com os cães de apartamento duas vezes ao dia. Para cães grandes podem ser importantes atividades que fortaleçam a musculatura, como corridas e natação. Quintais espaçosos ajudam muito! Para gatos, sabemos que eles vivem mais quando não saem dos apartamentos (gatos domiciliados), portanto indicamos enriquecer o ambiente com brinquedos e prateleiras para eles fazerem circuitos, pois, os gatos gostam muito de altura.
⠀⠀⠀Pet Med –Por fim, por favor explique a importância de levar os animais periodicamente ao Médico Veterinário. ⠀Cintia Ghorayeb – É importante avaliação pelo médico veterinário para garantir a saúde do pet, e a do tutor, porque muitas doenças passam de animais para humanos e vice-versa. ⠀O médico veterinário trabalha com medicina única, que é a prática que garante a saúde de inter-espécies, trabalhando com prevenção e com entendimento do papel do animal naquela família. Além do controle de saúde pública, pois os animais podem ser grandes vetores de doenças. ⠀Além disso, para o pet, a visita ao veterinário permite trabalhar com medicina preventiva, diagnosticando doenças iniciais e assim podemos aumentar o tempo de vida do pet com qualidade de envelhecimento. ⠀Vale ressaltar ainda que a relação dos pets com o ser humano traz inúmeros benefícios na saúde psíquica e física também. Os animais são nossos grandes aliados, e nessa relação o amor só cresce. ⠀Para que seu animal viva bem e por muito tempo, tenha o médico veterinário como seu aliado. Mantenha sempre seu pet com a saúde em dia, pense em prevenção e atividade física e assim vocês terão longos anos de parceria! ⠀Leve regularmente seu animal para avaliação médica e aproveitem a vida juntos!
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Agosto Verde: Conscientização sobre o Linfoma em animais. Reconheça sinais, busque ajuda. Dra. Ligia Mendes compartilha insights.
Por Pauline Machado
⠀⠀⠀A campanha Agosto Verde vem para conscientizar os tutores sobre um tipo de câncer muitas vezes silencioso e desconhecido, o Linfoma. ⠀⠀⠀Muito falado na medicina humana, hoje o linfoma tem se tornado um diagnóstico bastante frequente na rotina do Médico Veterinário Oncologista e o simples fato de sabermos sobre a sua existência, quando suspeitar e quando buscar ajuda é fundamental para avançarmos no tratamento desta doença, enfatiza a nossa entrevistada de hoje, a Médica Veterinária, Ligia Mendes, graduada pela Universidade Estadual de Maringá – UEM. ⠀⠀⠀Portadora do CRMV/SC: 08546, Dra. Ligia foi residente em cirurgia de cães e gatos pela mesma instituição da graduação, além de ter pós-graduação em Oncologia pelo instituto Bioethicus e em Cirurgia de Tecidos Moles pela PUC – PR Boa leitura!
⠀⠀⠀Pet Med – O que podemos entender por linfomas? ⠀Ligia Mendes – Linfoma é um termo genérico utilizado para agrupar o câncer que tem como origem as células linfóides do organismo, as células de defesa.
⠀⠀⠀Pet Med – Neste cenário, quais são os problemas mais comuns em cães e gatos? ⠀Ligia Mendes – O linfoma é na verdade um grupo de doenças com comportamentos, sinais clínicos, diagnósticos e tratamentos completamente distintos um do outro. De modo geral, hoje a maior casuística na minha rotina é a apresentação multicêntrica em cães e alimentar nos gatos.
⠀⠀⠀Pet Med – De que forma este tipo de câncer pode surgir e quais são suas implicações para a saúde dos pets? ⠀Ligia Mendes – Tudo irá depender da classificação da doença. Os linfomas podem ser classificados quanto a morfologia celular em linfomas de pequenas células, células intermediárias ou grandes células (baixo grau x alto grau); quanto à localização anatômica, como linfoma multicêntrico, linfoma alimentar, linfoma esplênico, linfoma cutâneo, linfoma medular, entre outros; e ainda possuem uma classificação molecular, tipo B ou tipo T. ⠀Ele pode cursar como uma doença mais branda, onde inclusive não temos indicação de tratar com quimioterapia, tendo estes pacientes um melhor prognóstico; mas pode também ser uma doença de algo grau, com o aparecimento de sinais de forma repentina, comportamento mais agressivo e baixo prognóstico de vida.
⠀⠀⠀Pet Med – Quais são os sintomas de um animal com linfoma? ⠀Ligia Mendes – De modo geral os animais podem apresentar apatia, perda de apetite, febre, vômito, diarreia como sinais mais inespecíficos. Além, podem ter sinais específicos relacionados à apresentação clínica anatômica, como por exemplo aumento dos linfonodos palpáveis para a forma multicêntrica, dificuldade respiratória para a forma mediastínica nos felinos, nódulos/lesões cutâneas na apresentação cutânea, paralisia de membros pélvicos na apresentação medular em felinos, entre outros.
⠀⠀⠀Pet Med – E quanto ao diagnóstico, como é identificado? ⠀Ligia Mendes – Pararealizarmos o diagnóstico do linfoma, além do histórico relatado pelo tutor e do exame físico do paciente no consultório, que em alguns casos pode já orientar o médico veterinário a suspeitar de um quadro de linfoma, como por exemplo, quando identificado aumento dos linfonodos na apresentação multicêntrica, também precisamos realizar exames hematológicos, ultrassonografia abdominal e radiografia torácica. ⠀Uma vez identificada uma alteração no paciente que seja passível de coleta de amostra para análise citológica, costumamos iniciar por ela como exame de triagem diante de uma suspeita. Após confirmada a suspeita, hoje o “padrão ouro” para o diagnóstico do linfoma é a análise histopatológica, a biópsia, em conjunto com a imuno-histoquímica. Em algumas situações específicas, quando não é possível por exemplo coleta de material para histopatologia e/ou diferenciar um processo reativo não tumoral, podemos lançar mão de um PCR específico para diagnóstico de linfoma (PARR).
⠀⠀⠀Pet Med – Para cão ou gato diagnosticado com linfoma, quais são os possíveis tratamentos? ⠀Ligia Mendes – De modo geral, a quimioterapia é o tratamento mais utilizado para a grande maioria dos linfomas, mas isso não significa que ela sempre será indicada para todo e qualquer tipo de linfoma. Em outros casos, a cirurgia pode ser necessária, como por exemplo nos casos de linfoma intestinal/alimentar com formação de massas, que podem causar obstruções. Hoje, também trabalhamos de forma multidisciplinar, associando terapias complementares como suporte nutricional especializado, nutracêuticos, terapias integrativas, entre outros.
⠀⠀⠀Pet Med – E quanto às medidas de prevenção. É possível prevenir o aparecimento de linfomas? ⠀Ligia Mendes – Não é possível falarmos de prevenção específica para o linfoma. O câncer é uma doença multifatorial, com causas genéticas e epigenéticas envolvidas no seu desenvolvimento. Nós podemos trabalhar sobre os fatores epigenéticos relacionados ao desenvolvimento dos cânceres de modo geral, como evitar exposição a radiação, evitar administração excessiva de medicamentos, fazer uso de uma alimentação de boa qualidade, realizar atividade física de forma rotineira, fazer o controle do peso do paciente, evitar fatores de estresse, evitar inflamação crônica dos pacientes, tratar comorbidades, entre outros.
⠀⠀⠀Pet Med – No dia a dia com a família, que hábitos devem ser adotados ou evitados ao pet com linfoma? ⠀Ligia Mendes – Após um diagnóstico de câncer e início do tratamento, a família passa a ser nossos olhos no dia a dia do paciente. Formamos uma equipe, cujo objetivo principal é promover saúde e qualidade de vida ao cão ou gato. O contato/laço criado entre o Oncologista e a família multiespécie é muito especial e necessário ao longo de todo o tratamento, pois eles irão fornecer informações relevantes ao durante toda a terapia quanto ao apetite, comportamento/disposição, melhora clínica geral, o que guiará e auxiliará na tomada de decisão sobre a melhor conduta clínica para aquele paciente. ⠀Além disso, há uma preocupação em particular quanto ao autocuidado, uma vez que sabemos que os agentes quimioterápicos são citotóxicos e por isso indutores de câncer, há uma preocupação com os membros da família quanto a proteção ao administrar as medicações orais aos animais, armazenagem desta medicação em casa, cuidados com secreções após as primeiras horas após a quimioterapia (urina, fezes e vômitos) e descarte destes dejetos.
⠀⠀⠀Pet Med – Por fim, o que mais é importante frisar sobre a possibilidade de cães e gatos desenvolverem linfoma? ⠀Ligia Mendes – Infelizmente os casos de câncer vem aumentando a cada ano. Impedir que o animal desenvolva câncer, na grande maioria das vezes, não está sob o nosso alcance, mas é sim da responsabilidade do tutor ao perceber qualquer anormalidade no pet buscar por ajuda especializada. Isso é posse responsável. O diagnóstico precoce salva vidas, evita desgaste emocional da família, dor e sofrimento ao paciente. ⠀Campanhas de conscientização como esta, que trazem informação às pessoas que não sabem como suspeitar de um quadro inicial de linfoma são importantes para que estejamos sempre falando sobre o assunto e atingindo cada vez mais aqueles tutores que desconhecem a doença. Só com o conhecimento poderemos diagnosticar cada vez mais, cada vez mais cedo, aumentando as possibilidades de cura clínica. ⠀Visitas regulares ao veterinário e exames de check-ups anuais ainda são nossas melhores armas no combate ao câncer.
⠀⠀⠀O mês de agosto é conhecido como Agosto Dourado por simbolizar a luta pelo incentivo à amamentação, sendo escolhida a cor dourada por estar relacionada ao padrão ouro de qualidade do leite materno. ⠀⠀⠀Para conversar conosco sobre o tema entre os animais, conversamos com exclusividade com a Médica Veterinária, Liédge Camila Simioni, portadora do CRMV-PR 9882. ⠀⠀⠀Além de professora universitária, Liédge é cirurgiã de grandes e pequenos animais, Mestre em ciência animal e Doutoranda em ciência animal ⠀⠀⠀Acompanhe!
⠀⠀⠀Pet Med – De modo geral, qual é a importância da presença da mãe nos primeiros meses de vida dos animais? ⠀É a mãe que dá condições e ensina o filhote a sobreviver na natureza. É através da amamentação que o filhote recebe energia para se desenvolver e a mãe o conduz em todo o processo de desenvolvimento e de inserção e hierarquia na natureza
⠀⠀⠀Pet Med – No caso dos animais domésticos, o que essa relação entre a mãe e seus filhotes desencadeia de benefícios ao longo da vida desses animais? ⠀Eles aprendem a se posicionar frente a diversas situações. Aprendem como se comportar, como conviver em grupo, como ir em busca do alimento. Todo esse treinamento que a mãe faz com o filhote, ela ensina ele a ser um indivíduo destacável na sua comunidade de convivência.
⠀⠀⠀Pet Med – Por outro lado, quais são os malefícios para mãe e filhotes, quando separados precocemente? ⠀O filhote não tem ninguém como referência para seguir. Ele é como uma criança que não sabe lidar com as suas emoções e comportamentos sem ter uma mãe para ensinar a fazer o que deve ser feito. Assim, ele se torna ansioso, desconfiado, medroso e outros sentimentos ligados à insegurança. Animais que são separados muito cedo de suas famílias não têm a oportunidade de socializar adequadamente, nem de aprender a serem cães ou gatos equilibrados.
⠀⠀⠀Pet Med – Para ninhadas de cães e gatos, qual é o período ideal para desmame e separação do filhote da mãe e irmãos? ⠀Aproximadamente 60 dias, para ambas as espécies.
⠀⠀⠀Pet Med – Nos humanos, além de alimentar o bebê, o leite materno possui anticorpos que o protegem contra diversas doenças, como diarreia, infecções respiratórias e alergias. E nos animais? ⠀A mesma coisa! Logo nas primeiras horas de vida os filhotes devem receber o colostro que é o primeiro leite materno rico em imunoglobulinas que vão ativar o sistema imune do neonato, preparando ele para as adversidades da natureza.
⠀⠀⠀Pet Med – Ainda pensando na saúde dos animais, quais são os malefícios da falta de amamentação? ⠀Além da deficiência nutricional, o sistema imune do filhote fica comprometido, não tendo condições de manter o filhote com uma imunidade alta e assim ele fica suscetível a adversidades que podem, inclusive, levá-lo ao óbito.
⠀⠀⠀Pet Med – E quanto à mãezinha? Quais cuidados devemos ter para que ela tenha boa saúde durante a gestação e possa amamentar de forma saudável seus filhotes? ⠀Uma alimentação adequada com níveis nutricionais adequados e ambientes sem estresse com certeza serão favoráveis para o desenvolvimento do filhote. Sem contar que muitas doses de amor, beijos e abraços também são válidos!
⠀⠀⠀Pet Med – O que as famílias devem fazer caso a gata ou a cadela não consiga amamentar os filhotes? ⠀Procurar o serviço veterinário o mais rápido possível para avaliação da situação nutricional dos filhotes e prescrição do melhor método de amamentação artificial.
⠀⠀⠀Pet Med – E contrário: o que fazer quando um ou mais filhotes não conseguirem mamar naturalmente? ⠀A Alimentação involuntária deve ser administrada mas sempre com a devida orientação do Médico Veterinário.
⠀⠀⠀Pet Med – Por fim, se achar necessário, use o espaço abaixo para complementar a sua participação acrescentando outras informações que entenda como importantes e não tenham sido abordadas durante a entrevista. ⠀Acredito que a entrevista foi muito interessante para ensinar o público como lidar Com os babys e as mamães gestantes!
⠀⠀⠀Animais silvestres ⠀Na fauna silvestre a ausência da mãe nos primeiros meses de vida também pode ser determinante para o desenvolvimento dos filhotes. ⠀No + Zoo – mantenedouro da fauna silvestre e educação ambiental, temos vários exemplos disso. ⠀Marcus Vinícius Batista, responsável pela instituição dá exemplos desses malefícios a várias espécies, como ao Dom, um Gato Maracajá ou também conhecido como Gato da Mata, que perdeu sua mãe enquanto filhote e não aprendeu a caçar e a se defender, e por isso, vive aos cuidados do + Zoo em São José dos Pinhais no Paraná. “Aos primatas os prejuízos são visivelmente notáveis, tamanha carência e apego aos humanos que cuidam deles no dia a dia. Quatro Macacos Prego perderam suas mães para o tráfico de animais, e portanto, assim como o Dom e tantos outros, precisarão de cuidados para o resto de suas vidas”, enfatiza e finaliza.
Pet Med atua no mercado nacional e internacional sempre trazendo inovação e tecnologia nos cuidados aos animais de estimação.
Para amantes de gatos , a Pet Med é fabricante de roupas protetoras e pós cirúrgicas para que no momento em que seu gato mais precisar de cuidado tenha conforto e qualidade de vida.
Nossas roupas protetoras são aprovados por médicos veterinários, cães, gatos e seus donos que usam e recomendam.
Temos coleção exclusiva com cores e design desenvolvido para melhor adaptação da anatomia de gatos, além de termos uma gama variada de tamanhos para diversos portes de gatos.
⠀⠀⠀Em 2014 o mês de julho foi instituído pela Federação Internacional das Sociedades Oncológicas de Cabeça e Pescoço como o mês de conscientização e prevenção do câncer de cabeça e pescoço. ⠀⠀⠀Para as pessoas, a Organização Mundial da Saúde (OMS) avalia que a adoção de hábitos saudáveis e consultas preventivas podem ajudar a reduzir a incidência do câncer em até 25% até 2025. ⠀⠀⠀E para cães e gatos, o que é recomendado nesses casos? ⠀⠀⠀Para responder essa e outras dúvidas conversamos com exclusividade com a Médica Veterinária, Daniella Matos da Silva, portadora do CRMV/PR: 9760. ⠀⠀⠀Formada pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), Daniela possui Residência em Clínica Cirúrgica de Pequenos Animais e Residência em Oncologia Veterinária, ambos no Hospital Veterinário da UFPR e é Mestre em Ciências Veterinárias, também pela UFPR. ⠀⠀⠀Atualmente, trabalha no serviço de cirurgia de tecidos moles e oncologia de pequenos animais. Acompanhe!
⠀⠀Pet Med – Qual é o significado e a importância da Campanha Julho Verde? ⠀⠀⠀Daniella Matos da Silva – A campanha “Julho Verde” objetiva a conscientização da população quanto à existência e diagnóstico precoce das neoplasias malignas, ou seja, câncer, que afetam a região de cabeça e pescoço. Com um diagnóstico precoce, a possibilidade de uma boa resposta ao tratamento é melhor.
⠀⠀Pet Med – Qual é a incidência de casos de tumores de cabeça e pescoço nos pets? ⠀⠀⠀Daniella Matos da Silva – Existem diversos tipos de tumores, entre benignos e malignos, que podem acometer a região de cabeça e pescoço. Neste grupo de tumores, estão incluídos os que atingem a cavidade oral, plano nasal, cavidade nasal, glândulas salivares, tireoide e região de orelha/conduto auditivo. Logo, é difícil estimar um percentual de incidência para todos estes tumores de uma maneira geral. ⠀⠀⠀Na maioria dos estudos que temos em cães e gatos, a incidência e prevalência é determinada para um tipo específico de tumor que afeta essa região. Por exemplo, sabemos que os tumores de tireoide constituem cerca de 1 a 4% de todas as neoplasias dos cães e que 90% destes são carcinomas, ou seja, malignos. Em gatos, especialmente os de pelagem clara, é muito comum o carcinoma espinocelular ou de células escamosas, um tipo de câncer no plano nasal e região de pontas de orelhas, podendo chegar a representar cerca de 15% de todos os tumores de pele que afetam os felinos.
⠀⠀Pet Med – Nesse cenário, quais são os tipos mais comuns em cães e gatos? ⠀⠀⠀Daniella Matos da Silva – Tanto em cães quanto em gatos, as neoplasias de cavidade oral são frequentes sendo que no grupo dos malignos, temos o melanoma mais representado em cães e o carcinoma nos gatos. Na região de plano nasal e orelhas, como já citei, é comum o carcinoma nos gatos, especialmente naquelas de pele e pelagem clara e expostos ao Sol. ⠀⠀⠀Dentro da cavidade nasal, é comum o aparecimento de carcinomas e sarcomas em cães e carcinomas e linfomas em gatos. ⠀⠀⠀Na região das glândulas salivares, os carcinomas podem acometer tanto cães quanto gatos. Na tireóide, o carcinoma é o tumor mais comum nos cães, enquanto gatos apresentam com certa frequência tumores benignos como adenomas ou hiperplasias. Vale ressaltar também que o linfoma é frequentemente diagnosticado em cães pelo aumento dos linfonodos da região do pescoço, embora não seja um câncer exclusivo da região de cabeça e pescoço.
⠀⠀Pet Med – Qual é a diferença entre carcinoma, sarcoma e linfoma? ⠀⠀⠀Daniella Matos da Silva – São tipos de neoplasias de acordo com a célula de origem. Existem três grandes grupos de neoplasias: as de origem em células epiteliais, as de origem em células mesenquimais e as de origem em células redondas. Os carcinomas são neoplasias malignas de origem epitelial, enquanto que os sarcomas são neoplasias malignas de origem mesenquimal e os linfomas são um tipo de neoplasia de origem nos linfócitos, que por sua vez é um tipo de célula redonda.
⠀⠀Pet Med – De que forma estes tipos de câncer podem surgir e quais são suas implicações para a saúde dos pets? ⠀⠀⠀Daniella Matos da Silva – O câncer surge a partir de um processo complexo que chamamos de “carcinogênese”, em decorrência de uma mutação genética que vai se perpetuando e dando às células características de malignidade. A mutação inicial pode acontecer de forma espontânea ou induzida por algum agente químico, físico, viral, etc… potencialmente carcinogênico. ⠀⠀⠀A principal consequência para a saúde do animal acometido pelo câncer é que estes tumores têm comportamento maligno, ou seja, provocam destruição da função do tecido primário acometido e podem migrar para outros órgãos do corpo, o que chamamos de metástase. ⠀⠀⠀Na região da cabeça e pescoço, o crescimento local de um câncer pode, por exemplo, afetar a função respiratória, a deglutição, visão, condição neurológica, etc. E, em casos de avanço da doença, migrar para os pulmões, por exemplo.
⠀⠀Pet Med – Quais são os sinais clínicos de um animal com possíveis tumor na cabeça ou no pescoço? ⠀⠀⠀Daniella Matos da Silva – Os sinais clínicos irão variar bastante de acordo com o local do aparecimento do tumor e seu padrão de crescimento. De uma maneira geral, o que vai chamar atenção do tutor do animal é a presença de um aumento de volume, como um nódulo, um “caroço”, que pode ser percebido na palpação da região. Às vezes durante um carinho no pet ou durante uma escovação, podemos perceber um nódulo na região do pescoço por exemplo. ⠀⠀⠀Outro sinal bem importante que pode estar presente é o sangramento pelas narinas ou dentro da boca, que pode indicar um câncer na cavidade oral e/ou nasal. ⠀⠀⠀Ainda, dependendo do tamanho do tumor e localização, o animal pode apresentar tosse e “rouquidão”, no caso de tumores que comprimem a região do pescoço. ⠀⠀⠀Se o tumor estiver dentro da boca, o animal pode apresentar dificuldade para deglutir, dor e salivação excessiva, além de halitose. ⠀⠀⠀Se o tumor estiver na pele da região de nariz ou orelhas, pode apresentar lesões que se assemelham a feridas que não cicatrizam (com crostas e sangramento intermitente).
⠀⠀Pet Med – E quanto ao diagnóstico, como é identificado? ⠀⠀⠀Daniella Matos da Silva – O diagnóstico se inicia pelo exame físico e histórico do animal e, obrigatoriamente, uma vez que se tenha a identificação de um nódulo, é realizada então a coleta de um fragmento ou pelo menos de algumas células para que seja feito algum tipo de biópsia, como o citopatológico e o histopatológico. ⠀⠀⠀Muitas vezes, precisamos anestesiar o animal para identificar melhor a lesão e coletar o material para análise, como nos casos de tumores no fundo da boca ou dentro da cavidade nasal, e ainda, alguns métodos de biópsia tem que ser realizados guiados por exames de imagem, como ultrassonografia, tomografia ou endoscopias.
⠀⠀Pet Med – Quais são os possíveis tratamentos para cão ou gato diagnosticado com tumor de cabeça e pescoço? ⠀⠀⠀Daniella Matos da Silva – Tudo vai depender de qual o diagnóstico definitivo, ou seja, o resultado da biópsia, de onde a doença está – apenas em um local ou se já é disseminada, e do estado geral de saúde do animal e suas comorbidades. De uma maneira geral, animais com tumores sólidos bem localizados e que não se espalharam, sem metástases, podem ser tratados com cirurgia. ⠀⠀⠀Outro tratamento muito utilizado para tumores de pele na face é a eletroquimioterapia; para carcinomas de cavidade nasal temos a opção da radioterapia como um bom método de tratamento. ⠀⠀⠀Nos casos de linfoma, geralmente a quimioterapia antineoplásica é o tratamento de eleição. E, não raramente, associamos métodos de tratamento como a cirurgia e posteriormente a quimioterapia. ⠀⠀⠀Vale lembrar também que o uso de analgésicos é sempre muito bem-vindo, pois frequentemente estes tumores provocam dor no animal. A escolha e realização do tratamento deve ser amparada por um médico veterinário especializado na área de oncologia.
⠀⠀Pet Med – E o prognóstico? ⠀⠀⠀Daniella Matos da Silva – O prognóstico também está diretamente ligado ao diagnóstico e ao quanto esta doença já está avançada. Casos de tumores benignos diagnosticados precocemente, geralmente têm excelente prognóstico. ⠀⠀⠀Mesmo em casos de tumores malignos, se o diagnóstico foi precoce e a doença estava bem localizada, muitas vezes com o tratamento adequado e bem realizado, há um bom prognóstico. ⠀⠀⠀Alguns casos podem ser mais desafiadores e o prognóstico pior, principalmente quando já há sinais de metástases ou já não é a primeira vez que este tumor está sendo tratado, em casos de recidiva. Ainda assim, sempre é possível tentar tratar, mesmo que de forma paliativa, objetivando melhora da qualidade de vida do animal, mesmo que não se possa proporcionar a cura.
⠀⠀Pet Med – E como medidas de prevenção, quais devem ser adotadas pelos tutores? ⠀⠀⠀Daniella Matos da Silva – Nem sempre podemos prevenir o aparecimento de tumores pois na grande maioria das vezes não há como evitar o dano genético que irá gerar o câncer. Uma exceção são alguns tumores de pele que têm seu desenvolvimento associado à exposição crônica à radiação ultravioleta. Como já comentei aqui, estes são os carcinomas de células escamosas que são comuns na região da face (nariz, pálpebras e orelhas principalmente) de animais de pele clara que são muito expostos ao Sol. ⠀⠀⠀Nestes casos, o uso de filtro solar ou mesmo a não exposição ao Sol são formas de prevenção. ⠀⠀⠀Saliento também que, embora nem sempre seja possível prevenir o câncer, o diagnóstico precoce impacta diretamente na resposta ao tratamento. Logo, é muito importante que o tutor do animal inspecione periodicamente o seu cão ou gato e fique bem atento a qualquer mudança física apresentada. Por exemplo, um espirro com sangue, uma mudança no hálito, uma alteração no tom do latido, etc. Estes sinais podem ser indicativos de um câncer que ainda não está muito visível. ⠀⠀⠀Vale ressaltar também a importância de avaliar sempre a cavidade oral para diagnóstico precoce de tumores em boca e, sempre, levar o animal para uma avaliação de rotina com um médico veterinário para que um exame físico criterioso seja realizado e, na suspeita de um câncer, outros exames sejam requisitados precocemente, bem como uma avaliação precoce com um médico veterinário oncologista.
⠀⠀Pet Med – Por fim e ainda sobre o papel da família, que hábitos devem ser evitados no dia a dia com o pet, como prevenção de câncer de cabeça e pescoço nos cães e nos gatos? ⠀⠀⠀Daniella Matos da Silva – Acho que o mais importante é a atenção diária ao pet para identificar sinais precoces da doença e, no caso específico dos tumores de pele que afetam a face, evitar a exposição ao Sol, principalmente em horários de maior incidência de radiação ultravioleta e sem uso de filtro solar.
⠀⠀⠀Instituída pela Lei federal nº 13.802, de 10 de janeiro de 2019, e idealizada pelo Movimento Brasileiro de Luta contra as hepatites virais em humano e pela sociedade brasileira de hepatologia em 2015 a Campanha Julho Amarelo vem chamar a atenção para as doenças hepáticas.
⠀⠀⠀A adoção da cor amarela está ligada a um dos sintomas característicos da doença cujos olhos e peles ficam amarelados. Além disso, julho foi escolhido porque no dia 28 celebra-se o Dia Mundial da Luta Contra Hepatites Virais, data criada pela Organização Mundial da Saúde – OMS a pedido do Brasil. ⠀⠀⠀ ⠀⠀⠀Para a Medicina Veterinária, a campanha torna-se relevante em cães e gatos que não são vacinados e portanto estão suscetíveis às infecções virais.
⠀⠀⠀Para nos explicar como a doença se manifesta nestes animais, conversamos com exclusividade com a Médica Veterinária Caroline Klug, portadora do CRMV/PR Nº:20595, pós-graduada em Medicina Tradicional Chinesa – Acupuntura e atua com clínica médica e medicina veterinária integrativa. ⠀⠀⠀Acompanhe!
Pet Med – Qual é a incidência de casos de hepatites em cães e gatos? ⠀⠀⠀Caroline Klug – De acordo com a JSAP – Journal of Small Animal Pratice, um relatório do grupo de diretrizes da WASAVA – Associação mundial de veterinários de pequenos animais de 2020, os índices da incidência do CAV (Adenovírus canino) causador de hepatite viral em cães, em toda a américa latina, variam de 16 a 39 % em vários países, porém no Brasil foi a taxa de incidência mais baixa sendo ela 16,8 %.
Pet Med – Nesse cenário, quais são os tipos mais comuns em cada uma dessas espécies? ⠀⠀⠀Caroline Klug – Nos cães o tipo mais comum é a hepatite viral, conhecida como Doença de Rubarth, causada pelo vírus Adenovírus canino tipo 1 ( CAV – 1) e também pelo Adenovírus canino tipo 2 (CAV – 2). Nos felinos, a hepatite viral é diferente. Ela ocorre secundariamente a outras doenças, como por exemplo o vírus da Leucemia felina FeLV – Feline Leukemia Vírus e o Coronavírus Felino (Fcov) que é o vírus da Peritonite Infecciosa Felina.
Pet Med – De que forma os cães podem apresentar quadro de hepatite infecciosa? Como podem adquirir a doença? ⠀⠀⠀Caroline Klug – A transmissão da doença se dá por saliva ou urina de cães infectados ou outras secreções corporais onde o vírus seja eliminado, mas também através de fômites, que são cobertas, camas, brinquedos de animais infectados, no caso cães que não são vacinados, podem ser portadores do vírus. Geralmente cães filhotes até 1 anos de idade, não vacinados, podem ser acometidos pelo CAV-1, mas também pode acometer cães de mais idade com baixa imunidade. ⠀⠀⠀Os quadros da doença em cães, podem ser difíceis de diagnosticar, pois são confundidos com outras doenças pelos sinais clínicos e podem levar o animal à morte muito rapidamente. A doença pode se manifestar de 3 formas: subclínica, hiperaguda e aguda. ⠀⠀⠀SUBCLÍNICA: Os sinais clínicos podem nem chegar a surgir se o animal tiver uma boa imunidade e consegue livrar-se sozinho da doença. ⠀⠀⠀HIPERAGUDA: Na forma hiperaguda, os cães acometidos pelo CAV-1 podem apresentar colapso circulatório, ou seja, o sangue para de circular e leva ao coma e morte e podem ocorrer em pouco tempo, geralmente entre 24 e 48 horas após o início dos sinais clínicos. Essa forma de apresentação pode ser confundida com envenenamento pelos tutores. ⠀⠀⠀AGUDA: A forma aguda, pode ser mais branda, no entanto, pode apresentar sinais clínicos graves como linfadenomegalia cervical, inapetência, febre, letargia, vômitos com ou sem sangue, letargia, diarreia, tosse, taquipneia e icterícia. ⠀⠀⠀Alguns sinais neurológicos também podem ser observados em qualquer momento da infecção, como andar em círculos, cegueira, ataxia, convulsões, vocalização e head pressing, quando o animal pressiona a cabeça contra a parede, mas também podem apresentar outro sinal conhecido como blue eye ou olho azul, que indica edema de córnea. ⠀⠀⠀Já a infecção pelo CAV- 2, pode causar sinais de infecção de vias aéreas superiores, sintomas respiratórios em geral como tosse e espirros.
Pet Med – E os gatos? Caroline Klug – Nos gatos, a hepatite pode ser aguda ou crônica e assim gerar diferentes sinais clínicos. No caso agudo, o animal irá acumular toxinas no corpo, pois o fígado já não funciona normalmente e assim pode iniciar uma encefalopatia hepática com sinais de sistema nervoso central e apresentar até mesmo sinais neurológicos. Muitas vezes o tutor relata que o animal está triste e não quer brincar. A icterícia pode aparecer também e indica que a bilirrubina (pigmento de cor amarela produzida pelo fígado) está extravasando para os tecidos. No aspecto da doença crônica, o animal pode ter perda de peso e ascite que consiste em acumulação de líquidos a nível abdominal.
Pet Med – Quais são os sinais clínicos de um animal com possível quadro de hepatite? ⠀Caroline Klug – ⠀⠀⠀Nos casos dos cães: ⠀Comumente são sinais muito confundidos com outras doenças hepáticas, pois não há um sinal clínico específico que denote a doença viral. Porém, reforço que o tutor deve ficar alerta aos sinais de: ⠀⠀⠀– Perda de apetite ⠀⠀⠀- Vômitos com ou sem sangue ⠀⠀⠀- Diarreia ⠀⠀⠀- Problemas neurológicos como convulsões ⠀⠀⠀- Ataxia (caminhar desequilibrado) ⠀⠀⠀- Andar em círculos ⠀⠀⠀- Head pressing (pressionar a cabeça contra a parede)
⠀⠀⠀No caso dos gatos: ⠀Na forma aguda, subitamente o animal pode apresentar os seguintes sinais: ⠀⠀⠀- Perda de apetite ⠀⠀⠀- Letargia ⠀⠀⠀- Icterícia (esclera dos olhos, mucosa e pele amarelada) ⠀⠀⠀- Mudança de comportamento ⠀⠀⠀- Ataxia (caminhar desequilibrado) ⠀⠀⠀- Convulsões ⠀⠀⠀- Além dos outros sinais clínicos causados pela doença primária (Felv ou Pif)
Pet Med – E quanto ao diagnóstico, como é identificado? ⠀⠀⠀Caroline Klug – Para diagnosticar casos de hepatite em cães e nos gatos, o médico veterinário deve basear-se na história clínica e exames complementares como ultrassom abdominal, hemograma e bioquímicos. Além disso, é fundamental perguntar ao tutor se o animal é vacinado, clarificando bastante por exclusão o diagnóstico. E, ainda, como forma de identificar o fator patogênico ou sua etiologia pode-se realizar exames como: ⠀⠀⠀1- Biópsia do fígado (in vivo) ou post mortem (na necrópsia) ⠀⠀⠀2- PCR (exame de reação de cadeia da polimerase) através da coleta do sangue do animal, ou swab retal, conjuntival ou nasal e também pela urina. ⠀⠀⠀3- Isolamento viral (através de secreções do animal).
Pet Med – Quais são os possíveis tratamentos para cães e para os gatos diagnosticados com hepatite? ⠀⠀⠀Caroline Klug – O tratamento da hepatite infecciosa canina baseia-se em combater os sinais clínicos da doença e fazer o tratamento sintomático. O animal deve ser internado e ficar em observação por pelo menos 48 horas, através da fluidoterapia para correção de desidratação e desequilíbrios hidroeletrolíticos, reposição de glicose, transfusão de sangue total ou plasma e por fatores de coagulação, antimicrobianos e antieméticos. Vale ressaltar que o animal deve ficar em isolamento total, pois trata-se de uma doença infecciosa. ⠀⠀⠀O tratamento em gatos é bem parecido com o tratamento em cães, porém deve-se tratar a doença primária além da hepatite, mas de forma geral o animal deve ser internado e receber os aportes nutricionais necessários, bem como fluidoterapia, antimicrobianos, reposição dos desequilíbrios hidroeletrolíticos e suplementos hepáticos.
Pet Med – E o prognóstico? ⠀⠀⠀Caroline Klug – Estamos falando sobre uma doença grave, que deve ser tratada inicialmente de forma correta e numa clínica, haja vista que, em casa, pode gerar deficiências e levar o animal à morte com maior facilidade. ⠀⠀⠀O prognóstico muda em função do momento em que iniciar um tratamento e da forma de apresentação da doença. A forma hiperaguda geralmente é fatal, enquanto a forma aguda pode ser tratada e pode responder ao tratamento positivamente, em grande parte dos casos.
Pet Med – Quais são as possibilidades de prevenção para que o cão e o gato não tenham hepatite? ⠀⠀⠀Caroline Klug – A prevenção mais indicada é primeiramente a vacinação, tanto para cães quanto para gatos. A vacinação através da vacina V8 ou V10 para cães e para gatos a vacina V5.
Pet Med – Sobre o papel da família, que hábitos devem ser evitados no dia a dia com o pet, como prevenção de hepatite em cães e nos gatos? ⠀⠀⠀Caroline Klug – Caso haja algum caso de cãozinho que veio de canil ou de ONG, e, porventura teve morte súbita não diagnosticada, a família deve ter atenção e não adquirir outro cãozinho enquanto não fizer uma desinfecção apropriada no local. ⠀⠀⠀Outra dica importante, antes do protocolo vacinal concluído, é imprescindível não deixar seu cãozinho ou gatinho ter contato com outros animais, nem em canis, nem em banho e tosa, nem colocá-los no chão na rua ou dentro de um ambiente frequentado por outros animais.
Pet Med – Por fim, o que mais é importante acrescentar? ⠀⠀⠀Caroline Klug – É importante procurar um médico veterinário sempre que adquirir um cãozinho ou um gatinho, seja ele filhote ou adulto, pois as prevenções sempre são mais indicadas e apresentam maiores chances de resposta aos tratamentos, caso algo seja identificado pelo seu veterinário. ⠀⠀⠀Quando você espera a doença tomar conta, para levar seu pet ao veterinário, muitas vezes pode ser tarde e os tratamentos, não serem eficazes. A prevenção é a melhor forma de demonstrar seu amor pelo seu pet.
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Animais Silvestres fora do habitat natural : Qualidade de Vida
É cada dia mais comum vermos alguns animais silvestres da nossa fauna, como cobras, lagartos, pássaros, araras, pequenos primatas e tantos outros vivendo fora do seu habitat natural, nas casas das pessoas, como pets. ⠀⠀⠀Por isso, neste mês de junho, mês da conscientização sobre os cuidados com o meio ambiente, conversamos com o Médico Veterinário Juliano Biolchi, especializado em atendimento clínico e cirúrgico de animais selvagens, portador do CRMV – PR: 19.211, para nos ajudar a entender como, e se é possível, dar melhor qualidade de vida a esses animais que vivem como animais domésticos, fora do habitat natural. ⠀⠀⠀O nosso bate-papo de hoje está imperdível. Vejam só!
Pet Med – O que podemos entender como animais silvestres? ⠀⠀⠀Juliano Biolchi – Os animais silvestres são espécies que vivem naturalmente em ambiente selvagem, sem intervenção humana direta. Eles não são domesticados nem criados em cativeiro, diferentemente dos animais domesticados como cães, gatos, bovinos, equinos, suínos e outras espécies que são mantidas sob cuidados humanos. Esses animais possuem características e comportamentos adaptados para sobreviver e se reproduzir em seus habitats naturais. A categoria de animais silvestres abrange uma ampla variedade de espécies em diferentes classes, incluindo mamíferos, aves, répteis, anfíbios, peixes e invertebrados. Eles podem ser encontrados em diversas regiões do planeta, desde florestas tropicais a desertos áridos, passando por oceanos, rios e montanhas.
Pet Med – Qual é a importância dessas espécies para o meio ambiente? ⠀⠀⠀Juliano Biolchi – São inúmeras as razões que evidenciam a importância desses animais para o meio ambiente, uma vez que desempenham papéis cruciais nos ecossistemas em que habitam. A primeira e fundamental delas é a polinização de plantas, realizada principalmente por aves que transportam o pólen de uma flor para outra, garantindo assim a reprodução das plantas, produção de frutos, sementes e a consequente perpetuação das espécies vegetais. Além disso, várias espécies de mamíferos, aves e répteis silvestres também desempenham um papel significativo na dispersão de sementes, contribuindo para a colonização de novas áreas e a manutenção da diversidade vegetal. ⠀⠀⠀Outro motivo importante é o controle de pragas, pois muitos animais silvestres atuam como predadores naturais, regulando as populações de pragas. Aves de rapina e morcegos são exemplos notáveis, pois se alimentam de roedores e insetos prejudiciais às culturas, reduzindo assim a necessidade de pesticidas e promovendo um equilíbrio no ecossistema. Esses animais também desempenham o papel de indicadores da saúde dos ecossistemas. Alterações no número populacional, comportamento ou distribuição geográfica podem ser sinais de perturbações ambientais, como poluição, degradação do habitat ou mudanças climáticas. Portanto, monitorar essas espécies pode fornecer informações valiosas sobre a qualidade ambiental e auxiliar na tomada de decisões para a conservação. ⠀⠀⠀A diversidade biológica, por sua vez, é um aspecto crucial. Cada espécie desempenha um papel específico em sua cadeia alimentar, interagindo com outras espécies e influenciando o equilíbrio ecológico. A perda de qualquer espécie silvestre pode acarretar impactos negativos na estabilidade e na funcionalidade dos ecossistemas, comprometendo a dinâmica natural. Em suma, os animais silvestres desempenham um papel essencial para a saúde e a sobrevivência de um ecossistema inteiro. Sem a presença deles, todo o equilíbrio natural perece, levando ao colapso ambiental!
Pet Med – Em contrapartida, quais são os danos para o meio ambiente quando tais espécies estão ameaçadas ou já em extinção? ⠀⠀⠀Juliano Biolchi – Uma pergunta de elevado valor como essa merece um relato baseado em experiências reais, que testemunhamos e ainda vivemos nos dias de hoje. A extinção e a ameaça de espécies silvestres são fatos incontestáveis, e cada animal que “desaparece” leva consigo um pedaço valioso do meio ambiente. É com base nessas afirmações que podemos iniciar a condução dessa história, com o objetivo de melhor compreender as consequências que ainda podemos sofrer.
⠀⠀⠀Era uma vez uma floresta exuberante, repleta de vida e harmonia.⠀Diversas espécies de animais silvestres coexistiam em perfeita sincronia, desempenhando papéis vitais no equilíbrio do ecossistema.⠀A floresta era o lar de majestosas onças-pintadas, coloridos papagaios, ágeis macacos e uma infinidade de outras espécies que completavam a rica natureza. ⠀⠀⠀Porém, um mal silencioso começou a se instaurar na floresta.⠀A ganância humana, aliada à destruição de habitats naturais, caça ilegal e tráfico de animais, colocou em risco a sobrevivência dessas espécies.⠀As árvores foram derrubadas, dando lugar a fazendas e cidades, reduzindo o espaço vital dos animais.⠀Caçadores implacáveis perseguiram as presas mais valiosas, interrompendo a cadeia alimentar.⠀O comércio ilegal de animais levou espécies à beira da extinção, tirando-as de seu habitat natural e aprisionando-as em gaiolas.⠀À medida que os anos passavam, a floresta começou a mudar.⠀A perda de animais silvestres afetou profundamente o equilíbrio do ecossistema.⠀Sem os predadores naturais, as populações de presas cresceram descontroladamente, resultando em superpopulação e esgotamento dos recursos disponíveis.⠀As plantas não eram mais polinizadas, os frutos não eram mais dispersos e a regeneração natural era cada vez mais difícil.⠀Os danos para o meio ambiente se tornaram evidentes.⠀A falta de predadores naturais permitiu a proliferação de pragas que dizimaram plantações e devastaram colheitas.⠀Os agricultores passaram a depender cada vez mais de pesticidas, envenenando o solo e os recursos hídricos.⠀As mudanças climáticas, intensificadas pela destruição do habitat e pelas emissões de gases do efeito estufa, tornaram-se ainda mais prejudiciais, afetando não apenas os animais silvestres, mas também a própria sobrevivência humana.⠀ ⠀⠀⠀Percebendo a gravidade da situação, governos, organizações não governamentais e a sociedade em geral uniram forças para proteger e conservar as espécies silvestres.⠀Áreas protegidas foram estabelecidas, oferecendo refúgio seguro para os animais em perigo.⠀Legislações ambientais foram aprimoradas, visando a punição daqueles que exploravam ilegalmente a fauna e a flora.⠀Programas de educação ambiental foram implementados, conscientizando as pessoas sobre a importância da conservação e incentivando a mudança de comportamento.
⠀⠀⠀A luta pela preservação dos animais silvestres ganhou força. A sociedade passou a valorizar a riqueza biológica e a compreender que a sobrevivência de todas as formas de vida está interligada.
Pet Med – E quanto à legislação? O que diz a respeito da criação de animais silvestres em casa? ⠀⠀⠀Juliano Biolchi – A posse de animais silvestres como animais de estimação é regulamentada de acordo com as leis locais, visando o bem-estar dos animais, a preservação das espécies e a segurança pública. Geralmente, a criação de animais silvestres em casa requer autorizações específicas, como licenças ou registros. Essas regulamentações buscam controlar o comércio ilegal, evitar o tráfico de espécies ameaçadas e garantir condições adequadas para os animais. ⠀⠀⠀De modo geral, orienta-se que as pessoas busquem alternativas como visitas a reservas naturais, participação em programas de voluntariado em instituições de conservação ou apoio a projetos de preservação da fauna e flora. Dessa forma, é possível contribuir de maneira positiva para a proteção das espécies e seus habitats naturais.
Pet Med – O que deve ser feito ao encontrarmos, por exemplo, uma Maritaca, um passarinho ou qualquer outra espécie de animal silvestre caído de uma árvore ou perdido na estrada? Podemos acolhê-lo e levá-lo ao veterinário, e, posteriormente cuidar dele em casa? ⠀⠀⠀Juliano Biolchi – Ao encontrar um animal silvestre caído de uma árvore ou perdido na estrada, é fundamental agir com cautela e tomar as medidas apropriadas para auxiliá-lo. Seguem as diretrizes ideais a serem seguidas: ⠀⠀⠀1- Verifique a condição do animal à distância, observando se está ferido e se os pais estão presentes; ⠀⠀⠀2- Entre em contato com as autoridades locais de vida selvagem, como a polícia ambiental, IAT – Instituto Água e Terra e CAFS – Centro de Apoio à Fauna Silvestre (no caso do Paraná), para fornecer informações e obter orientações; ⠀⠀⠀3- Evite cuidar do animal em casa, pois requer cuidados especializados em alimentação e ambiente; ⠀⠀⠀4- Proteja o animal de perigos iminentes, se necessário, mas leve-o para atendimento veterinário especializado apenas se estiver ferido. É importante lembrar que o contato humano pode interferir negativamente na vida selvagem. Muitas vezes, as pessoas resgatam indevidamente filhotes de aves que estão aprendendo a voar com supervisão dos pais a uma certa distância.
Pet Med – A propósito, este cenário está se tornando cada vez mais comum, de as pessoas terem animais silvestres em casa, como pets, em ambientes longe da mínima realidade ou similaridade com seu habitat natural e longe do convívio de espécies como as suas. Existe algum benefício ou qualidade de vida para esses animais? ⠀⠀⠀Juliano Biolchi – Ter animais silvestres como pets em ambientes domésticos que não são semelhantes ao seu habitat natural e afastados do convívio com outras espécies não é benéfico para esses animais. ⠀⠀⠀Animais silvestres possuem necessidades específicas e adaptadas ao seu ambiente natural, incluindo dieta, espaço, interação social e estímulo adequado. Ao serem mantidos em cativeiro, essas necessidades são frequentemente negligenciadas, o que pode levar a problemas de saúde, estresse e comportamento anormal. ⠀⠀⠀A vida em cativeiro também limita a expressão natural de comportamentos, como voar livremente, caçar, construir ninhos e estabelecer interações sociais com membros de sua própria espécie. Isso pode levar a frustração e problemas emocionais para os animais. ⠀⠀⠀Além disso, a posse de animais silvestres como pets contribui para o tráfico ilegal de animais selvagens, que é uma prática prejudicial à conservação das espécies e pode levar à diminuição de populações selvagens. Portanto, não há benefícios ou melhoria na qualidade de vida para os animais silvestres mantidos como pets em ambientes não apropriados. É importante valorizar a vida selvagem em seu habitat natural e apoiar iniciativas de conservação e proteção dessas espécies.
Pet Med – Quais pontos de atenção as pessoas devem ter antes de pensar em ter animais silvestres em casa tidos como pets não convencionais em casa? ⠀⠀⠀Juliano Biolchi – Vale salientar que há uma diversidade de animais silvestres que se pode ter em casa como pet não convencional, como coelhos, porquinhos-da-índia, hamsters, papagaios, calopsitas, canário, jabuti, tigre d´água, peixes etc… Mas antes de ter esses animais silvestres como pets, é crucial considerar vários pontos de atenção. ⠀⠀⠀Primeiro, verifique a legalidade da posse dessas espécies em sua região. Em seguida, leve em conta o bem-estar animal, pois eles possuem necessidades específicas que podem ser desafiadoras de atender em um ambiente doméstico. Além disso, é fundamental possuir conhecimento prévio sobre a espécie em questão, seu habitat, alimentação e cuidados necessários. Garanta que possa fornecer um cativeiro adequado, que simule ao máximo seu ambiente natural. ⠀⠀⠀Também tenha em mente a saúde, segurança e riscos potenciais associados à posse de animais silvestres. Adquira-os de fontes legítimas e responsáveis. Lembre-se de que é um compromisso de longo prazo, pois muitas espécies têm uma vida longa e requerem cuidados especiais.
Pet Med – E quando na casa já existe a presença de um cão ou gato. É possível fazer a interação entre um animal silvestre e um já domesticado? ⠀⠀⠀Juliano Biolchi – É crucial lembrar que cada situação é única e que não é aconselhável realizar a interação entre um animal silvestre e um cão ou gato doméstico. Nem todas as espécies silvestres são adequadas para conviver com animais de estimação domésticos, e é primordial considerar a segurança e o bem-estar de todos os animais envolvidos. Além disso, é importante ter em mente que, na cadeia alimentar, os animais não convencionais geralmente são vistos como presas, enquanto os cães e gatos são considerados predadores, o que pode levar a um estresse crônico prejudicial e há vários acidentes e até a morte desse pet.
Pet Med – Por fim, e, de modo geral, como dar melhor qualidade de vida aos animais silvestres que vivem como pets, para que vivam em condições mínimas dentro das necessidades básicas da sua espécie, quando fora do seu habitat natural, mas, dentro das nossas casas? ⠀⠀⠀Juliano Biolchi – Para garantir uma melhor qualidade de vida aos animais silvestres que vivem como pets em nossas casas, é crucial atender às suas necessidades básicas. Isso inclui fornecer um espaço adequado para movimentação e exercícios, além de um ambiente enriquecido que estimule seu comportamento natural. ⠀⠀⠀É essencial oferecer uma alimentação adequada, seguindo as orientações específicas da espécie e cuidados veterinários especializados. Estimulação mental através de atividades desafiadoras e interação social, quando apropriado, também são importantes. ⠀⠀⠀É fundamental manter-se informado sobre as necessidades da espécie e buscar orientação profissional quando necessário. Sempre gosto de salientar que o sinônimo de qualidade de vida é uma boa ambiência e nutrição, essa é a chave do sucesso!