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Odontologia: quais são os riscos da doença periodontal para a saúde de cães e gatos?

Odontologia: quais são os riscos da doença periodontal para a saúde de cães e gatos?

Odontologia Veterinária : Mau hálito e gengiva inflamada? Saiba como a doença periodontal afeta a saúde do seu cão ou gato e previna problemas com a ajuda da veterinária Mara Rubia Mayorka.

Por Pauline Machado

Sabemos o quanto é importante realizar o check-up anual dos cães e dos gatos como medida de prevenção e assim garantir a qualidade de vida deles. No entanto, um aspecto nem sempre está incluído neste check-up: a avaliação odontológica.

O que nem todos sabem é que problemas odontológicos podem causar sérios problemas à saúde dos cães e gatos.

Para nos orientar quanto aos riscos de não tratar a doença periodontal, conversamos exclusivamente com a Médica Veterinária, Mara Rubia Mayorka, especialista em Odontologia Veterinária pela Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais – ANCLIVEPA –SP.

A entrevista, além de excelente, traz informações muito importantes. Acompanhe!

Pet Med – Para começar, por favor, nos explique o que podemos entender por doença  periodontal?

Mara Rubia Mayorka – São doenças que afetam os tecidos que sustentam os dentes, o que inclui as gengivas, os ligamentos periodontais, o osso alveolar e o cemento dental, que recobre a raiz dos dentes. 

As doenças periodontais geralmente se apresentam em dois estágios:

No estágio 1, por exemplo, afetam somente a gengiva provocando inflamação, vermelhidão, inchaço e sangramento. Quando a gengivite não é tratada, ela avança para o estágio 2, tornando-se uma periodontite, por avançar para os tecidos periodontais que sustentam os dentes, o que torna-se mais preocupante, pois, nesses casos podemos ter perda óssea, recessão gengival e mobilidade dentária. 

Pet Med – O que causa a doença periodontal em cães e gatos?

Mara Rubia Mayorka – Basicamente, são causadas pela falta de higiene bucal, mas, também podem ter outros agentes causadores, como a predisposição racial, sobretudo dos cães de porte pequeno, que apresentam menor estrutura anatômica e, consequentemente, maior proximidade dos dentes.

A idade e a alimentação de alimentos que aderem aos dentes também contribuem para a formação de placa bacteriana que levam à presença de cálculos dentários.

Pet Med – Toda doença periodontal  coloca em risco a vida dos cães e gatos? 

Mara Rubia Mayorka – Não, nem todas colocam a vida dos animais em risco. No entanto, quando não são tratadas podem, sim, comprometer a saúde geral dos cães e gatos, pois, tornam-se portas de entrada para bactérias que podem se espalhar para outras partes do corpo via corrente sanguínea, podendo levar os animais a infecções sistêmicas.

Pet Med – De que modo os familiares podem suspeitar ou identificar sinais de que o cão ou gato pode estar com alguma doença periodontal?

Mara Rubia Mayorka – É muito importante que os familiares tenham ou criem o hábito de levantar o lábio do seu cãozinho ou do gatinho para verem como estão os aspectos da gengiva e dos dentes deles. 

Eles devem observar se o cão ou o gato tem aquele bafinho, se há placa amarela nos dentes, se tem vermelhidão ou sangramento na gengiva, se ele apresenta sinais de irritabilidade, dor, agressividade, mobilidade dentária, se está com dificuldade para mastigar ou mudança na forma de morder, se está evitando brinquedos que antes mordia, se fica esfregando a pata no focinho ou esfregando o focinho no chão com frequência e se há excesso de salivação.

Na presença de qualquer um desses sinais é importante buscar ajuda do dentista veterinário o mais rapidamente possível.

Pet Med – Neste aspecto, qual é a importância de levar os cães e gatos ao dentista veterinário? 

Mara Rubia Mayorka – A avaliação odontológica deve estar incluída no check-up geral anual dos cães e dos gatos, pois como vimos, problemas odontológicos podem causar muitos problemas clínicos e nem sempre são identificados como oriundos de problemas periodontais, enquanto a doença periodontal pode causar sérios riscos à saúde dos cães e gatos. 

Pet Med – No dia a dia, de que modo é possível prevenir a doença periodontal nos cães e nos gatos?

Mara Rubia Mayorka – como medida de prevenção, o mais recomendado é fazer a escovação dos dentes regularmente. Mas, sabemos que nem sempre os familiares conseguem seja por falta de tempo, seja por não saberem fazer ou pelos pets não deixarem fazer a escovação.

Para esses casos e, paralelamente à escovação, os familiares podem oferecer os petiscos próprios para ajudar na limpeza dos dentes, assim como cenoura, maçã, fazer uso de enxaguantes bucais próprios para pets, que são diluídos na água, que também ajudam a reduzir a formação de placa bacteriana, assim como realizar avaliação odontológica regularmente, pois, ao identificar os primeiros sinais de placa bacteriana é possível fazer limpeza, como prevenção da doença periodontal que precisa de procedimentos mais invasivos para tratamento.

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Animais Não São Presentes: Um Apelo à Adoção Consciente

Animais Não São Presentes: Um Apelo à Adoção Consciente

Por Pauline Machado

Presentes materiais são passageiros, o amor por um animal é para sempre. Pense antes de presentear!

Dezembro é um dos meses do ano em que temos o costume de presentear amigos e familiares.
No entanto, é importante ressaltar que nem tudo que é bonito, fofo, encantador deve ser visto como um presente. Um exemplo disso são os animais.
Recentemente o Código Civil brasileiro foi alterado para incluir o conceito de que os animais não são mais considerados “bens móveis”, mas sim seres sencientes, ou seja, eles também têm a capacidade de sentir.
Essas mudanças refletem o entendimento atual de que os animais têm direitos e, além de precisarem e terem proteção legal específica, não são mais vistos como até então, de que seriam meros objetos de propriedade, mas sim, que são integrantes, parte das famílias multiespécies. Desta forma, não devem servir como objeto para presentearmos uma pessoa querida.

A intenção pode ser boa, pois, sabemos o quanto maravilhoso é compartilhar nosso dia a dia com os animais. No entanto, nem todas as pessoas estão preparadas para esse momento. Muitas vezes pode não dispor de tempo, de condições financeiras, de espaço, de afeição e até mesmo de condições emocionais para se responsabilizar por cuidar de um animal de estimação. Nestes casos, ao invés de fazer bem a eles, os deixará em condições vulneráveis.


Devemos sempre lembrar que os animais, assim como nós humanos, precisam de companhia, de interação, de brincadeiras e passeios, de cuidados médicos, de comida, de carinho e atenção, de aconchego, de mimo, de banho, de comida, de respeito e de amor, então, na dúvida, seja em qualquer época do ano, o melhor presente é não presentear alguém querido com um animal.


Bom final de ano a todos!

Presentes passam, o compromisso com um animal não. Adote com responsabilidade, não presenteie com vidas!

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Comportamento: como ajudar o pet a lidar com o dia a dia após a perda de um companheiro?

Comportamento: como ajudar o pet a lidar com o dia a dia após a perda de um companheiro?

Por Pauline Machado

Hoje em dia é muito comum vermos grupos para as pessoas falarem e trabalharem a convivência com o luto seja de uma pessoa querida, um amigo, um familiar e, também de um pet.

No entanto, nos perguntamos se os cães e gatos também vivenciam o luto após perderem a convivência com outro animal de companhia ou com um ente da família.

Para nos explicar essas e outras questões relacionadas a como os animais lidam com a perda, conversamos com exclusividade com a Médica Veterinária Rita Ericson, formada em 1994 pela Universidade Federal Fluminense, pós graduada em Etologia Clínica pelo Instituto Qualittas, no Rio de Janeiro e Mestre em Comportamento animal pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro.

Além de autora do site www.bichosaudavel.com e dos livros Latidos de Sabedoria e Miados de Sabedoria, Rita apresenta boletins diários sobre saúde e comportamento de cães e gatos na Rádio JB FM, no Rio de Janeiro, foi consultora de veterinária do Programa Encontro com Fátima Bernardes, de 2014 até 2021, e do podcast Bichos na Escuta do G1/Fantástico e desenvolveu uma websérie para o GShow, com 19 episódios sobre cães e gatos. 

É também, membro e fundadora do TanatoVet – um grupo de veterinárias e psicólogas, que estuda a finitude, a comunicação de más notícias e o luto na Medicina Veterinária, e certificada no Programa Fear Free, criado por especialistas em comportamento e medicina veterinária, focado em minimizar o medo, a ansiedade e o estresse dos animais durante visitas ao pet shop e procedimentos veterinários.

 Na área acadêmica, Rita é professora de comportamento animal no curso de pós-graduação da Universidade Tuiuti do Paraná e professora de pós-graduação PainCare da Escola Brasileira de Medicina Veterinária – Ebramev.

As considerações da especialista são muito importantes, acompanhe!

Pet Med – Muito falamos sobre a dor que as pessoas sentem quando perdem seus animais de estimação. No entanto, gostaríamos de saber como os próprios animais sentem a perda de um familiar mais próximo ou de um outro pet que tenha sido seu companheiro dentro da família. Cães e gatos sentem a dor do luto? 

Rita Ericson – Os dois trabalhos mais importantes que a gente tem publicados sobre isso – estamos falando sobre ciência, e não sobre o que a gente percebe no dia a dia – sendo um focado em cães e outro é focado em gatos, mostram que os humanos que responderam aos questionários sobre a mudança de comportamento dos seus animais após a perda de outro animal – porque os dois estudos foram feitos com a perda de um animal da mesma espécie que ele – mostram que eles sentem, que eles percebem alterações comportamentais, especialmente relacionadas a brincar menos, comer menos, redução de atividade, aumento da busca por atenção dos humanos e aumento da sonolência. Isso é o mais perceptível. No entanto, a gente precisa destacar questões que os dois trabalhos levantam, que é, se isso tudo não é muito interpretado pelos humanos que também estão enlutados. E, aí o que os trabalhos mostram também é que se esses animais tinham uma relação afiliativa, ou seja, se eram amigos, ou eram da mesma família, se eles tinham uma relação próxima, esses comportamentos alterados são mais facilmente percebidos do que quando os animais não têm uma relação afiliativa entre eles. E, também, sobre o tempo de convivência, eles perceberam que quando os animais tinham mais tempo de convivência as mudanças de comportamento ficam mais evidentes.

Pet Med – Como os familiares podem identificar se o(s) pet(s) da família pode(m) estar sofrendo com a perda de um familiar ou de um companheiro pet?

Rita Ericson – Observando de perto o seu comportamento. Conhecendo bem o seu animal, qual é o padrão dele de brincadeira, de alimentação, de atividade, de sono, a gente percebe quando isso está alterado. Os animais se beneficiam muito de rotina, então, quando existe uma rotina e essa rotina é saudável e se repete, a gente percebe quando ela sai do padrão. 

Pet Med – Diante dessa constatação, quais devem ser os cuidados com esse pet para que ele não viva triste ou desenvolva quadro de depressão ou outro tipo de problema de saúde?

Rita Ericson – Essa é uma questão importante, porque muitas vezes pode-se fazer uma confusão entre comportamentos parecidos com o do luto e o da depressão, e na verdade o animal está doente, então a gente tem que tomar muito cuidado para não considerar que é luto sem fazer um check-up de saúde. E aí, o que a gente pode fazer, considerando que o animal está saudável, que ele está triste, sentindo a falta do outro, é tentar melhorar a qualidade de vida dele o máximo que a gente puder, oferecendo sensações prazerosas, emoções positivas, sempre respeitando o espaço dele.

Pet Med – Muitas famílias tentam resolver essa ausência com a adoção de um novo cão ou gato para fazer companhia ao pet que ficou. Essa solução é uma boa opção? 

Rita Ericson – Essa questão é complexa, inclusive por conta do luto da família. Se a família está enlutada, muitas vezes a decisão de adotar um outro animal, naquele momento pode não ser muito boa e a mesma coisa vale para o pet. Às vezes é um pet idoso, e ele pode até estar sentindo a falta do outro que faleceu, mas pensar em conviver com um filhote cheio de energia e animado, por exemplo, pode ser muito pior do que ele se adaptar à nova realidade de não ter outro pet para conviver com ele.

Pet Med – E quando a falta é de um ente da família, o que pode ser feito para diminuir ou ajudar o animal a lidar com essa perda?

Rita Ericson – Como a gente não tem nenhuma pesquisa falando sobre o luto dos animais com relação à perda dos humanos, mas, a gente tem depoimentos e percepções de pessoas que convivem com os pets dizendo que o animal fica diferente, é mais ou menos a mesma estratégia da perda de um pet. É tentar fazer a vida de esse animal ficar boa, ser boa ou ser melhor do que era. Eu, pessoalmente, sem ter embasamento científico, porque eu nunca fiz uma pesquisa sobre isso, costumo recomendar que se evite ficar repetindo muito o nome da pessoa ou o nome do pet que não está mais presente, porque o que a gente sabe sobre a capacidade cognitiva dos animais, nos mostra que eles não têm o conceito da morte como um acontecimento. Eles não sabem que aquele animal ou aquela pessoa sumiu porque morreu, e sim, porque ele não está mais ali. O conceito da morte para os humanos, ele é muito profundo, porque a gente sabe que é definitivo. A gente tem esse conceito de que a morte é uma interrupção de um vínculo real, presencial e que a partir do momento em que o indivíduo morre você não terá mais essa possibilidade de convivência. Esse conceito de morte, os animais não têm, então, quando ele sente falta, ele está sentindo falta da companhia daquele animal ou daquela pessoa ali do lado dele.

Pet Med – Quais são as consequências para os animais quando sofrem esse tipo de perda, se essa dor não for levada em consideração e com atenção pelos familiares?

Rita Ericson – Eu acho que o maior risco é do animal estar doente e a pessoa considerar que ele está enlutado, porque se o animal realmente está enlutado, e a qualidade de vida dele estiver boa, ele provavelmente vai ficar normal, voltar para o comportamento dele normal dentro de algum tempo. O que a gente chama de luto complicado nos seres humanos, a gente não tem registro nos animais, nem existe registro de comportamentos semelhantes ao luto em cães selvagens, por exemplo. Em outras espécies a gente vê, nos elefantes, nos primatas, por exemplo, a gente vê, inclusive, alguns estudos e comportamentos diferentes depois que o animal morre, mas, nos cães selvagens não há esse tipo de comprovação.

Pet Med – Para finalizar, que outras informações você entende como importantes e que não tenham sido abordadas durante a entrevista?

Rita Ericson – É muito importante ressaltar que os dois estudos recentes, esse sobre os gatos, de 2024 – Is companion animal loss cat-astrophic? Responses of domestic cats to the loss of another companion animal, e sobre cães, de 2022, Domestic dogs (Canis familiaris) grieve over the loss of a conspecifc, mostram que é muito difícil separar o que essa família está interpretando no comportamento desse animal através do seu luto, porque essa família também está enlutada, e o que esse pet pode estar percebendo de diferente neste ambiente familiar em que ele vive por causa do luto dos humanos e não por causa do luto dele. Por exemplo: um animal que se aproxima do ser humano quando ele está inseguro. Nesse momento, esse ser humano é a segurança dele, ele se aproxima de você para te pedir ajuda, se você ser humano, está inseguro, não está bem, está  com raiva, triste ou vivendo uma emoção negativa, esse pet pode não se sentir seguro em pedir ajuda para uma pessoa que está assim, então, tem todas essas percepções que podem ser interpretadas pelos humanos que estão enlutados, e que transformam essa nossa percepção para com os animais. Isso tudo é importante considerar.


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Novembro Azul: como prevenir os animais do câncer de próstata

Novembro Azul: como prevenir os animais do câncer de próstata

Por Pauline Machado

Os cães e gatos também podem ser acometidos pelo câncer de próstata, assim como os homens. Por isso, a Campanha Novembro Azul também é muito importante para os pets e, embora a quimioterapia para os pets não tragam tantos malefícios quanto para os humanos, a prevenção ainda é a melhor opção. 

Para conversar conosco sobre todas essas questões, convidamos o Biólogo e Médico Veterinário, Carlos Eduardo Rocha, Mestre em Biologia Comparada, com especialização em Oncologia Clínica e Cirúrgica e diretor do HOVET WEST FARM, em Limeira, São Paulo.

Kadu Rocha, como é conhecido, é também, mentor e professor da pós-graduação em Oncologia Clínica e Cirúrgica da Faculdade Qualittas, sócio honorário da Sociedad Argentina de Oncologia Veterinária – SAOV, patrono da Oncologia pela ABVET, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica e Reconstrutiva Veterinária e autor livro Oncologia em Pequenos Animais e Pets Exóticos do Diagnóstico ao Tratamento, publicado pela Editora Medvep 2022.

Acompanhe a entrevista.

Pet Med – Para começar, o que podemos entender pela Campanha Novembro Azul voltada para os pets?

Carlos Eduardo Rocha – Assim como a Campanha Outubro Rosa Pet que tem por objetivo a prevenção ao câncer de mama em cadelas e gatas, o objetivo do Novembro Azul é alertar e conscientizar sobre o Câncer Prostático que é uma enfermidade mais diagnosticada em cães. Em gatos os relatos, e consequentemente a  literatura, são bastante escassos. Os adenocarcinomas são reportados acometendo gatos idosos castrados.

Pet Med – O que leva os cães e gatos a desenvolverem câncer de próstata?

Carlos Eduardo Rocha – Entre as várias alterações que podem ocorrer na glândula prostática, as principais são: hiperplasia/hipertrofia prostática benigna, prostatites (aguda ou crônica), abcessos prostáticos, cistos prostáticos e paraprostáticos e neoplasias.

É importante dizer que não há qualquer correlação hormonal com o desenvolvimento do câncer. Machos castrados ou não podem desenvolver essa neoplasia

Geralmente é diagnosticada em cães idosos entre 8 e 13 anos. As metásteses são comuns o que torna essa enfermidade de prognóstico desfavorável.

Os tumores prostáticos podem se originar do tecido epitelial (carcinomas, adenocarcinomas, células transicionais e uroteliais), do tecido muscular (leiomiossarcoma) ou de estrututuas vasculares endoteliais (hemangiossarcoma).

Pet Med – No dia a dia, quais são os sinais que os familiares devem ficar atentos, ou seja, como saber se os machos podem ter desenvolvido câncer de próstata?

Carlos Eduardo Rocha – Os sinais clínicos variam com o tipo e a gravidade da afecção prostática, podendo em alguns casos passar despercebida aos olhos dos tutores. A prostatite aguda muitas vezes é a afecção relacionada a sinais mais evidentes.

Com a progressão da enfermidade neoplásica podemos observar: Tenesmo (dificuldade para defecar), Disúria, Poliúria, Polidipsia ,Hematúria, Corrimento uretral e Sintomas sistêmicos, como perda de peso, intensa algia, alteração da postura e marcha.

Pet Med – Quais devem ser os primeiros passos dos familiares ao observarem a possibilidade de os cães e os gatos estarem desenvolvendo câncer de próstata?

Carlos Eduardo Rocha – Procurar imediatamente ajuda do profissional Médico Veterinário e evitar o uso de qualquer medicação sem orientação profissional.

Pet Med – Quais são os meios de diagnosticar o câncer de próstata nos animais?

Carlos Eduardo Rocha – O diagnóstico deve iniciar por um histórico clínico bem feito. Exame físico, laboratoriais, imagens e coleta de material para citologia e biópsia complementam a base de um correto diagnóstico.

Pet Med – A partir da confirmação do diagnóstico, quais são os possíveis tratamentos do câncer de próstata oferecidos atualmente pela Medicina Veterinária?

Carlos Eduardo Rocha – Infelizmente não há tratamento eficaz para os casos de neoplasias prostáticas. Tratamentos paliativos e adjuvantes podem e devem ser utilizados.

A técnica cirúrgica de prostatectomia, mesmo quando realizada por mãos habilitadas dos cirurgiões tem pouco eficácia terapêutica. A Radioterapia deve ser empregada como terapia de escolha e pode ser associada a quimioterapia quando há evidência de doença metastática.

Terapias adjuvantes para o controle da dor, uso de laxantes e terapias integrativas oferecem ao paciente uma melhor qualidade de vida, mesmo que seja esta por breve tempo.

Pet Med – Para os machos que passam por quimioterapia, por favor, nos explique como é realizado este tratamento e como é a recuperação do animal?

Carlos Eduardo Rocha – Todo protocolo quimioterápico deve ser prescrito por um Profissional Medico Veterinário Oncologista.

Os tratamentos são estabelecidos através do Estadiamento da Enfermidade e das condições clínicas do paciente. Geralmente são sessões a cada 21 dias, podendo ou não ser alterada de acordo com a resposta clínica de cada paciente. 

Diferentemente da comparação com os tratamentos em seres humanos, as reações negativas em Pets não é tão observada. A quimioterapia, quando indicada deve ser sempre empregada, pois traz benefícios e não malefícios. 

Pet Med – De modo geral qual é o prognóstico para o câncer de próstata nos pets? 

Carlos Eduardo Rocha – Desfavorável

Pet Med – Neste aspecto, como prevenir, o que pode ser feito pelos familiares, a fim de evitar que o cão ou o gato venha a desenvolver câncer de próstata?

Carlos Eduardo Rocha – Prevenção é a palavra chave!!!

Avaliações periódicas principalmente para os Pets machos a partir dos 6 anos de idade, toque retal e exames de imagem, devem fazer parte da rotina .

Pet Med – Por fim, se achar necessário, use o espaço abaixo para complementar a sua participação acrescentando outras informações que entenda como importantes e não tenham sido abordadas durante a entrevista.

Carlos Eduardo Rocha – Estamos acostumados e fomos educados academicamente falando para o tratamento das enfermidades. Está na hora de mudarmos a chave e focar nossos conhecimentos na prevenção.

Quando conseguimos conscientizar e trabalhar com nossos pacientes e seus tutores desde as primeiras vacinas sobre a importância da prevenção, dos exames periódicos e da visita regular ao profissional veterinário, criamos uma cultura de zelo e de amor ao Pet.

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Protocolo Vacinal para Pets: Garanta a Saúde do seu Cão ou Gato

Protocolo Vacinal para Pets: Garanta a Saúde do seu Cão ou Gato

Saúde: qual é a importância do protocolo vacinal para cães e gatos e como fazê-lo da forma correta para que o pet fique protegido?

Por Pauline Machado

Várias são as maneiras de mantermos os cães e gatos saudáveis. Uma delas é seguindo o protocolo vacinal recomendado.

Para conversar conosco sobre as formas corretas de vacinar para que cães e gatos fiquem protegidos, convidamos o professor de Medicina Veterinária da Universidade Guarulhos (UNG) e Mestre em Patologia Ambiental e Experimental, Raphael Grillo.

Durante a entrevista ele evidencia não apenas a importância de manter o protocolo vacinal em dia, mas, sobretudo da realização da avaliação clínica para se certificar de que o cão ou o gato estão aptos para receberem a vacina.

Imperdível entrevista!

Pet Med – Para começarmos, o que podemos entender como protocolo vacinal para os cães e para os gatos?

Raphael Grillo – O protocolo vacinal é um conjunto de orientações veterinárias sobre as vacinas necessárias para proteger os animais contra as principais doenças infecciosas, levando em consideração a prevalência das doenças e fatores de risco de cada paciente.

Pet Med – Qual é a importância de realizar e manter as vacinas em dia dos cães e dos gatos?

Raphael Grillo – Estar em dia com as vacinas é essencial para garantir a saúde dos animais e prevenir a disseminação de doenças graves. Além disso, essa medida desempenha um papel crucial tanto para o bem-estar dos animais quanto para a saúde pública.

Pet Med – Por quais motivos os cães e gatos devem passar por uma avaliação clínica antes de serem vacinados?

Raphael Grillo – A avaliação antes da vacinação é fundamental, pois o médico veterinário deve avaliar as condições de saúde do animal para receber a vacina, identificar doenças subjacentes, adequação do protocolo vacinal para cada animal e orientar os tutores sobre as possíveis reações adversas.

Pet Med – No caso dos cães, qual é o protocolo vacinal recomendado para um cão filhote e a partir de que idade pode iniciar?

Raphael Grillo – Em média, inicia-se a vacinação entre 6 a 8 semanas de idade, dependendo da saúde do animal, e as vacinas recomendadas geralmente são a polivalente como a v8 ou v10 que protege contra diversos agentes infecciosos, com 3 doses de reforço com intervalo de 28 dias entre elas, além da antirrábica, em dose única no final do protocolo. No entanto, outras vacinas podem ser recomendadas dependendo do ambiente e fatores de riscos que envolvem o animal.

Pet Med – E para os cães adotados já adultos, sem histórico, quando é recomendada a iniciação do protocolo vacinal?

Raphael Grillo – Assim que possível, pois os animais adultos também podem contrair as mesmas doenças. Importante ressaltar que os animais mais velhos devem ser submetidos a alguns exames antes das vacinações, para avaliar sua saúde geral, pois alguma doença já pode estar presente.

 Pet Med – Quanto aos gatos, quais são as vacinas recomendadas para os filhotes e a partir de que idade deve-se iniciar o protocolo vacinal, incluindo a proteção contra a Felv?

Raphael Grillo – Geralmente inicia-se entre 8 a 9 semanas de idade, sendo indicada a vacina tríplice (v3) ou quádrupla (v4). Vacinas antirrábica e contra a FeLV devem ser avaliadas pelo médico veterinário, frente ao tipo de exposição que o animal tem a esses agentes infecciosos.

Pet Med – E para os gatos adultos, sem histórico anterior, como os familiares devem agir no que tange às vacinações do pet?

Raphael Grillo – Inicialmente, levar ao médico veterinário para avaliar a condição de saúde geral do animal e também, para que o profissional avalie quais vacinas são necessárias para aquele paciente, com base em sua exposição e estilo de vida – domiciliado ou com acesso à rua.

Pet Med – Ainda quanto aos gatos. Os que moram em apartamento e não têm acesso à rua, eles também devem ser vacinados?

Raphael Grillo – Esses animais devem passar por uma avaliação ainda mais criteriosa do médico veterinário. Atualmente, para gatos sem acesso a rua ou sem contato com outros animais fora de casa, indica-se o reforço vacinal a cada dois ou três anos, pois os gatos podem desencadear uma reação inflamatória local na região da aplicação, sendo assim, necessário a avaliação para minimizar qualquer problema e garantir que a vacina seja benéfica ao animal.

Pet Med – Existe algum tipo de risco para os animais ao serem vacinados? 

Raphael Grillo – Sim, embora as vacinas sejam geralmente seguras e ofereçam proteção vital para os animais, existem alguns riscos potenciais associados à vacinação. No entanto, esses riscos são, na maioria dos casos, mínimos e superados pelos benefícios das vacinas. São exemplos: reações leves como dor e sensibilidade no local, reações alérgicas, sobrecarga imunológica e sarcomas em felinos, um tumor de baixa incidência (1-10 a cada 10.000 vacinados) que pode se desenvolver no local da aplicação, estando mais relacionado com fatores genéticos do indivíduo e vacinas que causam uma alta inflamação local para gerar a resposta imunológica, com a antirrábica. Por isso, a importância da avaliação do veterinário, para orientar os tipos de vacinas, locais de aplicação e períodos de reforço.

Pet Med – Em que situações os cães e os gatos não devem ser vacinados naquele momento?

Raphael Grillo – Quando apresentarem doenças subjacentes como diarréia, vômitos, problemas de pele, entre outros, assim como nos casos de animais com baixa imunidade.

Pet Med – Por fim, se achar necessário, use o espaço abaixo para complementar a sua participação acrescentando outras informações que entenda como importantes e não tenham sido abordadas durante a entrevista.

Raphael Grillo – Tão importante quando as vacinas é levar o animal ao médico veterinário, pois o protocolo vacinal como quais vacinas, frequência de reforço e cuidados gerais, variam de indivíduo para indivíduo.

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Comportamento: benefícios do convívio com crianças para os animais

Comportamento: benefícios do convívio com crianças para os animais

Por Pauline Machado

Inúmeros estudos já comprovam os benefícios do convívio com os animais para a saúde e qualidade de vida das pessoas. No entanto, e o caminho inverso? Quais serão os benefícios do convívio com as crianças, por exemplo, para os cães e os gatos?

Para conversar conosco sobre essa questão, convidamos a Médica Veterinária, Cláudia Peterson, que também é psicóloga, ambientalista e etóloga, formada pela Universidade do Colorado, nos Estados Unidos.

Recentemente Claudia lançou o livro As patas que forjaram o meu caminho: os animais mudaram minha vida. Até onde podem mudar a sua?

Cláudia Peterson

A obra é um relato pessoal sobre respeito e empatia na convivência entre humanos e animais – tema a qual se dedica ao longo da sua trajetória.

Mais uma entrevista imperdível, acompanhe!

Pet Med – Para começarmos, há quanto tempo os cães e gatos passaram a ser vistos como companheiros das pessoas e não mais somente para fazer a guarda da casa ou para caçar os ratos? Mas, para os animais, este convívio com os humanos é benéfico? 

Cláudia Peterson – Há cerca de 30mil anos homens e lobos descobriram uma relação de auxílio mútuo, onde lobos menos ferozes e ariscos se aproximaram de caçadores a fim de obterem restos de suas caçadas. Estes, por sua vez, perceberam a utilidade e importância desses animais para proteção de seus grupos sociais, destravando assim a barreira entre as espécies. Essa tese está embasada em várias pesquisas e em achados arqueológicos facilmente encontrados na mídia.

Com o passar dos tempos, esses caçadores humanos nômades à época, tornaram-se agricultores e pastores, fincando raízes na terra em que viviam.

Efetuada a transição por parte dos humanos, estes começaram a selecionar animais menos agressivos e com maior capacidade de interação com os humanos para o auxílio no trabalho. Desde então, os canídeos foram, paulatinamente, sendo introduzidos e selecionados para as várias necessidades humanas.

Atualmente, temos cerca de 400 raças de cães, a maioria delas resultado de cruzamentos efetuados por humanos buscando preencher necessidades específicas de um segmento.

Quanto ao gato, sua “domesticação” seguiu-se a do lobo. Ocorreu cerca de 3 a 5 mil anos depois, quando os homens deixando de ser nômades, criaram núcleos familiares sedentários.

Ao se tornarem agricultores, começaram a acumular grãos e cereais, fato que trouxe consigo roedores. Consequência natural que felinos se aproximassem também. Assim ocorreu e os gatos passaram, gradativamente, a exercer a função de caça aos ratos para os humanos e alimentação para si próprios.

Este convívio com animais pode trazer inúmeros benefícios tanto às crianças como aos adultos e idosos, desde companhia para brincadeiras infantis, acalento para momentos difíceis, até reflexões sobre frustrações e a morte.

No entanto, deve-se pesquisar sobre as raças, verificar compatibilidades entre estilos e prováveis personalidades. Caso contrário, correrá o risco de ter um “destruidor de almofadas” enquanto assiste TV ou “puxar um tijolo” ao tentar andar de bicicleta com seu cão.

Entrando na seara da pergunta, acredito que comportamentos adquiridos permaneçam até que alguma grande revolução interna ou externa ocorra a fim de modificá-los.

De acordo com a raça, porte ou comportamento do cão tendo como contraponto a percepção quanto à espécime e antropocentrismo vigentes por parte do humano que o possua, esses animais não humanos vêm sendo utilizados como de “hábito”, alguns para guarda, outros para trabalhos variados como pastoreio e outros ainda como “chaveirinhos” ou “petinhos”, conforme explicado abaixo.

Pessoalmente, gostaria que – conforme melhor colocado em meu livro – aos animais fosse fornecido o direito natural de ser e existir como são, de poderem ser educados, contudo, demonstrar sua personalidade, conviverem com os de sua espécie e, principalmente, serem tratados e atuarem de acordo com sua essência animal. 

No entanto, bem poucos humanos possuem essa percepção e, ao invés disso, a mídia vigente por motivos variados, utiliza a emoção, os sentimentos dos seres humanos contra eles próprios, tratando de acentuar e referendar comportamentos como os de transformar seres sencientes, com vida própria em “chaveirinhos”, “petinhos” ou “monstros- feras”, frutos da desinformação humana ou pior, de informações equivocadas quanto às suas reais necessidades físicas e psicológicas.

Pet Med – E no caminho inverso: quando o convívio com os humanos passa a ser nocivo para os cães e gatos?

Cláudia Peterson – o convívio torna-se nocivo, caso a compreensão a respeito do modo como se tratar a espécie animal não humana em questão não seja devidamente conhecida e considerada.

Ao se humanizar, tratar com desrespeito, ou seja, esquecer necessidades básicas da espécie, ou crueldade a qualquer um deles.

Quanto aos gatos, uma visão mais tranquila e positiva, após a caça às bruxas.

Como diz o ditado, esses são os mais domésticos entre os selvagens e os mais selvagens entre os domésticos. Sendo assim, mantém suas características fundamentais quanto à sobrevivência e personalidade apesar das diferenças  e modismos temporais.

Por isso, levando em consideração o Dia Mundial dos Animais e o Dia das Crianças, em ambas as datas há de se pensar muito antes de presentear uma criança com um animal. Não se deve pensar apenas na diversão do hoje para a criança, mas que estará levando para casa um ser vivente, senciente, passível de ser acometido por doenças de ordem física e emocionais, além de problemas psicológicos graves acarretados pela convivência com os humanos. Sim. Isso ocorre!

Pet Med – Qual é o papel da família para que essa relação – cães e gatos e crianças seja amigável e saudável para todas as espécies envolvidas?

Cláudia Peterson – Depende. Se desejarem vários cães e gatos é fundamental que tenham orientações e informações prévias sobre raças e personalidades compatíveis, caso contrário será um grande perigo.

No mais, informação! Informar-se o melhor possível sobre o cão, a raça, a espécie, o ser vivo que está pensando em levar para sua casa, para conviver na família por, no mínimo 8 a 10 anos. A inclusão de um animal na família não deve ser uma decisão ao acaso como quem troca de roupa ou escolhe onde passará as férias – inclusive por que terá outro “ser” na casa. Pense, por exemplo, que um papagaio vive cerca de 80 anos!

Pet Med – E quanto aos cuidados no dia a dia, quais devem ser colocados em prática no dia a dia para que cães, gatos e as crianças da casa vivam em harmonia?

Cláudia Peterson – Para o dia a dia cuidados básicos podem ser indicados pelo Médico Veterinário que, evidentemente, deverá ser procurado assim que o animal for para casa. Mas, cães precisam de exercícios, disciplina, enriquecimento ambiental, alimentação controlada e amor – eu não disse mimo.

Os gatos precisam fundamentalmente de exercícios, alimentação livre, água de preferência em movimento, enriquecimento ambiental, locais altos para poder “supervisionar” os ambientes e amor.

Para ambas as espécies, recomendo que possuam coleira permanente de identificação, escovação três vezes por semana e o menor número de banhos possível!

Pet Med – Crianças e animais geralmente têm bastante energia. Quais seriam as recomendações ou sugestões para que juntos possam gastar energia e criar elos e vínculos de amizade?

Cláudia Peterson – Crianças e animais, caso possuam personalidades compatíveis não necessitam de ajuda para interagirem. Certamente se  entenderão e criarão elos indestrutíveis! Mas, para um melhor entrosamento, vínculo entre ambos e amadurecimento emocional da criança, é recomendável dar à criança a responsabilidade de cuidar da alimentação, escovação, passeio ou qualquer outra atividade diária ligada ao animal.

Pet Med – Que frutos colhem as crianças que convivem e crescem com os animais e os animais que passam a vida em companhia das crianças?

Cláudia Peterson – De maneira geral todos saem ganhando um amigo!

Crianças que crescem acompanhadas por animais, “no mínimo”, terão no futuro, mais compaixão pelo próximo e, consequentemente, pelos animais.

“No máximo”, não há limites para o quanto se pode aprender com os animais não humanos “teleguiados”, sem livre arbítrio, e, portanto perfeitos em sua natureza.

Por sua vez, os animais nos enxergam como verdadeiros deuses, não medindo esforços para nos agradar e salvaguardar dos perigos – sejam eles quais forem, e o que pedem em troca? Nada! Nada além do necessário para sua e a nossa evolução: exercício, disciplina, alimentação adequada e AMOR!

Pet Med – Quais são suas orientações finais sobre a relação dos animais com as pessoas de modo geral?

Cláudia Peterson – Animais não humanos habitavam este planeta antes da nossa chegada. Foi dito que o nosso dever, por sermos mais inteligentes, seria o de cuidarmos deles. 

Cuidar! E, cuidar não é o mesmo que escravizar ou matar. Cuidar implica em amar, alimentar, proteger e auxiliar em sua sobrevivência e evolução.

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