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Por Pauline Machado

Contraída por meio do contato com a saliva, urina ou com as fezes de felinos contaminados, a FeLV – Feline leukemia vírus, também conhecida popularmente como leucemia felina é uma doença que deixa os animais vulneráveis a doenças infecciosas, lesões na pele, desnutrição, lentidão na cicatrização de feridas e problemas reprodutivos.

O vírus da felv induz principalmente imunossupressão (queda de imunidade), anemia e tumores (principalmente linfoma e leucemia), de acordo com a cepa que o animal apresenta.

Além de ser exclusiva aos felinos, ou seja, não é transmitida para humanos nem para outros animais, como os cachorros, a FeLV é altamente contagiosa e afeta diretamente o sistema imunológico do pet, podendo, inclusive, diminuir sua expectativa de vida se não for diagnosticada previamente.

Para esclarecer essas e outras informações sobre a doença, formas de tratamento e de como proporcionar uma qualidade de vida melhor para os gatos testados positivo para FeLV, conversamos com a médica veterinária Fabiana B. S. Oliveira que nos tirou várias dúvidas.

Dra. Fabiana B. S. Oliveira – médica veterinária (arquivo pessoal)

Primeiramente ela nos explicou que, tecnicamente, podemos entender como leucemia, a proliferação de células neoplásicas na medula óssea e sangue periférico.

De acordo com a Médica Veterinária, a leucemia pode ser aguda ou crônica, e linfoides ou mieloides. No caso das agudas, se apresentam em dois tipos: leucemia mieloide aguda e leucemia linfoide aguda. “Na leucemia mieloide aguda observa-se a presença de mieloblastos e células imatura, enquanto na leucemia linfoide aguda observa-se a proliferação de células linfóides neoplásicas. Ambas no sangue periférico e medula óssea”, detalha.

Nos casos crônicos a doença se apresenta como leucemia mieloide crônica e leucemia linfoide crônica. “A leucemia mieloide crônica acomete principalmente os animais idosos. É observado o aumento gradual do número de células diferenciadas no sangue. Na leucemia linfoide crônica ocorre o aumento de linfócitos maduros circulantes de forma lenta. Normalmente esses gatos são assintomáticos com diagnóstico realizado através de hemograma de rotina. Em alguns casos se observa o emagrecimento e apatia”, explica.

Em ambos os casos o diagnóstico é feito através da realização do hemograma e da análise da medula óssea do animal, e, embora os sinais clínicos sejam inespecíficos e de forma aguda, a doença, em sua grande maioria, acomete gatos jovens, que quando infectados apresentam sintomas como febre, perda de apetite, emagrecimento, fraqueza, aumento de linfonodos, fígado e baço, ilustra.

Para evitar que o gato tenha leucemia, ele deve ser vacinado para FeLV e receber todos os cuidados para manutenção da sua saúde, como boa alimentação, bem estar e cuidados gerais, esclarece a médica veterinária Fabiana Oliveira.

Opções de tratamento

De acordo com ela, além da vacina para FeLV, que é um retrovírus associado a maioria dos casos de leucemia aguda, dependendo do tipo de leucemia que o gato apresenta, existem tratamentos que podem manter a doença sob controle e colocar o paciente em remissão. “Na maioria das vezes essa remissão é temporária, sendo necessário acompanhamento por toda a vida. Nas leucemias agudas, o prognóstico é muito pior e apresenta pouca resposta a quimioterapia”, acresenta.

A duração do tratamento varia de acordo com o protocolo, podendo se dar por diversas semanas, ou  até manutenção de medicamentos por toda a vida. Por isso, para promover uma qualidade de vida melhor aos gatos com leucemia, é necessário o tratamento suporte para que o paciente se sinta bem e continue se alimentando, orienta Fabiana. “Fluidoterapia, analgésicos, medicamentos para náuseas e estimulantes de apetite são frequentemente usados. Como anemia é comumente encontrada em pacientes com leucemia, as transfusões de sangue são indicadas em muitos casos. Muitas vezes a colocação de sonda esofágica para alimentação desses pacientes é indispensável”, exemplifica.

A atenção do tutor

Qualquer mudança no comportamento, peso e apetite observada no dia a dia pelos tutores deve ser levada em consideração e investigada. Além disso, todos os gatos devem ser testados para FIV e FeLV.

No caso dos FeLV positivos, consultas e exames de rotina devem ser feitos frequentemente para acompanhamento, devido ao alto risco de desenvolverem leucemias e linfomas, acrescenta e enfatiza a médica veterinária. “Em todos os casos em que o paciente adoece e necessita de cuidados especiais, a paciência, colaboração e dedicação dos seus tutores são essenciais para se iniciar e manter o tratamento. Apesar de ser um momento muito difícil para o gato e sua família, uma boa orientação com o apoio do veterinário de confiança pode ajudar a se adaptar a nova situação, retirando todas as dúvidas e decidindo em conjunto qual a melhor abordagem para cada paciente”, finaliza.

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