fbpx
+55(19)3493-9220 | (19)3493-5576 | (19)3493-4429 | WhatsApp: (19)99548-0301| (19)99800-7902 contato@petmed.com.br

Consulta Veterinária: Quando levar meu pet?

Por Pauline Machado

Quando um animal passa a fazer parte da nossa família, ele se torna um integrante da casa e que, assim como os outros moradores, precisa ser tratado com respeito, amor e muita responsabilidade, o que inclui a consciência de que levá-lo ao veterinário deverá fazer parte da rotina da família, não apenas nos eventuais momentos de urgência ou emergência, mas, sobretudo, como medida de prevenção.

De acordo com o Médico Veterinário Roberto Luiz Lange, portador do CRMV 2806-PR, diretor da Associação Brasileira dos Hospitais Veterinários (ABHV), conselheiro do CRMV-PR e diretor do Hospital Veterinário Santa Mônica, em Curitiba, levar os pets ao veterinário é importante tanto para garantir a saúde do animal quanto de toda a família. “Além de garantir que o pet fique livre de doenças que possam contaminar os membros da família, a visita ao veterinário vai promover as medidas de medicina preventiva, aumentando assim, a longevidade do animal, com qualidade de vida e diretamente proporcionando bem-estar e satisfação para os humanos envolvidos”, esclarece.

Periodicidade

Dr. Roberto Lange orienta ainda que a idade ideal para frequentar o veterinário, caso não haja nenhuma alteração na saúde do animal, é aos 45 dias de vida para iniciar o protocolo de vacinação, até se completar o quadro de vacinação e desverminação proposto pelo Médico Veterinário. “Logo após o término do esquema vacinal deve-se agendar visita a fim de programar a castração tanto para fêmeas, quanto para os machos. Para cães na fase adulta – com um a seis anos de idade, deve ser feito pelo menos uma visita anual para check-up e revacinação. Cães acima de seis anos são recomendadas duas visitas anuais para monitorar a fase senil”, aconselha.

Check-up

O diretor da ABHV explica que, de modo geral, a realização de um check-up no pet irá incluir avaliação de doenças da boca, tais como tártaro ou presença de dentes de leite, avaliação do escore corporal, exames de sangue e de imagem como ecocardiograma e ultrassonografia. “No entanto, para cada situação o Médico Veterinário fará suas escolhas, levando em conta a idade do paciente, raça, porte e a presença de doenças nas suas várias fases da vida”, ressalta.

Escolhendo o Médico Veterinário

Para aqueles que estão, pela primeira vez, tendo a presença de um pet na família, ou mesmo quem já convive com eles em casa, mas, não sabe o que levar em consideração na hora de escolher o médico veterinário do seu pet, o Conselheiro do CRMV do Paraná enfatiza que todo Médico Veterinário atuante na clínica, consultório ou Hospital de animais de companhia está preparado para promover a saúde dos animais, e que, convém ao tutor, estabelecer uma relação de confiança com o veterinário e obter informações sobre os horários de funcionamento do estabelecimento. “Dê a preferência por locais onde o atendimento seja vinte e quatro horas, e o mais próximo da sua residência, para casos de emergência. Estruturas de clínicas e hospitais normalmente dispõem de todos os exames necessários em um só lugar, além do contar com equipes de especialistas nas diversas áreas”, evidencia.

Ele considera, ainda, que, para o tutor é sempre bom ter uma relação de confiança com o estabelecimento escolhido. Em sua opinião, manter a fidelidade é imperativo para a melhor condução da saúde do pet durante a vida dele. “O estreitamento das relações interpessoais com a equipe de um determinado estabelecimento fará com que o prontuário do paciente fique restrito a um só lugar fazendo com que a tomada de decisões seja mais assertiva. Uma boa oportunidade para se fazer a escolha definitiva é nos momentos iniciais da vida do pet e o tutor poderá avaliar a qualidade do atendimento tanto mais o veterinário tratar de medicina veterinária preventiva”, reforça.

Levando o pet ao Veterinário

Após escolher o profissional que irá cuidar da saúde do seu pet, é hora de saber como levar o seu cão ou gato até ele. De acordo com o Dr. Roberto Lange, os cães devem ser levados ao veterinário em caixas de transporte afixadas no carro por cinto de segurança. “Evite levar o seu pet diretamente no colo, pois alguns animais podem se sentir inseguros e ficar fora de controle devido ao estresse. Isso vale também para os gatos”, garante.

E por falar em gatos, estes também devem ser transportados em caixa de transporte apropriadas para o tamanho de cada animal. “Para os gatos, convém acostumar o animal em casa para entrar e sair da caixa. Isso pode ser conseguido deixando a caixa próxima ao lugar de dormir e alimentar de modo que o animal possa se sentir mais seguro quando for transportado. Sempre que o animal for transportado, preferencialmente deixe a caixa de transporte acima do chão, pois os felinos se sentem mais seguros dessa forma. É, também, altamente recomendado levar com o gato algum objeto que ele gosta de brincar ou coberta utilizada por ele”, detalha o diretor do Hospital Santa Mônica, em Curitiba.

Atenção no dia a dia

Em nossa rotina diária devemos nos manter sempre atentos aos possíveis sinais aparentes no comportamento do pet para identificar se está tudo bem ou se é hora de levá-lo ao veterinário e, em hipótese alguma, consultar o Google, as redes sociais ou ajuda de amigos. A orientação, segundo Lange, é procurar ajuda do Veterinário nas várias manifestações de desconforto como quando o animal estiver, por exemplo, mancando, com lambeduras excessivas, coceiras de modo geral, mau hálito, perda de peso, falha nos pelos, vômitos e/ou diarreias, perda do apetite, emagrecimento, sobre peso, excesso de ingestão de água, entre outros sinais. Enfim, todos os casos que fujam da normalidade devem ser investigados por um Médico Veterinário”, assegura o especialista.

Riscos ao não levar o pet ao Veterinário

Quando o tutor negligencia a ida do pet ao veterinário, ele pode estar colocando em risco, não somente a saúde do animal, mas, também, a de toda a família. “Animais possuem sua suscetibilidade a doenças próprias, porém, algumas dessas doenças podem ser transmitidas ao ser humano, as quais chamamos de zoonoses. Por exemplo a leptospirose, doença que pode contaminar o cão e por conseguinte os humanos. Em regiões endêmicas, a raiva é uma das doenças mais problemáticas e por isso, todos os cães devem ter essa vacina em dia. Algumas verminoses do cão podem, também, contaminar o humano, além do que, as infecções dentárias deles levam a possiblidade de contaminar as pessoas da casa por bactérias, daí a necessidade de se controlar o tártaro com limpezas periódicas”, afirma e finaliza o médico veterinário, Roberto Lange.

Acompanhe nosso Instagram