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Como o comportamento animal pode interferir positivamente ou negativamente nos processos de adoção

Como o comportamento animal pode interferir positivamente ou negativamente nos processos de adoção

Por Pauline Machado

Na entrevista de hoje conversamos com exclusividade com a Médica Veterinária Comportamentalista e Doutora em Psicologia, Ceres Berger Faraco.

Autora de diversos livros e idealizadora do conceito de família multiespécies, a professora Ceres é, também, fundadora do Instituto de Saúde e Psicologia Animal – INSPA, que há 12 anos se dedica à educação em comportamento e bem-estar animal. 

Nossa convidada falou a respeito do abandono de animais e sobre como o comportamento do cão ou do gato pode interferir na decisão na hora da adoção e, na quebra ou na consistência do vínculo dos membros da família com os animais.

Durante a entrevista, Ceres Faraco resasltou ainda a importância da oferta de informações de qualidade sobre comportamento animal, e também sobre as implicações para o animal e para as pessoas quando há falta de informações ou quando elas são ofertadas de maneira equivocada.

Uma entrevista muito importante. Acompanhe!

Pet Med – Para começar, por favor, nos explique o que podemos entender sobre comportamento animal, aqui pensando nos cães e nos gatos.

Ceres Berger Faraco – Comportamento dos cães e gatos, ou seja, o que eles fazem, deve ser considerado como uma resposta, um enfrentamento ao ambiente em que vivem. Se soma ao ambiente, a natureza das relações que têm com os tutores e as emoções que subjazem e estão relacionadas com o ambiente, pessoas e outros animais. Comportamento é o final de um processo de percepção e decisão sobre as situações que os cães e gatos vivem.

Pet Med – Neste aspecto, qual é a importância das pessoas terem informações gerais sobre o comportamento animal antes de adotar um cão ou um gato?

Ceres Berger Faraco – O conhecimento sobre o comportamento dos cães e gatos é fundamental para criar um ambiente adequado, interagir com eles de forma consistente, positiva e compreender o que eles estão comunicando para as pessoas de forma mais precisa. Também, entender a dinâmica e flutuações do comportamento como expressão dos sentimentos, respeitando os momentos de distanciamento, de aproximação e de descanso.

Pet Med – Quais são os riscos para a família e para os animais quando não há essa busca nem essa oferta de informações sobre o comportamento animal?

Ceres Berger Faraco – Há muitas informações disponíveis, mas é preciso que essas tenham qualidade. E, quando se fala em qualidade, quer dizer que sejam corretas e realmente retratem os comportamentos caninos e felinos.

A falta de informações e as que são equivocadas levam a impossibilidade de ajuste entre a família e os animais, suscitam a convivência negativa e consequente frustração para as pessoas e, alta probabilidade de situações aversivas para com os animais. Isso resulta em negligência, problemas de comportamento dos animais e potencial abandono.

Pet Med – Nos processos de adoção é comum ouvir negativas pela adoção por questões comportamentais dos animais, seja por ser medroso, latir muito, apresentar sinais de agressividade, ser desobediente ou até levado demais, dentre outros relatos. Diante disso, de que forma o comportamento animal pode interferir positivamente ou negativamente nos processos de adoção?

Ceres Berger Faraco – Na adoção há uma preferência, na maior parte das vezes, por incluir animais saudáveis, relativamente jovens, tranquilos, dóceis e que não representam alguma chance de problema no futuro. Além disso, são valorizados os que se relacionam bem com pessoas, outros animais e crianças. Portanto, os que demonstram ter esse perfil são os mais desejados e com maior facilidade de encontrar adotantes. Já os que se mostram medrosos, arredios, reativos e que evitam aproximações de pessoas são rejeitados. Há desconhecimento que muitos desses comportamentos são frutos da situação que o animal está vivendo.

Pet Med – Há, ainda, os casos dos animais que já fazem parte da família, mas, por questões comportamentais também correm o risco, quando não, são doados ou abandonados na rua. Diante disso, de que forma o comportamento animal também pode interferir positivamente ou negativamente no dia a dia das famílias multiespécies?

Ceres Berger Faraco – Os animais que têm boa sociabilidade e flexibilidade comportamental têm mais chances de estabelecer vínculos sólidos e permanentes com as famílias. Porém, aqueles com problemas de comportamento podem ter destinos diferentes, o abandono, a doação sem critério, a permanência nas casas sendo negligenciados, sofrerem maus tratos, enfim sempre desfechos negativos. Cabe destacar que, há problemas que não dependem dos animais apenas, algumas vezes, famílias disfuncionais são responsáveis pelos problemas e sua perpetuação, nesses casos a realocação é o melhor caminho.

Pet Med – No dia a dia, o que pode alterar o comportamento dos cães e dos gatos? 

Ceres Berger Faraco – Alterações benéficas para o bem-estar de todos incluem oferecer ao animal suas necessidades básicas, como alimento, proteção, cuidados de saúde e interações adequadas para a espécie. É fundamental uma rotina que permita ao animal ter previsibilidade sobre o que vai ocorrer ao longo do dia e um controle sobre sua vida, seu ambiente e suas interações com outros animais e pessoas.

Pet Med – O que pode ser feito pelos familiares para que não haja oscilação no comportamento dos pets?

Ceres Berger Faraco – Fundamentalmente, que as atitudes sejam acordadas entre as pessoas e seguidas por todos os membros da família para não gerar confusões no animal, criar situações contraditórias provocando insegurança no animal por não saber qual o comportamento desejado naquele momento. Isto é, de certa forma comum, quando alguns permitem um comportamento e outros punem. Lembrando que rotina, exercícios físicos e desafios de aprendizagem são ferramentas para qualificar a vida dos pets.

Pet Med – Quais são as formas de diagnosticar que um cão ou gato está com problemas comportamentais?

Ceres Berger Faraco – Há problemas de diferentes natureza, aqueles que são evidentes como sinais de ansiedade e medo, eliminações inadequadas, vocalização excessiva, lambeduras compulsivas, automutilação, destruição, ameaça às pessoas e outros animais, ataques e mordeduras.

Também, podem estar ocorrendo problemas nos animais que sofrem em silêncio, roem unhas, não se alimentam, não urinam e defecam por longos períodos, ficam imóveis diante de pessoas ou outros animais como se estivessem “congelados” e em pânico. Estas são algumas das situações, mas há inúmeras que merecem ser avaliadas.

Pet Med – Por fim, uma vez identificado problema de comportamento, o que os familiares devem e podem fazer para que seus pets sejam saudáveis nos aspectos físicos, emocionais e comportamentais a fim de proporcionar a eles e a todos da família, uma melhor qualidade?

Ceres Berger Faraco – Sem sombra de duvida, buscar um profissional qualificado para analisar as motivações que levam o animal a apresentar tais comportamentos e estabelecer orientações e protocolos para o controle e a redução das situações que podem romper com o vínculo e ameaçar o bem-estar da família como um todo.

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Comportamento: os animais têm sentimentos?

Comportamento: os animais têm sentimentos?

Comportamento Pet: Os Animais tem sentimentos? Conversamos com aMédica Veterinária Comportamental Daniele Graziani sobre o assunto confira na integra.

Por Pauline Machado

Muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre se os animais têm sentimentos como nós, humanos.

Então, convidamos a Médica Veterinária Comportamentalista, Daniele Graziani, portadora do CRMV/PR 13.752, para nos tirar essa e muitas outras dúvidas relacionadas aos sentimentos dos cães e dos gatos.

Acompanhe!

Pet Med – Para começar, por favor, nos explique o que podemos entender por sentimentos.

Daniele Graziani – Sentimentos são emoções que todos os animais podem experienciar. 

Pet Med – Neste aspecto, podemos dizer que os animais também têm sentimentos? 

Daniele Graziani – Certamente, pois são dotados de um sistema límbico, tal como nós. A área do cérebro responsável pelos sentimentos e emoções é o sistema límbico.

Pet Med – Que tipos de sentimentos os animais, especificamente os cães e os gatos, sentem?

Daniele Graziani – Até onde sabemos, os animais possuem os sentimentos menos complexos, semelhante a uma criança, como: raiva, medo, alegria, tristeza, repulsa e surpresa. 

Pet Med – A partir dessa compreensão, qual é a relação dos sentimentos dos cães e dos gatos com as cinco liberdades dos animais?

Daniele Graziani – Quando pensamos que eles devem estar livres de estresse e medo, assim com livre de dor, lhe garanto que, com frequência, não somos bem sucedidos. É comum que suas emoções sejam subestimadas, por pura ignorância de nossa espécie. Até mesmo na veterinária, a dor é subestimada. Em minha rotina como Médica Veterinária Comportamental, atendo com frequência animais que apresentam alteração comportamental por sentirem dor, mas que, no dia a dia, parecem dispostos, com apetite e sem expressar claudicação ou vocalização, e assim a alteração comportamental não é considerada como sinal clínico, e o animal chega para tratamento do comportamento, quando na verdade o problema é clínico. Muitos desses casos há dor significativa, que passa despercebida. Imagine, então, suas emoções. Um animal que apresenta agressividade está expressando algo que ele não consegue explicar verbalmente, mas muitas vezes são vistos como “animais maus”.

Pet Med – No dia a dia com os animais, como os humanos podem compreender o que os cães e os gatos estão sentindo?

Daniele Graziani – Como os pais conseguem compreender um bebê? É estudando e observando. Animais se comunicam com vocalizações, comportamentos e linguagem corporal. Observar livre de julgamentos é importante, pois muita coisa errada é dita por ai, como por exemplo, dizer que um animal esta tentando se vingar. Essa frase não tem qualquer base cientifica.

Pet Med – Qual é a importância de nós humanos desenvolvermos essa habilidade de compreender os sentimentos dos animais, para um convívio mais saudável e em equilíbrio com eles?

Daniele Graziani – Quando escolhemos conviver com outra espécie, desejamos formar um vínculo com a mesma, certo? A base de qualquer relacionamento é uma boa comunicação. Se não formos capazes de entender o que a outra parte comunica como podemos criar vínculo? É preciso entender como eles se sentem, para sabermos se estamos agradando ou estressando. 

Pet Med – Por fim, por favor nos oriente sobre como desenvolver a habilidade de compreender os sentimentos dos animais.

Daniele Graziani – Existem hoje muitos materiais teóricos mostrando linguagem corporal de cães e gatos. É preciso estudar. 

Gato com rabo alto esta feliz em lhe ver, já o cão expressa essa emoção com rabo relaxado e balançante. Vale saber, que nem todo balançar de rabo em cães indica felicidade, tal como, nem todo sorriso é felicidade em humanos. É preciso compreender linguagem corporal e contexto. 

Eles se comunicam com postura de cauda, orelhas, postura do corpo, expressão facial, vocalizações diversas. Um cão rosnando, por exemplo, está lhe informando que não esta confortável com algo, mas frequentemente as pessoas consideram errado um cão rosnar, interrompendo esse comportamento. 

Um cão que não pode expressar desconforto faz o que quando sentir? Guarda pra si? É preciso compreender que um cão quando se sente ouvido, dificilmente morderá, pois, se ele é respeitado quando expressa desconforto, não verá necessidade em ser mais incisivo.

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