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Entrevista com Médico Veterinário Rodrigo Luís Morais da Silva

Por Pauline Machado

Muitas das doenças comuns a nós, seres humanos, também afetam a saúde, a mobilidade e o bem-estar de cães e gatos, como os problemas ortopédicos, por exemplo.
Mas, o que a família, no dia a dia com os pets pode fazer para prevenir que eles venham a desenvolver algum tipo dificuldade ortopédica?
E, os avanços da Medicina Veterinária, como ajudam na prevenção e no tratamento dessas doenças?
Para esclarecer essas questões, conversamos com exclusividade com o Médico Veterinário
Rodrigo Luís Morais da Silva
, portador do CRMV/RJ 7219.


Acompanhe!

Médico Veterinário
Rodrigo Luís Morais da Silva


O que podemos compreender como problemas ortopédicos em cães e gatos?


Os problemas ortopédicos em cães e gatos são bem comuns e semelhantes aos dos seres humanos, como problemas articulares, fraturas, problemas de más formações, de ruptura de ligamentos, lesões traumáticas, entre outros.


Neste aspecto, quais são as principais doenças ortopédicas que acometem os cães?


Falando de doenças ortopédicas, as mais comuns nos cães são as rupturas de ligamentos e as luxações. Claro, que, se a gente for pensar em doença como uma fratura, precisamos entender que uma fratura é um trauma, que a gente tem, muitas vezes por quedas, muitos atropelamentos, luxações decorrentes de atropelamentos, mas, doenças, em si, basicamente são as doenças de rupturas dos ligamentos, as doenças metabólicas, que geram, inclusive, tumores, neoplasias: essas são as mais comuns da rotina, assim como as luxações que ocorrem por conta de doenças específicas.


E no caso dos gatos?


Os gatos também são predispostos a terem problemas tradicionais como as luxações. Por serem muito astutos, pulam muito, brincam muito e acabam que, por ventura, tenham algum tipo de lesão traumática, portanto, luxações, rupturas, fraturas são bem comuns na rotina dos gatos, também.


Pensando no dia a dia dos tutores com seus animais de estimação, de que modo as famílias podem identificar se seus pets estão desenvolvendo ou já têm algum problema ortopédico?


O principal problema ortopédico que a gente vê seria a doença articular. É uma doença bem comum. Eu daria um foco grande para isso, porque é uma doença muito presente nos cães e nos gatos.

Ainda assim, existe uma máxima de que o animal está velho e deixa de fazer atividade porque está velho, mas, na verdade, ele deixa de fazer atividade porque tem dor articular.
Então, muitos dos nossos pacientes, cães e gatos, têm problemas articulares de doença, artrose, que é semelhante à artrose do ser humano, e a gente vê os proprietários fazendo essa analogia de que o animal está velho e que não quer mais fazer as coisas.


Não, pelo contrário! Na verdade, eles têm muita dor articular e precisam ser tratados. Quanto antes o animal for avaliado por um Médico Veterinário, melhor você consegue entender o caso.


Então, aqueles cães e gatos que deixaram de subir e descer escada, de subir no sofá, que estão escorregando muito, que têm dificuldade para levantar, eles estão mostrando para os tutores que têm dificuldades e que têm algum quadro de sintomatologia de dor.


Neste sentido, o mais importante a fazer é o tutor compreender o quanto o seu animal consegue fazer atividade. Por exemplo, é muito comum que os tutores de animais jovens queiram que eles façam muitos tipos de atividades enquanto eles ainda estão em
crescimento. No entanto, isso não é recomendado. O animal, até um ano, um ano e meio de idade não deve ter um exercício muito exagerado, porque pode causar problema de crescimento.


Por outro lado, os animais quando os animais conseguem chegar a uma meia idade para uma idade mais avançada, eles também vão diminuindo o nível de atividade e muitos tutores não conseguem entender isso, e continuam mantendo as atividades, enquanto elas devem ser controladas.


São coisas simples do dia a dia, mas, sempre respeitando o quanto esse animal consegue fazer atividade mantendo a qualidade de vida sem nenhum tipo de dor ou outras complicações.


De modo geral, em que casos é preciso intervenção cirúrgica e em quais a fisioterapia já pode resolver?


As cirurgias são comuns, sim, para determinados casos. Alguns pacientes precisam ter cirurgias para que seja feito o salvamento daquela articulação específica, falando de uma doença articular ou uma substituição dessa articulação por uma prótese, mas, essa não é a maior parte das ocorrências.
A maior parte dos casos são tratamentos conservadores em que a gente maneja a vida do animal, entra com produtos regeneradores articulares, faz fisioterapia, atividades moderadas, então, tudo isso melhora muito a qualidade de vida do animal.


Qual é a importância do uso dos protetores pós-cirúrgicos, como os desenvolvidos pela Pet Med, para a recuperação de cães e gatos, seja no pós-cirúrgico, no pós ou durante a fisioterapia ou no dia a dia dos animais?


Os protetores da Pet Med são importantes porque no pós-operatório, ou a gente usa roupa protetora ou os colares elizabetanos.

Mas, a realidade é que o uso dos colares ainda é muito negligenciado pelos tutores, por se tratar de uma estrutura não muito amigável ao pet, causando, por consequência, uma reação aos donos a não usar, e sendo os da Pet Med desenvolvidos com tecido, reduz esse incômodo aos pets.
Enquanto as roupas, quando são bem feitas, no formato bem feito, como as da Pet Med, elas dão uma segurança importante para os animais não terem acesso ao local da cirurgia, impedindo que eles coloquem a boca e tentem tirar os pontos, podendo infectar o local, e essa segurança é muito importante para a nossa rotina no dia a dia.


E, quais são as possíveis consequências para o pet que apresenta problema ortopédico, mas, que não é tratado? Que tipo de sequelas podem se tornar definitivas para ele?


Quando não se é tratado, o que, consequentemente gera, é uma incapacidade motora de se levantar, correr, pular, fazer exercício, então, isso é muito importante, que seja diagnosticado e tratado pelo Médico Veterinário o quanto antes, para que os pacientes
tenham qualidade de vida. Isso é o mais importante!


Como deve ser o dia a dia do pet e sua família para que ambos tenham uma qualidade de vida saudável para lidar com essa situação?


A consciência dos proprietários é o ponto fundamental de qualquer tipo de tratamento. É o que eu mais enfatizo durante as minhas consultas: orientar os proprietários sobre a importância de ter consciência.


Eu mostro bem isso para eles, porque os animais são adquiridos ou adotados por um bem da família, passam a ser filhos, passam a ser um ente querido, mas a gente tem que ter a consciência do que o pet pode fazer e do que ele não pode fazer. E, até onde a gente, tutor, estava exagerando em algumas situações.


Logo, os animais que têm problemas ortopédicos precisam ser acompanhados e ser educados no sentido de que nem tudo eles poderão fazer.


Aquele animal que pode ir na praia, correr e brincar, nadar muito, na verdade, ele deve continuar fazendo, mas, às vezes, ele tem um problema articular que não gera tanta qualidade de atividade que vai ter um pós ato pior, então, você deve controlar esse animal.
Ele pode ir à praia? Pode, mas, ele não precisa ficar jogando um coco na água 20 vezes, ele pode ir uma ou duas vezes na água.


Ele pode correr na areia? Pode. Ele pode dar uma corridinha e voltar, mas, ele não pode ficar brincando o tempo todo, porque, consequentemente, o dia desse animal não vai ser bom e os próximos dias serão bastante doloridos para ele, então, tem que existir uma consciência do tutor com relação a isso.


Nestes casos, qual é o papel do Médico Veterinário na orientação aos tutores, tanto quanto sobre as possíveis consequências no dia a dia do animal, quanto na inclusão e adaptação do pet em sua nova realidade?

O papel do Médico Veterinário é fundamental nessa e em outras orientações, como nas consultas pediátricas, sobre o cumprimento das vacinas, sobre essas orientações de que animal tem uma predisposição a ter um problema articular que tenha um controle por meio da realização de radiografias, avaliações, uso de produtos, manejo do ambiente desde o início, tudo isso é muito importante para gerar qualidade de vida ao pet.
É fundamental que o Médico Veterinário, desde o início da vida do animal, das consultas pediátricas, já oriente os tutores com relação a isso
.


Para finalizar, por favor, comente como está, atualmente, o cenário da Ortopedia na Medicina Veterinária no Brasil. Quais são os avanços já conquistados, o que os Médicos Veterinários terão acesso durante a Ortovet Expert 2022 e como isso se reverte para a prevenção e para o tratamento dos cães e gatos?


É fundamental destacar o papel do Médico Veterinário no atual cenário, pois, hoje, nós tratamos de filhos, realmente, a gente não trata mais de cães e gatos.


Atrelado a isso, temos a Medicina Veterinária que avançou muito. Todas as clínicas, em todos os cantos do Brasil, têm muitas especialidades, exames muito avançados como tomografia, ressonância magnética, tudo isso passou a ser uma rotina dentro da nossa conduta veterinária.


E é isso que a gente faz nos eventos. Trazemos as novidades do mundo para, no nosso caso, o meio da ortopedia, para que cada vez mais os veterinários estejam especializados, estejam com a medicina de ponta realmente acessível para que haja maior qualidade de serviço e no tratamento dos nossos pacientes.


Essa é a ideia da Ortovet Expert 2022: trazer o que tem de melhor no mundo para o Brasil
mostrando e capacitando ainda mais os Médicos Veterinários que, por algum motivo, não
conseguem sair do Brasil para ampliar a sua qualificação, então, com o evento, estamos
trazendo para o nosso País.

Ortovet Expert 2022
Dias:11, 12 e 13 de julho
Local: Rio de Janeiro
Informações: www.ortovetexpert.com.br

Ortovet Expert 2022