No ambiente hospitalar veterinário, o sucesso de um tratamento vai muito além da precisão técnica, ele depende diretamente de como o paciente reage ao meio e à manipulação.
Dentro do conceito Pet Med 360°, o cuidado é visto como uma jornada integrada, onde o bem-estar emocional do animal influencia o resultado clínico. Por isso, quando lidamos com pacientes que enfrentam dor ou medo, reduzir a manipulação excessiva e o estresse sensorial deixa de ser apenas uma gentileza e passa a ser fundamental para garantir a segurança de todos.
Para explicar como tudo isso se dá no dia a dia da rotina de um hospital veterinário, conversamos com a Médica Veterinária, Mayara Fernandes Costa, coordenadora veterinária geral Hospital Animal Clinic e coordenadora Animal Clinic Academy, em Curitiba, no Paraná. Mayara é, também, pós graduada em Hematologia Veterinária e tem, em sua formação continuada, MBA Liderança e Gestão de Pessoas.
De acordo com ela, adotar um manejo que prioriza o conforto permite que a equipe médica trabalhe com mais previsibilidade, substituindo contenções severas por soluções anatômicas e protetoras. “Ao utilizarmos tecnologias têxteis respiráveis e barreiras inteligentes, como as desenvolvidas pela Pet Med, criamos um ecossistema que preserva a integridade da ferida cirúrgica e, ao mesmo tempo, a tranquilidade do pet. Essa abordagem otimiza o tempo da equipe e evita intervenções constantes, tornando a rotina hospitalar mais fluida e eficiente”.
Nesta entrevista, vamos falar sobre como o equilíbrio entre diagnóstico, proteção e conforto facilita a jornada do animal, desde a entrada na clínica até a alta domiciliar. Ao oferecer uma proteção que respeita a anatomia e os movimentos do pet, conseguimos preservar o equilíbrio emocional de quem cuida e garantir uma recuperação mais confortável e segura para quem é cuidado. É o cuidado 360° aplicado na prática para transformar resultados e fortalecer o vínculo de confiança entre profissionais e famílias.
Acompanhe a entrevista e compartilhe com amigos e familiares.
Pet Med - Na rotina de um hospital ou clínica, quais são os maiores desafios e riscos que a equipe enfrenta ao lidar com pacientes com dor, medo ou em recuperação?
Mayara Fernandes Costa - Na rotina hospitalar, pacientes em dor, medo ou em período de recuperação representam um grupo de alto risco tanto do ponto de vista clínico quanto operacional. Do ponto de vista comportamental, esses pacientes frequentemente apresentam respostas de defesa exacerbadas, mediadas por ativação do sistema nervoso simpático, o que aumenta significativamente a incidência de eventos adversos ocupacionais, como mordeduras e arranhaduras. Esse cenário impacta diretamente a segurança da equipe e pode comprometer a execução adequada de procedimentos diagnósticos e terapêuticos. Sob o aspecto fisiológico, o estresse não controlado promove liberação sustentada de catecolaminas e glicocorticoides, resultando em alterações hemodinâmicas, imunomodulação negativa e interferência em parâmetros laboratoriais. Isso pode levar à interpretação equivocada de dados clínicos, além de prejudicar processos fundamentais como cicatrização tecidual e resposta inflamatória adequada. Outro fator crítico é o aumento da necessidade de contenção física e manipulação repetida. Adicionalmente, há impacto direto na eficiência operacional do serviço. Pacientes reativos demandam maior tempo, maior número de profissionais envolvidos e, frequentemente, uso adicional de sedação, em casos necessários, o que aumenta custos, prolonga o tempo de internação e reduz a previsibilidade dos fluxos assistenciais. Dessa forma, o manejo desses pacientes deve ser estruturado a partir de uma abordagem multimodal, integrando analgesia eficaz, estratégias de redução de estresse e métodos de contenção menos invasivos, como as técnicas estudadas através do Manejo Cat Friendly.
Pet Med - Animais em recuperação tendem a apresentar reações inesperadas. Quais são as situações mais comuns de risco nesse período?
Mayara Fernandes Costa - Durante o período de recuperação, os principais riscos estão associados à combinação de dor, estresse e efeitos residuais de sedação ou anestesia. Na fase imediata, é comum observar agitação e desorientação, com risco de quedas, traumas e remoção acidental de dispositivos como cateteres e sondas. Outro ponto frequente é a automutilação, especialmente em casos de analgesia inadequada, levando à deiscência de suturas e infecções, devido a isso, é imprescindível a utilização de medidas de segurança para o paciente imediatamente após procedimentos com o uso de curativos, cones, roupas pós cirúrgicas ou demais acessórios que garantam e evitem acidentes como esses. Esses fatores reforçam a necessidade de um manejo que priorize controle da dor, redução de estresse ambiental, como som, temperatura e luzes, e proteção eficaz do paciente.
Pet Med - Como o estresse do paciente impacta o dia a dia dentro da clínica, tanto para a equipe quanto para o próprio animal?
Mayara Fernandes Costa - O estresse do paciente impacta diretamente tanto os desfechos clínicos quanto a dinâmica da equipe dentro da clínica. Para a equipe, pacientes estressados são mais reativos, o que aumenta o risco de acidentes durante a manipulação e torna procedimentos simples mais demorados e complexos. Isso exige mais contenção, maior número de profissionais envolvidos e reduz a eficiência da rotina. Por isso, reduzir o estresse não é apenas uma questão de conforto, mas essencial para melhorar resultados clínicos e otimizar a rotina hospitalar.
Pet Med - De que forma o comportamento do paciente influencia diretamente na precisão de um exame ou no sucesso imediato de um procedimento?
Mayara Fernandes Costa - O comportamento do paciente influencia diretamente na qualidade dos dados obtidos e na execução segura dos procedimentos. Pacientes estressados ou reativos apresentam alterações fisiológicas importantes que podem interferir na interpretação de exames clínicos e laboratoriais. Além disso, a contração muscular, vocalização e movimentação constante dificultam a realização de exames de imagem, coletas sanguíneas e avaliações físicas precisas. Em procedimentos, a falta de colaboração do paciente compromete a precisão e prolonga o tempo de execução, por isso, o manejo comportamental e ambiental com técnica da equipe para reduzir gatilhos de estresse é fundamental.
Pet Med – Como a redução do estresse do paciente durante a internação influencia a estabilidade clínica, a execução dos procedimentos e a eficiência da rotina da equipe hospitalar?
Mayara Fernandes Costa - O estresse do paciente é um fator importante dentro da rotina clínica, mas quando bem manejado, pode ser significativamente reduzido, favorecendo tanto a recuperação quanto a dinâmica da equipe. Ao adotarmos estratégias de manejo mais confortáveis e menos invasivas, conseguimos manter o paciente mais estável, responsivo e colaborativo ao tratamento. Na prática, pacientes mais tranquilos permitem uma execução mais precisa e ágil dos procedimentos, com menor necessidade de contenção e menor risco de intercorrências. Isso torna a rotina mais fluida, segura e previsível para toda a equipe. Além disso, um ambiente que prioriza o bem-estar contribui diretamente para uma experiência mais positiva durante a internação, refletindo em melhores desfechos clínicos e maior confiança por parte dos responsáveis.
Pet Med - Considerando que a manipulação constante e a contenção física geram mais estresse e podem se tornar gatilhos para reações inesperadas, de que forma estratégias de manejo bem planejadas conseguem reduzir esses riscos e criar uma rotina clínica mais segura, previsível e eficiente para todos - equipe médica e pacientes?
Mayara Fernandes Costa - Estratégias de manejo bem planejadas atuam diretamente na redução de estímulos estressores e na previsibilidade das respostas do paciente. Ao priorizar abordagens menos invasivas, com controle adequado da dor, ambiente mais tranquilo e uso de métodos de proteção que respeitam a anatomia e o conforto do animal, conseguimos manter o paciente mais estável do ponto de vista comportamental e fisiológico. Isso reduz a necessidade de contenções físicas intensas e de manipulações repetidas, diminuindo a ocorrência de reações inesperadas e tornando os procedimentos mais seguros e consistentes. Além disso, promove uma rotina mais organizada e previsível, com menor desgaste físico e emocional dos profissionais, ao mesmo tempo em que proporciona uma experiência mais tranquila e segura para o animal e à sua família. Dessa forma, o manejo estruturado deixa de ser apenas um suporte e passa a ser parte central da estratégia clínica, evitando traumas para o próprio paciente.
Pet Med – E quanto à saúde emocional da equipe veterinária? De que forma a escolha por essas soluções que protegem o animal de forma menos invasiva, reflete no dia a dia do emocional dos médicos veterinários?
Mayara Fernandes Costa - A escolha por soluções menos invasivas tem impacto direto não apenas no paciente, mas também na saúde mental da equipe e na organização da rotina clínica. Quando o manejo é mais confortável e previsível, há redução significativa da necessidade de contenções intensas e intervenções repetidas, o que diminui o desgaste físico e emocional dos profissionais. Isso contribui para um ambiente de trabalho mais tranquilo, com menor tensão durante os atendimentos e maior sensação de segurança e retrabalho. Além disso, pacientes mais estáveis e adaptados ao tratamento tornam a rotina mais fluida e organizada, com menor incidência de intercorrências e menor necessidade de ajustes constantes no manejo. Do ponto de vista da equipe, isso se reflete em maior foco, melhor desempenho e redução de sobrecarga, fatores que estão diretamente relacionados à qualidade da assistência prestada. Dessa forma, ao optar por soluções que respeitam o conforto e a individualidade do paciente, promovemos um ambiente de trabalho mais equilibrado, sustentável e eficiente.
Pet Med - A movimentação no pós-operatório ainda é um desafio importante. Quais complicações podem surgir quando esse controle não é bem feito?
Mayara Fernandes Costa - O controle inadequado da movimentação no pós-operatório pode levar a complicações relevantes, principalmente relacionadas à integridade da ferida cirúrgica e ao sucesso do procedimento. Entre as principais, destaco a deiscência de suturas, formação de seromas e hematomas, além de edema e dor exacerbada. Em cirurgias ortopédicas, a movimentação excessiva pode comprometer a estabilidade de implantes, atrasar a consolidação óssea e até levar à falha do procedimento. Além disso, o excesso de atividade aumenta o risco de sangramentos, inflamação local e necessidade de reintervenção. Por isso, o controle da movimentação, desde que assistida e controlada, por exemplo em casos de indicação de sessão de fisioterapia intra-hospitalar, associado à analgesia adequada e a métodos de proteção eficazes, é fundamental para garantir uma recuperação segura e previsível.
Pet Med - De que maneira tecidos que permitem a respirabilidade e possuem ação antimicrobiana facilitam a cicatrização, reduzindo a necessidade de manipulação constante da ferida pela equipe?
Mayara Fernandes Costa - Tecidos com alta respirabilidade e ação antimicrobiana contribuem diretamente para a criação de um microambiente mais favorável à cicatrização. A respirabilidade permite adequada troca gasosa e controle da umidade local, evitando tanto o acúmulo excessivo de exsudato quanto o ressecamento da ferida, condições que podem atrasar o processo cicatricial. Ao manter esse equilíbrio, favorece-se a regeneração tecidual de forma mais estável. Já a ação antimicrobiana atua na redução da carga bacteriana local, diminuindo o risco de contaminação e infecções secundárias, que são causas frequentes de complicações e necessidade de intervenções adicionais. Na prática, isso resulta em uma evolução mais previsível da ferida, com menor incidência de intercorrências, o que reduz a necessidade de trocas frequentes de curativos e manipulação constante pela equipe.
Pet Med – E quanto a adoção de estratégias "Pet Friendly"? Como reflete na percepção de valor e confiança que os familiares responsáveis têm no serviço prestado?
Mayara Fernandes Costa - A adoção de estratégias Pet Friendly impacta diretamente a forma como os familiares percebem o cuidado prestado, fortalecendo a confiança e o valor atribuído ao serviço. Quando o familiar responsável observa que o ambiente, o manejo e as condutas são pensados para reduzir o estresse e promover conforto, há uma percepção clara de que o cuidado vai além do tratamento técnico, contemplando também o bem-estar do animal de forma integral. Isso gera mais segurança durante todo o processo, desde a internação até a alta, e melhora a comunicação entre equipe e família, já que o responsável passa a compreender que cada conduta tem como objetivo não apenas tratar, mas também proporcionar uma experiência mais tranquila para o paciente. Como complemento, a estrutura física e os protocolos institucionais também têm um papel fundamental nesse processo. A adoção de ambientes separados para diferentes espécies, como a internação exclusiva para felinos e áreas de espera adaptadas, reduz significativamente estímulos estressores e contribui para uma experiência mais segura e tranquila. Certificações específicas, como o selo Cat Friendly Practice Gold, reforçam esse compromisso ao validar que a clínica segue padrões internacionais de cuidado voltados especialmente às necessidades dos gatos. Esse tipo de reconhecimento transmite ainda mais credibilidade ao serviço e segurança aos responsáveis, evidenciando que o bem-estar do paciente está no centro de toda a jornada de atendimento.
Pet Med - Como a construção dessa jornada de cuidado — que envolve diagnóstico, proteção e conforto, ou seja, um manejo mais inteligente e confortável, preserva o equilíbrio emocional não só do pet, mas de todos os envolvidos no ciclo do cuidado, como equipe médica, auxiliares e familiares do pet?
Mayara Fernandes Costa - A construção de uma jornada de cuidado integrada, que une diagnóstico, proteção e conforto, impacta diretamente o equilíbrio emocional de todos os envolvidos no processo. Quando o paciente é conduzido por um manejo mais inteligente e menos invasivo, ele se mantém mais estável, com menor nível de estresse e melhor adaptação ao ambiente clínico. Isso se reflete em uma recuperação mais tranquila e previsível para um momento que realmente é desafiador na saúde e recuperação do animal enfermo. Para a equipe, esse cenário reduz a tensão associada a manejos mais intensivos, diminui o risco de intercorrências e permite uma atuação mais segura, organizada e confiante. O resultado é um ambiente de trabalho mais equilibrado, com menor desgaste físico e emocional. Já para os familiares, perceber que o pet está confortável, protegido e sendo cuidado de forma respeitosa e com toda oferta de técnicas, ambientes e manejos que favorecem e priorizam a saúde e segurança com redução de gatilhos estressantes, fortalece o vínculo de confiança com a equipe e traz mais tranquilidade durante todo o processo, desde a internação até a recuperação em casa. Dessa forma, ao integrar técnica e bem-estar, criamos um ciclo positivo de cuidado, onde todos, paciente, equipe e responsáveis, se beneficiam de uma experiência mais segura, humanizada e eficiente.
Pet Med – Neste cenário, como os acessórios de proteção – como roupas protetoras e pós-cirúrgicas, contribuem para que o animal precise de menos contenção durante o tratamento?
Mayara Fernandes Costa - As soluções de proteção, como roupas anatômicas e protetoras, atuam diretamente na redução da necessidade de contenção ao oferecerem uma barreira física eficiente sem limitar o conforto e a mobilidade do paciente. Por serem desenvolvidas para se adaptar à anatomia e aos movimentos do animal, essas roupas permitem a proteção contínua de áreas cirúrgicas ou lesões, reduzindo comportamentos como lambedura, mordedura ou manipulação da ferida, que são, muitas vezes, os principais motivos para contenções mais restritivas. Além disso, ao substituírem métodos tradicionais que podem gerar desconforto, como colares elizabetanos rígidos, promovem maior adaptação do paciente, que tende a se manter mais tranquilo e menos reativo ao longo do tratamento. Na prática, isso diminui a necessidade de intervenções frequentes da equipe, reduz o estresse associado à manipulação constante e favorece uma rotina mais fluida e segura. Dessa forma, essas soluções deixam de ser apenas um recurso de proteção e passam a atuar como aliadas no manejo clínico, contribuindo para maior conforto, previsibilidade e melhores desfechos durante a recuperação.
Pet Med - Do ponto de vista da gestão clínica, qual a vantagem de utilizar acessórios que evitam a troca constante de curativos e a supervisão ininterrupta do paciente?
Mayara Fernandes Costa - Do ponto de vista da gestão clínica, a utilização de acessórios que reduzem a necessidade de trocas frequentes de curativos e supervisão contínua impacta diretamente na eficiência operacional do serviço. Ao diminuir intervenções repetitivas, a equipe ganha tempo assistencial, podendo direcionar esforços para atividades mais estratégicas e para o acompanhamento clínico de maior complexidade, além de redução de custos com trocas repetitivas de curativos sem a real necessidade e indicação. Isso contribui para uma rotina mais organizada, com melhor distribuição de tarefas e maior previsibilidade nos fluxos de atendimento. Além disso, a redução da manipulação constante favorece a estabilidade do paciente, o que diminui ao número de intercorrências e a necessidade de retrabalho, fatores que impactam diretamente nos custos e no tempo de internação. Outro ponto relevante é a padronização do cuidado. Quando utilizamos soluções que mantêm proteção eficaz por mais tempo, conseguimos garantir maior consistência na qualidade da assistência, independentemente de variações na rotina ou na equipe. Na prática, isso se traduz em ganho de produtividade, otimização de recursos, maior segurança e uma experiência mais positiva tanto para a equipe quanto para o paciente.
Pet Med - Pensando no conceito Pet Med 360°, como a integração entre diagnóstico, proteção e bem-estar facilita a jornada do pet desde a entrada na clínica até a alta hospitalar e domiciliar?
Mayara Fernandes Costa - Desde a entrada no Hospital, um manejo que prioriza redução de estresse e adaptação ao ambiente já contribui para avaliações mais precisas e decisões clínicas mais assertivas. Ao longo do tratamento, a associação entre diagnóstico bem direcionado, controle adequado da dor e uso de soluções de proteção confortáveis favorece a estabilidade do paciente e reduz a necessidade de intervenções repetidas. Isso permite uma evolução clínica mais previsível, avaliação de evolução clínica mais precisa, com menor incidência de intercorrências e maior segurança tanto para o animal quanto para a equipe. No período de recuperação e na alta, essa integração continua sendo fundamental, pois facilita a continuidade do cuidado em casa, com menos restrições, mais conforto e maior adesão dos responsáveis às orientações. Na prática, essa abordagem transforma a experiência do paciente dentro do Hospital, tornando a jornada mais tranquila, eficiente e segura, reforçando a confiança dos familiares desses animais em todo o processo de cuidado.
Pet Med - Se achar necessário, use o espaço abaixo para complementar, acrescentando outras informações que entenda como importantes e não tenham sido abordadas durante a entrevista.
Mayara Fernandes Costa - Ao longo da evolução da medicina veterinária, fica cada vez mais evidente que resultados clínicos consistentes estão diretamente ligados a uma abordagem que vai além do tratamento da doença. Integrar diagnóstico, proteção e bem-estar não apenas melhora os desfechos, mas transforma toda a experiência do paciente dentro da clínica. Um manejo mais inteligente, que reduz o estresse, respeita a individualidade do animal e utiliza soluções que promovem conforto e segurança, contribui para uma recuperação mais previsível, uma rotina mais eficiente e um ambiente mais equilibrado para todos os envolvidos. Esse olhar ampliado sobre o cuidado já é uma realidade dentro da Animal Clinic, onde o bem-estar animal é parte central da estratégia clínica. Desde a estrutura física até os protocolos de manejo e internação, cada etapa é pensada para oferecer uma experiência mais tranquila, segura e humanizada, tanto para o paciente quanto para sua família. Mais do que uma tendência, esse modelo representa um avanço necessário na forma de cuidar, onde técnica e sensibilidade caminham juntas para entregar uma medicina veterinária mais completa, eficiente e respeitosa.
Por Pauline Machado, jornalista e médica veterinária, pós-graduada em Clínica Médica de Cães e Gatos e mestranda em Ciências Veterinárias na área de Saúde Única pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).






