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Em homenagem ao mês do veterinário, a Pet Med conversou com o médico veterinário Marcelus N. Sanson, CRMV Pr/1153, graduado pela Universidade Federal do Paraná, com mais de 40 anos de profissão. Acompanhe essa entrevista sobre sua carreira e um pouco do dia a dia de quem segue essa profissão tão bela.

Jornalista Responsável: Pauline Machado

1– Como foi a sua convivência com os animais ao longo da sua infância e adolescência?

Como toda criança, o relacionamento com os animais foi muito saudável e de muito ensinamento. O entendimento do benefício que eles traziam para o equilíbrio de nossas vidas, mesmo nos momentos mais difíceis e conturbados a presença deles era um alento e uma fuga em nossas vidas.

2 – Por qual motivo você decidiu ser Médico Veterinário?

Sempre gostei muito da Ciência Médica e observava o abismo que existia entre a Medicina aplicada aos humanos em relação a Medicina aplicada aos animais e aliado ao fato deste carinho e respeito que sempre tive por estas criaturas, resolvi fazer, praticar e procurar encontrar o caminho para fazer melhorar esta distância e acho que estamos muito melhores hoje.

3Como você via a profissão antes de entrar na faculdade?

Era tudo muito precário, muito igual e a régua era muito baixa, pouca ciência e muito improviso, pouca informação, pouca tecnologia e acesso difícil a ela.

4 – E ao terminar a graduação, como você vê a importância da profissão para a sociedade como um todo?

Vejo dois cenários no sentido da importância de nossa profissão:

  1. A cada vez mais relevante e necessária presença no médico veterinário como agente de Saúde Única em todos os diversos campos de atuação e como promotor da Saúde Animal em especial com relevância no bem-estar e equilíbrio da relação homem-animal.
  2. Preocupa o fato de estarmos perdendo a qualidade dos egressos das mais de 500 “faculdades” de Veterinária no Brasil. Saem totalmente desqualificados em sua esmagadora maioria, despreparados para o mercado e assumir uma carreira.

5 – Quais são os maiores desafios no dia a dia do Médico Veterinário atualmente?

Na minha opinião o maior desafio é sua qualificação e preparo para uma longa jornada de muito trabalho, desafios, alegrias e frustrações e acho que aí pode residir o problema do despreparo de um significativo número de profissionais

6 – E as maiores gratificações da profissão?

Uma das maiores sensações é saber que somos úteis e promotores deste maravilhoso equilíbrio entre o homem e os animais, também como geradores de empregos, receita e riquezas para nosso País. Hoje representamos um segmento onde temos uma participação significativa no PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil.

7 – Qual é ou quais são as suas especializações?

Tenho a formação como médico veterinário e Mestrado em Ciências Veterinária, mas hoje me dedico quase que exclusivamente a gestão de meu hospital, sou vice-presidente da ABHV (Associação Brasileira dos Hospitais Veterinário).

8 – Por quais motivos você escolheu essas áreas de atuação?

Como gestor foi pelo fato do crescimento do nosso hospital, onde temos sob responsabilidade mais de 100 pessoas e também pelo gosto desta nova, importante  e crescente modalidade na medicina veterinária que é a Gestão.

9 – De modo geral, como é o seu dia a dia como médico veterinário?

É a de um gestor de um grande time. Estar atento a tudo, acompanhar todos os processos e protocolos do hospital, me reunir com as demais lideranças, buscar estratégias de crescimento, avaliar desempenhos, acompanhar andamento dos atendimentos do hospital, entre tantas outras funções.

10 – O que você diria às pessoas que querem ser Médicos Veterinários?

Primeiro lugar, aliem a paixão pelos animais com o gosto pela medicina, pela ciência. Preparem-se e treinem muito suas habilidades em comunicação, relacionamentos e tolerância, pois penso que este é um dos principais desafios que enfrentamos em nossas vidas e carreiras. Estudem muito e sejam sempre muito disponíveis. E parafraseando o Dado Scheneider “O Mundo Mudou Bem na Minha Hora”.