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Por Pauline Machado

O mês de maio foi escolhido como o mês de combate à Doença Inflamatória Intestinal
para alertar os tutores aos sinais clínicos dos seus pets, devido a vários animais
apresentarem os sintomas da doença, e que na maioria das vezes, podem passar
como “normais”.

Então, para entendermos melhor o que é a DII e como podemos prevenir e tratar a
doença, conversamos, dessa vez, em conjunto, com a Médica Veterinária Analúcia
Nogueira Nunes (CRMV-RJ 8721), pós-graduada em gastroenterologia pela Quallitas
e membro associada do Colégio Brasileiro de Endoscopia e Videocirurgia Veterinária,
e com o Médico Veterinário Renato Campello Costa (CRMV-RJ 4681), mestre em
Clínica Médica pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro – UFRRJ e diretor
técnico da Associação Brasileira de Hospitais Veterinários – ABHV.

O que podemos entender por DII?
É um grupo de doenças intestinais crônicas que são caracterizadas por uma
infiltração difusa dentro da lâmina própria por várias populações de células
inflamatórias incluindo linfócitos, plasmócitos, eosinófilos, neutrófilos e macrófagos,
que acometem o trato gastrointestinal.

O que a DII ocasiona no organismo dos cães acometidos por essa doença?
Ainda sem causas bem estabelecidas, a DII causa uma inflamação crônica que
provocam distúrbios gastrointestinais severos.

Dra Analúcia Nogueira Nunes – CRMV-RJ 8721

Como no dia a dia os tutores podem identificar os sinais de que o pet não está
bem?

Os tutores conseguem identificar facilmente, pois os animais têm episódios contínuos
ou recorrentes de vômito, diarreia e, até sangramento nas fezes. Alguns animais
podem também apresentar perda de peso e de apetite.

Quais são as medidas de prevenção à DII?
Como as causas da DII ainda não estão claramente identificadas, o ideal é perceber
os sintomas e procurar um Médico veterinário que, eventualmente, indicará um
especialista em Gastroenterologia, para o diagnóstico preciso e tratamento adequado.

Dr. Renato Campello Costa – CRMVRJ 4681

E as opções de tratamento?
O tratamento é feito através de restrição alimentar e terapia farmacológica.
Lembrando que não existe cura e, sim, um tratamento para controlar a doença e,
consequentemente, diminuir os sintomas.

Quais são as consequências para o pet se a DII não for tratada?
Na maioria dos casos a DII demora a ser corretamente diagnosticada, com isso a
doença se agrava e os sintomas (distúrbios gastrointestinais) se exacerbam. O animal
entra em um quadro de emagrecimento progressivo, principalmente pela má
absorção, podendo, até mesmo, vir a óbito.

A DII pode ser transmitida para outros animais que convivam com o pet doente?
Se sim, de que modo?

Não. A DII não é uma doença transmissível pelo contato.

Para finalizar, como deve ser o dia a dia do pet e sua família para que ambos
tenham uma qualidade de vida saudável para lidar com essa situação?

A família deve seguir as orientações veterinárias, respeitando sempre o manejo,
restrição alimentar, o que é bastante difícil, pois esses animais, em geral, não podem
comer os famosos “petiscos”, e a terapia farmacológica orientada pelo Médico
Veterinário. Mas, o mais importante, de fato, é o diagnóstico precoce. Os tutores
precisam acabar com esse tabu de que “vomitar e ter diarreia é normal nos pets”. Não
é! Se o pet apresenta distúrbios gastroentéricos recorrentes, há necessidade de
investigação, diagnóstico e tratamento antes do agravamento da doença.

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