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Homenagem da Pet Med às equipes de animais e profissionais que atuam nas operações de resgate em Brumadinho (MG)

O Brasil acompanhou com o coração apertado as operações de resgate que ocorreram em Brumadinho (MG), após o rompimento da Barragem I da Mina Córrego do Feijão. A enxurrada de dejetos tóxicos e lama destruiu tudo o que encontrou pelo caminho, deixando muitas famílias desabrigadas, um número alarmante de vítimas (humanas e não humanas) mortas e desaparecidas, e causando uma perda irreparável ao ecossistema local.

Em situações como esta, o apoio das equipes de resgate é fundamental no processo de salvamento e reconhecimento das vítimas. Desde o incidente, o corpo de bombeiros tem trabalhado incansavelmente na região, adentrando locais de risco em busca daqueles que ainda não foram encontrados. Com uma missão tão importante e delicada em mãos, eles contam com a extraordinária ajuda dos “oficiais de quatro patas”.

Cães farejadores, especialmente pré-selecionados e treinados para localizar vítimas soterradas, são colocados a postos e trabalham lado a lado com os bombeiros. A busca se baseia em pistas olfativas que são dadas aos cães e os ajudam a detectar os padrões de odor, permitindo-os conseguir indicar que há algo nas imediações, ou a mostrar uma direção a ser seguida.

Devido à área possuir muitos elementos olfativos, é preciso que os bichinhos tenham um treinamento minucioso antes de entrar a campo. Os padrões de odor são compostos por uma série de aspectos, que vão desde odores específicos (de uma vítima humana, uma espécie ou grupo específico) até mesmo a odores químicos, componentes do campo (plantas esmagadas, bactérias etc) e do próprio habitat (madeira, plantações e pastos), dentre outros. Além disso, é preciso que os cães tenham uma conduta corajosa, resistente, focada e muita disposição ao trabalho.

Como são treinados

Para chegar a este nível de destreza, os cães passam por uma rotina intensa de preparos diários. Ainda filhotes, são submetidos a uma série de testes para demonstrar que suas capacidades vão além de ter um bom nariz: é preciso que não se assustem facilmente com barulhos altos, mantendo sua capacidade de concentração na tarefa. Nos dois primeiros anos de vida, o bombeiro designado como treinador do animal se foca no ensinamento dos principais comandos, e em montar simulações de resgate de vítimas em diferentes cenários. Após este período, o cão está apto a começar seu trabalho nas missões. A carreira termina quando o animal completa 8 anos de idade, onde então ganhará um novo lar: é adotado pelo bombeiro que o acompanhou durante seu desenvolvimento nas operações e treinamentos.

Graças à facilidade na convivência que algumas raças apresentam, como o labrador e o pastor belga, há uma tendência em encontrar estas espécies com mais facilidade nas corporações. Contudo, é cada vez mais comum histórias onde cães resgatados ganharam não só um espaço no coração dos oficiais, como também no time de operações.

Um exemplo famoso é o cãozinho Resgate, resgatado em uma caçamba de lixo de São Paulo pelo policial militar Benedito Correia, e que teve um destaque especial nas missões de busca em Brumadinho. Após ajudar a localizar dois corpos, já em seu primeiro dia de trabalho, o cãozinho ajuda também no resgate de animais abandonados e acompanha seu dono e a equipe de voluntários na entrega de suprimentos à comunidade.

Estima-se que os cães farejadores são utilizados em operações de resgate há mais de 20 mil anos. Seu faro apurado é de 10 a 100 mil vezes melhor do que o dos humanos. Apesar de impressionantes, estes dados, contudo, não representam a verdadeira importância do trabalho destes animais para a humanidade. O comprometimento com os treinamentos, a lealdade, a resistência e a tenacidade destes seres que dedicam a sua existência a ajudar o ser humano a salvar vidas, sem pedir nada em troca além de um prato de comida e um afago, é de tocar o coração de qualquer um.

Em um momento tão delicado de nossa história humana como o desastre que ocorreu em  Brumadinho, mais uma vez são os animais que nos oferecem o conforto e a esperança para continuarmos em frente e não desistirmos de lutar. Sem esses trabalhadores peludos dedicados e inesgotáveis, as operações de resgate jamais seriam as mesmas. Nesse e em tantos outros desastres e tragédias, esses animais estão presentes e a postos para nos ajudar. Nós, da Pet Med abraçamos a missão de honrar e homenagear estes seres de luz que tanto se dedicam a nos ajudar, diariamente, e desejamos que a cada dia mais nós, humanos, também possamos aprender com eles que o espírito cooperativo é o que faz a nossa força!

Parabéns a todos os animais e profissionais envolvidos. Fica aqui o nosso muito obrigado e nosso abraço Pet Med!

Fontes:

Metrópoles

G1