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De olho na saúde do pet: o que saber sobre linfoma em cães e gatos

De olho na saúde do pet: o que saber sobre linfoma em cães e gatos

Por Pauline Machado

Nem todo caroço que aparece no corpo de um cão ou gato é motivo para alarme, mas também não deve ser simplesmente ignorado. Um aumento nos chamados linfonodos - pequenas estruturas que fazem parte do sistema de defesa do organismo - pode acontecer durante uma infecção e desaparecer depois que o problema é resolvido.

No entanto, em alguns casos, esse também pode ser um dos primeiros sinais de linfoma, um tipo de câncer bastante frequente nos cães e gatos.

Para entender melhor quando um linfonodo aumentado merece atenção, quais sinais devem ser observados pelas famílias e como é feito o diagnóstico, conversamos com Gabriel Zenoni Machado, o Médico Veterinário Oncologista (CRMV-PR 6909), que explica, ao longo desta entrevista, o que está por trás do linfoma, como a doença se manifesta em cães e gatos e quais são as possibilidades de tratamento.

Acompanhe a entrevista e ao final da leitura, compartilhe com amigos e familiares!

Pet Med - Para começar, nos explique o que é o linfoma e por que ele é considerado um dos tipos de câncer mais frequentes em cães e nos gatos.

Gabriel Zenoni Machado - O câncer ocorre quando uma célula do organismo sofre mutações no DNA, que é o material genético que funciona como um manual de instruções. Cada gene, ligado ou desligado, determina um comportamento específico da célula. Quando uma alteração aleatória modifica esse código, a célula pode adotar comportamentos prejudiciais, dando origem a uma célula tumoral.

Dentre essas características, três são fundamentais para entender o câncer: a célula cancerígena passa a se multiplicar de forma autônoma, sem precisar de nenhum sinal do corpo mandando crescer; ela ignora os freios naturais que normalmente controlam a divisão celular; e recusa-se a morrer — células normais têm um tempo programado de vida, mas a célula tumoral se torna praticamente imortal, fazendo cópias infinitas de si mesma. Com o acúmulo de mutações, ela adquire ainda a capacidade de invadir tecidos próximos e à distância, formando metástases. O resultado é que o órgão de origem vai perdendo sua função, substituído por um tecido sem utilidade para o organismo, cuja única finalidade é crescer de forma egoísta. Quando isso acontece, o corpo perde o equilíbrio interno, o que chamamos de quebra da homeostase.

O linfoma é um tipo de câncer que se origina nos linfócitos — células do sistema imunológico responsáveis por defender o organismo. Esses linfócitos circulam pelo corpo através de uma rede chamada sistema linfático, que inclui os linfonodos (gânglios), o baço, o fígado e outros órgãos. Quando um linfócito sofre mutação e passa a se multiplicar de forma descontrolada, surge o linfoma. É importante destacar que o linfoma não é uma única doença, mas um conjunto de doenças diferentes que compartilham a mesma célula de origem, podendo variar em região acometida, tipo de linfócito, grau de agressividade e fatores genéticos.

Nos cães, o linfoma é o terceiro câncer mais comum, perdendo apenas para tumores mamários e mastocitomas. Não existe um fator causador específico. Acredita-se que a alta quantidade de linfócitos no organismo, espalhados por todo o corpo e constantemente em atividade, esteja ligada a essa incidência, pois quanto mais células se dividindo, maior a chance de mutações.

Nos gatos, o linfoma é o câncer mais frequente, e sua alta incidência está diretamente ligada aos vírus da leucemia felina (FeLV) e da imunodeficiência felina (FIV).

 

Pet Med - Quando a família percebe um caroço ou um aumento na região do pescoço, próximo aos ombros ou atrás das pernas do pet, pode ser um linfonodo aumentado. O que pode fazer esses linfonodos crescerem e por que isso nem sempre significa câncer?

Gabriel Zenoni Machado - Para entender o papel do linfonodo, vale acompanhar o caminho dos líquidos no corpo. O coração bombeia sangue arterial rico em oxigênio e nutrientes através de artérias que se subdividem até chegar aos capilares - vasos microscópicos com paredes finas como peneira, onde ocorre a troca: nutrientes passam do sangue para o espaço entre as células, chamado interstício. É nesse espaço que as células fazem seu metabolismo, ou seja, pegam glicose e oxigênio para produzir energia e, como toda fábrica, geram resíduos.

Parte desse material é recolhido pelo sangue venoso, que leva os resíduos de volta para serem filtrados nos pulmões, rins e fígado. Mas o sangue venoso não consegue levar tudo — sobra líquido, proteínas, células mortas, toxinas e até micro-organismos no interstício. Se ficasse acumulado, causaria inchaço no tecido (edema). É aí que entra o sistema linfático: vasos com paredes muito permeáveis que recolhem tudo que o sangue venoso não conseguiu aspirar de volta. Esse líquido, dentro do vaso linfático, passa a se chamar linfa. A linfa viaja por vasos cada vez maiores e passa obrigatoriamente pelos linfonodos - os postos de controle que filtram a linfa, retêm substâncias indesejadas e ativam a resposta imunológica. Ao final, a linfa retorna ao sangue venoso, fechando o ciclo.

Dentro de cada linfonodo há uma concentração de linfócitos de plantão, inspecionando tudo que chega pela linfa. Quando chegam apenas resíduos normais, o linfonodo filtra e deixa passar — trabalha em silêncio, sem aumentar. Mas quando a linfa traz uma ameaça, seja, infecção, ferida contaminada, inflamação, os linfócitos são ativados e se multiplicam para organizar a defesa. Essa multiplicação faz o linfonodo aumentar: é a "íngua". Na maioria das vezes, é uma resposta saudável e temporária. Quando a infecção resolve, o linfonodo volta ao normal.

Por isso, perceber um caroço no pescoço, ombros ou atrás das pernas não significa câncer - geralmente é o sistema imunológico trabalhando. A preocupação surge quando o linfonodo cresce progressivamente e não diminui, sem infecção aparente que justifique, porque isso sugere que os linfócitos estão se multiplicando por conta própria, que é um comportamento clássico do linfoma.

 

Pet Med - Como diferenciar, na prática, uma alteração que pode estar relacionada a uma infecção comum de uma situação que precisa ser investigada porque pode indicar um linfoma?

Gabriel Zenoni Machado - O linfoma que acomete os linfonodos periféricos é chamado multicêntrico, e é muito mais comum em cães do que em gatos. Algumas características ajudam a diferenciar: no linfoma, é frequente que todos os linfonodos periféricos estejam aumentados ao mesmo tempo (apresentação difusa), não apenas uma íngua isolada. O aumento tende a ser mais expressivo, e com o tempo os linfonodos perdem a mobilidade, ficam grandes, fixos e rígidos, como se estivessem grudados nos tecidos.

De forma geral, linfonodos normais não são facilmente palpados por leigos,  são pequenos e ficam escondidos sob a pele e entre músculos. Quando os familiares conseguem sentir "bolas", isso já é sinal de alerta. O passo seguinte é avaliar se existe alguma condição próxima justificando o aumento, como doenças odontológicas, que frequentemente causam aumento dos linfonodos mandibulares. Quando existe um foco evidente de infecção próximo, a probabilidade de ser resposta reativa é maior.

Mas, a diferenciação definitiva não se faz apenas pela palpação, precisa de uma hierarquia diagnóstica que começa com um exame simples: a punção por agulha fina. O veterinário introduz uma agulha no linfonodo, colhe células e envia para citologia - exame que identifica se são células normais, inflamatórias ou neoplásicas. Em muitos casos, essa triagem já fecha o diagnóstico.

 

Pet Med - Nos cães, o aumento dos linfonodos pode ser o primeiro sinal de linfoma mesmo quando o animal continua ativo, comendo e aparentemente saudável? Por que?

Gabriel Zenoni Machado - Sim, e isso é muito frequente. O linfoma canino, na fase inicial, cursa de forma assintomática. O animal não apresenta perda de apetite, prostração, vômito ou emagrecimento. A maioria das apresentações começa assim, e é justamente por isso que o achado de um linfonodo aumentado na palpação rotineira costuma ser o que leva o familiar levar o animal ao veterinário.

O animal demora a demonstrar sinais por três motivos. Primeiro, os linfonodos não são órgãos cuja falha gera crise imediata — diferente do coração ou dos rins. Segundo, o sistema imunológico tem redundância: o corpo possui uma extensa rede de tecido linfoide, e no paciente com linfoma esse tecido vai sendo substituído gradativamente por tecido tumoral, mas durante um bom período o tecido saudável restante compensa a parte já tomada. Terceiro, o crescimento do linfonodo é indolor no início — não causa dor, não comprime estruturas vitais, não altera digestão nem respiração. O corpo mantém a homeostase por bastante tempo.

Quando os sinais sistêmicos finalmente aparecem (come menos, fica quieto, perde peso), significa que a carga tumoral já é significativa e o equilíbrio começou a se romper. Por isso, perceber um linfonodo aumentado enquanto o animal ainda está saudável é, paradoxalmente, um dos melhores cenários — o linfoma foi identificado numa fase em que o corpo ainda está em equilíbrio, abrindo maior janela de oportunidade para o tratamento.

Pet Med - E nos gatos, quais são os principais sinais que a família deve observar? A doença costuma se manifestar de maneira diferente dos cães, especialmente quando atinge o sistema gastrointestinal ou a região do tórax?

Gabriel Zenoni Machado - Nos gatos, o linfoma se manifesta de forma bastante diferente dos cães, e dois tipos merecem destaque. O linfoma de mediastino acomete a região do tórax e é frequente em gatos jovens positivos para FeLV e/ou FIV. Os sintomas envolvem dificuldade respiratória como queixa principal, além de perda de apetite e peso. Esses pacientes têm duas condições graves ao mesmo tempo: a doença viral e o câncer, o que piora significativamente o prognóstico.

Já o linfoma gastrointestinal acomete o trato digestivo e tem duas formas: alto e baixo grau, que são doenças muito diferentes em aparência clínica, medicação e prognóstico. Geralmente afeta gatos mais velhos e não está relacionado aos vírus. Sinais clínicos como perda de peso gradual, vômitos e diarreias intermitentes — costumam ser confundidos com inflamação intestinal crônica, o que pode atrasar o diagnóstico. Em casos avançados, pode causar obstrução intestinal.

Nos gatos, a família deve estar atenta a sinais que parecem comuns: vômito frequente, emagrecimento sem motivo, diarreia que vai e volta, ou dificuldade respiratória. Como gatos escondem doenças muito bem, quando os sinais se tornam evidentes a doença já pode estar avançada. Qualquer alteração persistente merece avaliação veterinária.

 

Pet Med - Nos gatos, existe uma relação entre linfoma e os vírus FeLV e FIV. O diagnóstico ou o histórico dessas infecções muda a atenção que devemos ter em relação à doença?

Gabriel Zenoni Machado - A relação é muito direta, especialmente com o FeLV. O FeLV é um retrovírus que, ao infectar o linfócito, copia seu código genético e o insere diretamente no DNA da célula. Como essa inserção é aleatória, o vírus pode acabar "ligando" genes que deveriam permanecer desligados - aqueles que fazem a célula se multiplicar de forma autônoma e se tornar tumoral. É uma carcinogênese direta: o vírus causa a mutação que inicia o câncer. Por isso, gatos FeLV-positivos têm chance muito maior de desenvolver linfoma, principalmente o mediastínico.

O FIV age de forma indireta. Ele não causa mutações diretamente, mas desregula o sistema imunológico: desativa a vigilância imunológica, que é a capacidade de reconhecer e eliminar células mutadas, e mantém o sistema linfático em estimulação constante, forçando os linfócitos a se multiplicarem sem parar. Quanto mais divisão celular, maior a chance de erros no DNA. A FIV também gera inflamação crônica, reconhecida como fator favorável ao desenvolvimento tumoral.

Quando um gato positivo para esses vírus desenvolve linfoma, o organismo enfrenta duas doenças graves simultaneamente, tornando as terapias menos eficazes e os prognósticos piores.

 

Pet Med - Quando existe suspeita de linfoma, quais exames são necessários para confirmar o diagnóstico?

Gabriel Zenoni Machado - Existe uma sequência diagnóstica que parte do simples para o complexo. O primeiro passo é a citologia, feita por punção por agulha fina — exame rápido, minimamente invasivo, onde o veterinário colhe células do linfonodo ou massa suspeita e envia para análise ao microscópio. Quando a alteração é palpável, a punção é feita na própria consulta. Massas internas podem ser puncionadas guiadas por ultrassom. Nos linfomas de alto grau, a citologia frequentemente já fecha o diagnóstico.

Nos linfomas de baixo grau, comuns nos gatos, especialmente gastrointestinal, as células tumorais podem se parecer com normais, e a citologia nem sempre diferencia. Nesses casos, recomenda-se a biópsia, que retira um fragmento de tecido ou o linfonodo inteiro para análise. A biópsia é o padrão-ouro porque permite avaliar a arquitetura completa do tecido. Quando mesmo a biópsia não conclui, avança-se para a imuno-histoquímica, que são marcadores que identificam proteínas específicas nas células, determinando clonalidade e fenótipo, eliminando diagnósticos diferenciais.

Existem ainda exames moleculares como o PARR, que detecta rearranjos genéticos, e a citometria de fluxo, que analisa células uma a uma, usada principalmente em suspeitas de leucemia, quando o câncer circula no sangue em vez de formar massas, ou efusões malignas.

Em resumo: citologia → biópsia → imuno-histoquímica → exames moleculares, cada etapa aprofundando o diagnóstico quando necessário.

 

Pet Med - Depois que o linfoma é confirmado, por que é importante descobrir até onde a doença se espalhou?

Gabriel Zenoni Machado - Todo paciente com diagnóstico de câncer deve ser estadiado, ou seja, investigar até onde a doença se espalhou. Como vimos, uma das características do câncer é a capacidade de formar metástases. Saber se a doença está localizada ou espalhada muda completamente o tratamento: se localizada, um tratamento focado pode buscar a cura; se há metástases, o objetivo passa a ser paliativo, ou seja, controlar a doença, manter qualidade de vida e prolongar a sobrevida com tratamentos sistêmicos.

No linfoma especificamente, ele já é considerado doença sistêmica desde o diagnóstico, pois o sistema linfático é uma rede interligada por todo o corpo. Mesmo assim, a extensão varia. Alguns pacientes têm a doença restrita aos linfonodos periféricos, outros já apresentam comprometimento de órgãos internos. Conhecer até onde chegou é fundamental para determinar o prognóstico (quanto mais extensão, mais reservado) e ajustar a intensidade do tratamento. Estadiar não é opcional, é a base para toda a decisão terapêutica.

 

Pet Med - Que papel têm exames de sangue e imagem no estadiamento?

Gabriel Zenoni Machado - Para estadiar, não basta palpar ou avaliar clinicamente, é preciso exames complementares. Os exames de sangue verificam se há células tumorais circulando (fase leucêmica), avaliam a função de órgãos como fígado e rins que podem estar acometidos silenciosamente, e mostram como o corpo está reagindo à extensão da doença.

Os exames de imagem visualizam estruturas internas inacessíveis ao exame físico. A radiografia do tórax identifica linfonodos aumentados dentro do peito e comprometimento pulmonar. A ultrassonografia do abdômen avalia baço, fígado, linfonodos internos e trato gastrointestinal - estruturas frequentemente acometidas e invisíveis ao exame físico.

Quanto mais órgãos comprometidos, pior o prognóstico: se restrito aos linfonodos periféricos, o corpo preserva funcionalidade; se invadiu fígado, baço, medula e pulmões, a carga tumoral é alta e a resposta ao tratamento tende a ser menos favorável.

 

Pet Med - Linfoma tem tratamento? O que as famílias precisam saber sobre as possibilidades de tratamento, resposta à terapia e qualidade de vida do animal?

Gabriel Zenoni Machado - Sim. O linfoma é bastante sensível à quimioterapia, que é a melhor chance do paciente. A cirurgia, quando proposta, tem caráter diagnóstico, não terapêutico. Nos cães, as taxas de resposta favoráveis chegam a 85%–90%, e é frequente alcançar remissão completa - estado em que o paciente fica livre de sinais e sintomas: os linfonodos voltam ao normal, o animal recupera apetite e rotina. Não é cura. A doença está controlada, mas tende a voltar.

Um ponto fundamental: a quimioterapia veterinária é diferente da humana. Na veterinária, a prioridade é a qualidade de vida — não se admite que o animal sofra com o tratamento. Os protocolos mantêm o animal comendo, brincando e vivendo normalmente. Familiares frequentemente relatam melhora na qualidade de vida durante a quimioterapia, e a maioria dos pacientes não apresenta efeitos colaterais significativos.

Apesar dessa postura conservadora, consegue-se aumento significativo de sobrevida. Cães em remissão completa ficam livres de doença por 4–10 meses em média; com protocolos de resgate quando a doença volta, a sobrevida média fica em 12–18 meses. Sem tratamento, a sobrevida é de apenas semanas a poucos meses.

Nos gatos, o cenário varia: o linfoma gastrointestinal de alto grau tem 50%–75% de resposta e sobrevida de 6–9 meses; o de baixo grau — o mais comum hoje — tem 69%–96% de remissão e sobrevidas de 1,5 a quase 3 anos.

O objetivo central é sempre manter o paciente com mais tempo de vida e com qualidade, muitas vezes sem efeitos colaterais e sem sintomas. Cada caso é individualizado, e a conversa com a família deve ser honesta e realista.

 

Pet Med - Para finalizar, quais sinais devem servir de alerta para a família procurar uma avaliação veterinária, especialmente quando há aumento persistente de algum linfonodo?

Gabriel Zenoni Machado - Os sinais clínicos do linfoma são muito inespecíficos — não existe um sintoma exclusivo que aponte diretamente para o câncer. Perda de apetite, emagrecimento, prostração, vômito, diarreia, dificuldade respiratória: todos podem ter dezenas de causas, e a grande maioria não é câncer.

Por isso, a orientação para as famílias não é "procure sinais de linfoma", mas sim: qualquer sinal persistente merece investigação veterinária. Não cabe ao familiar diagnosticar - cabe perceber que algo mudou e buscar ajuda profissional.

E quando o que se percebe é aumento de um linfonodo, a orientação é ainda mais direta. Um linfonodo pode aumentar por infecção e voltar ao normal em dias. Mas quando não diminui, continua crescendo, aparece em mais de uma região, ou é perceptível o suficiente para o tutor sentir sem treinamento - isso é um sinal de alerta que não pode ser ignorado. Pacientes com aumento de linfonodos devem ser sempre investigados, independentemente da causa suspeitada, porque só a investigação adequada, começando pela punção por agulha fina, diferencia um linfonodo reativo de um linfonodo com linfoma.

A mensagem é simples: não espere um sinal grave para buscar ajuda. O linfoma cresce silenciosamente — quanto antes o linfonodo for avaliado, maior a janela de oportunidade para diagnóstico precoce e tratamento enquanto o corpo ainda está em equilíbrio. Qualquer linfonodo que não volta ao normal, qualquer sinal que persiste — investigue.

 

Por Pauline Machado, jornalista e médica veterinária, pós-graduada em Clínica Médica de Cães e Gatos e mestranda em Ciências Veterinárias na área de Saúde Única pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).

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